23 fevereiro 2010

Ai, ai, ai


Bicho-papão não existe. E nem o homem do saco. Mas aposto que muita gente morria de medo deles quando era criança. Quando crescemos, deixamos de acreditar num monte de coisas, mas alguns medos mudam de máscara, insistem em permanecer no presente, causam ansiedade e bloqueiam o que poderia mudar a nossa vida pra melhor, é claro.

Somos seres simples. De tão simples, nos tornamos complexos. Demais até! Pensamos sobre nossos pensamentos e sobre a maneira como pensamos. O que teria tudo pra ser a nossa maior vantagem torna-se o nosso maior obstáculo, porque o papel da imaginação em nossas vidas modifica totalmente a realidade.

O medo é aquela voz irritante que insiste em dizer (e, às vezes, até gritar) que as coisas não vão dar certo. A culpa, na verdade, é daqueles que mais nos amam. Quando a gente é pequeno e tem medo do bicho-papão, sem querer, ao mesmo tempo, ouvimos daqueles que mais querem nos proteger que jamais vamos conseguir fazer isso ou aquilo, que X ou Y é impossível de acordo com a nossa realidade. E blá-blá-blá... Tentando nos proteger das frustrações, eles acabam colocando no nosso subconsciente fantasmas que voltam a nos atormentar na vida adulta, quando o bicho-papão já não representa mais nenhum perigo, atrapalhando o nosso caminho pro sucesso.

Por exemplo, o que você faria se desse de cara com um jacaré ao tentar cruzar um rio de uma margem à outra? As braçadas confiantes, certamente, dariam lugar ao desespero. Certo? Ao invés de nadar pra frente, tentar driblar o jacaré, ficamos paralisados e até cogitamos a possibilidade de nadar pra trás. O medo, quase sempre, causa ansiedade que faz com que a gente perca o foco, o controle e o chão! É ele que nos faz nadar em círculos, o que nos leva... a lugar nenhum!

Corajoso não é quem não tem medo. Corajoso é quem segue em frente apesar do medo. O medo é um alarme fundamental na nossa vida, lógico, é quem nos salva de muitas enrascadas. Mas não pode disparar o tempo todo. O medo deve ser um sinal de atenção e cuidado, nunca de desistência. Quando os jacarés aparecerem no caminho, resista à tentação de abortar a travessia. Mas é bom ir com calma! Ansiedade só faz com que nademos contra a correnteza.

Medo e ansiedade são os grandes inimigos da transformação. Causam estagnação e desvios perigosos, afastando a gente do crescimento pessoal e daquilo que mais queremos. É importante ter claro os objetivos, manter as estratégias, dar as braçadas necessárias que os resultados virão.

Apesar de grandinha, ainda tenho medo do escuro. Custo a relaxar quando estou nele e sozinha, mas basta esperar um pouco, respirar bem fundo, focar e perceber que o escuro nem é tão escuro assim.

10 fevereiro 2010

Imaginação


A mente é uma arma poderosa. É ela quem cria o mundo que você vê. Ou aquele em que prefere acreditar que vive. Imaginar é legal. Tem gente que ganha dinheiro pensando em coisas criativas. Porém, tem outras que ainda precisam aprender a usar o que carregam dentro da cabeça pra não pirar.
A minha imaginação é fértil e, raramente, respeita fronteiras. Mas, apesar de pular uma cerca imaginária várias vezes, eu tenho o bom senso pra diferenciar o real da piração. Quem não tem a cabeça no lugar, viaja. Se machuca. E acaba envolvendo gente que não tem nada a ver com as suas doideiras. O que é mais incrível é usar toda essa imaginação em benefício do outro. É sempre o outro que pode tudo aquilo que você gostaria. É o outro que tem aquilo que você sempre tanto quis. É a grama do lado de lá que é mais verde quando, na verdade, é a sua imaginação que está jogando uma boa dose de tinta no jardim do vizinho.
Todo mundo sabe que não devemos acreditar em tudo o que vemos. E muito menos em tudo o que escutamos. Usar um filtro é sempre bom e ajuda a manter os pés no chão. Dar umas viajadas de vez em quando é aceitável. Mas saudável mesmo só se for de vez em quando. Quando essas trips ficam constantes e se transformam em bolas de neve já são outros 500, que na mente de gente criativa, vira mil.
Confesso que já dei as minhas piradas. Bastava uma gota d'água pra imaginar um rio inteiro. Criava histórias na minha cabeça, dava nome aos personagens, caprichava no enredo, mas os meus "contos" raramente tinham um final feliz. Com o tempo aprendi que filtrar, confiar e raciocinar valem mais a pena. Já dizia o ditado que sonho que se sonha sozinho é só um sonho. Pra virar realidade é sempre bom ter alguém do lado. E os pés no chão, é claro!

05 fevereiro 2010

Tudo ou nada


Não sei ser 50%. Nem 60%, 70%, 80% ou 99%. Abaixo disso também não tem muito a ver comigo. Os opostos me atraem. Sou 0% ou 100%. E não 8 ou 80. Comigo é tudo ou nada. Nothing in between não faz o meu estilo. Na escola, podia ser uma aluna de notas medianas. Mas isso não quer dizer que não dava 100% de mim.

O copo meio cheio ou meio vazio não me apetecem. Sempre cheios até a boca, esperando a última gota pra transbordar, ou guardados no armário esperando pra serem usados, completamente vazios. Essa é a minha regra.

Não consigo deixar cadernos em branco. Quando escrevo, marco o papel, como se quisesse deixar ali também uma marca minha. Mostrar que estive ali, e com intensidade. Não paro um livro no meio e nem os deixo encostados num canto qualquer. Não acredito que histórias foram criadas pra serem interrompidas na metade ou que não mereçam destaque. Não sei ser neutra ao que está a minha volta e muito menos sei sentar, diante de um papel novinho, sem que eu deixe - de alguma forma - o meu registro ali.

Eu vivo. Intensamente! Mesmo que seja errado aos olhos dos outros. Estes, provavelmente, são 50%. Gente em cima do muro me aborrece. Situações rotineiras me entediam. Acomodações me tiram do sério. Quero experimentar TUDO. E, pra mim, a vida é assim. Pra se arrepender daquilo que se faz, não pra lamentar algo que se poderia ter feito.

Não bebo leite morno e nem como nada light, com metade das calorias. Mergulho de cabeça. E não tenho medo da profundidade. Quero um Romeu, e não um Hamlet.

Não sei amar pela metade. Nunca soube. Aliás, não se trata só de amor, mas de qualquer tipo de sentimento. Não sinto nada mais ou menos. Ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir nada em doses homeopáticas. Preciso (e gosto) de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.

Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar de ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado (e ter que me desculpar), e detesto pedir desculpas, embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.

Quero grandes histórias. Quero o amor e o ódio. Quero o mais, o demais... ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicta que "nada é para sempre".

Porque só assim eu me divirto e é só isto que me interessa. Intensa? Sim! E daí? Não tô na vida de passagem, babe. E nem pra perder tempo... O meu, por exemplo, vale ouro!

28 janeiro 2010

Unfollow


Quantos "amigos" você tem no Orkut? E no Facebook? Quantas "vidas" você segue no Twitter? Quantos nomes na sua lista do MSN? Às vezes, tenho a sensação de que essa coisa de redes sociais só chegaram pra estragar a realidade. Tudo bem que ajudam a reencontrar gente com quem não falávamos há um bilhão de anos, mas ao mesmo tempo fazem com que os novos contatos virem artigos em prateleiras de lojas. Estão lá, expostos. Se gostar, pega. E usa até expirar o prazo de validade.
Já percebeu que pessoas que conhecemos de forma digital não recebem o mesmo valor daquelas que já estão na nossa vida analógica há anos? E o que há de diferente entre os dois tipos de relacionamentos, se os dois envolvem pessoas (e reais!)?
Antigamente, quando não existia esse papo de "me add" (que eu, só pra registrar, odeio!), quando era um pouco mais difícil conhecer gente nova e se aproximar dos estranhos, as pessoas se respeitavam mais. Respeitavam limites, sentimentos e eram menos superficiais. Não existia esse péssimo hábito de colecionar pessoas e não se dispensava os novos conhecidos como se descarta um copinho plástico quando outros novos tomam o lugar na prateleira.
Conheci no mundo real muita gente que chegou pelo virtual. Mas confesso que pouquíssimos ficaram. Não por culpa minha, já que aprendi - desde cedo (e cedo mesmo, já que a minha geração não foi educada plugada na internet) - que pessoas merecem respeito. Merecem atenção. Têm valor. Ainda romantizo relacionamentos e acredito na amizade verdadeira. Mas, preciso lembrar o tempo todo que, pra qualquer relacionamento existir, é preciso que as duas partes se respeitem e dediquem a mesma quantidade de tempo e carinho.
Valor mútuo é artigo raro nesse supermercado online. De que vale a inclusão digital, se excluímos aqueles que fazem parte desse universo sem o menor critério? Se não podemos deletar ou bloquear alguém que cruza nosso caminho pela rua, por que esquecer (justo na Era da Tecnologia e Inteligência) que somos civilizados? A máxima do "respeite o próximo" nunca foi atualizada, pode dar RT que ela ainda conta pontos!

23 janeiro 2010

Em prol de quem?


Precisou uma catástrofe virar assunto mundial pro bando de celebridades se mobilizar e organizar um show em prol das vítimas dos terremotos no Haiti. Mais de 150 mil pessoas morreram no desastre, depois de passar a vida toda lutando contra a pobreza e a violência que sempre dominou aquele país.
Não condeno a atitude deles. O Hope For Haiti Now e a música criada por Bono Vox e Jay-Z devem ter surtido algum efeito, mas hello! o Haiti nunca nadou no dinheiro e ajudas como esta poderiam ter chegado bem antes da terra chacoalhar por lá. Mas, antes disso, ninguém prestaria atenção à nobreza do ato. Não é? A grana do rapper e todo o engajamento do vocalista do U2 chegaram um pouco tarde.
O povo do Haiti precisa de tudo. Tudo mesmo. E isso inclui água. E não de outro Micheal Jackson e seu We Are The World. Hey, equipe do Discovery Channel que tal mandar o Extreme Makeover Home Edition pra lá? Quem sabe assim, os desabrigados possam ter condições e meios de ouvir a música que Bono e Jay-Z fizeram pra ocasião...

22 janeiro 2010

Não pode?


Não coma chocolate todos os dias. Não se apaixone pelo melhor amigo. Beba socialmente. Não faça barulho depois das 10. Nunca experimente drogas. Não tome sol ao meio-dia. Não fale com estranhos. Guarde parte do dinheiro que ganha. Entre o ano de branco.

Reparou como a vida é repleta de regras? Somos obrigados a tê-las porque vivemos em sociedade. Claro! Mais do que certo não atravessar o farol quando ele estiver vermelho e respeitar o pedestre quando estiver na faixa. Pagar as contas em dia pra evitar os juros e ser coerente com as autoridades.

Mas limitar o resto é seguir padrões demais. Já dizia o ditado: Se você respeitar todas as regras vai perder toda a diversão. Exagero? Eu prefiro acreditar que as regras foram criadas pra serem desrespeitadas. De limite já basta um: saber que um dia a vida vai acabar. Antes disso, devemos respeitar certas regras (e uma delas inclui o limite do próximo), mas esquecer as outras que nos deixam infelizes. O que tem de mais beber além da conta de vez em quando? Ligar pra alguém depois da meia-noite quando der vontade? Sorrir pro inimigo? Se entupir de guloseimas no final de semana? Convidar um cara de quem você está a fim pra sair?

O melhor arrependimento é aquele que sentimos por ter feito algo errado. Quem não tem coragem de viver, de testar limites, desrespeitar regras, não tem história pra contar. Se não pular o muro, como saber se o que tem do outro lado é bom ou ruim? Dever, talvez ninguém deva mesmo. Mas poder, todo mundo pode!

14 janeiro 2010

Até tu, Br...anca de Neve?


Nunca acreditei nessa coisa de princesa. Cinderela, Branca de Neve e Bela Adormecida eram histórias pra futuras bitches dormir. Desde cedo, nunquinha acreditei nesse papo de que príncipe existia e de que a vida era como um conto de fadas. Cruel? Pois é... Salvou-me de grandes decepções na vida adulta, que pode ser colorida, mas não é cor-de-rosa.
Basta ver o que acontece com as meninas quando crescem como reagem ao saber que o cavalo branco é, na verdade, o ônibus lotado das seis horas da tarde e que o príncipe é um sapo e não adianta beijar porque vai ser animal pra sempre. Elas viram... emos! Falam que a vida sucks e cogitam a hipótese de cortar os pulsos. Se pintam de preto, colorem o cabelo de rosa e saem beijando meninas.
A boa notícia é que agora elas vão poder ler histórias coerentes com a realidade e alimentar mais o espírito suicida! E a boa notícia pra mim é que, talvez, eu não era a única a achar esse monte de histórias um verdadeiro saco! Um livro lançado na Espanha (e que já vendeu mais de 50 mil exemplares no primeiro mês) traz a versão ano 2000 pras princesas criadas no século passado.
A Cinderela percebe que é uma mulher maltratada pela madrasta e suas irmãs, abandonada pelo pai, forçada a estar magra pra caber em roupas de tamanho 38 e que o príncipe é, na verdade, um mandão e insatisfeito depois que se casam. Ela vira vegetariana e vai pra balada. Só volta pra casa de madrugada e decide que viver sem o príncipe é a melhor coisa que já fez na vida.
Pra dar a volta por cima, Cinderela resolve se encontrar com as amigas, também princesas. Bela Adormecida explica como acordou sozinha e Branca de Neve se livra da depressão e do vício ao Prozac e resolve se bronzear até ficar morena.
Bem mais interessante. E realista. Vamos combinar?

12 janeiro 2010

Joga glitter e ilumina?


O mundo é mesmo injusto. Não... O mundo não. Mas a distribuição de renda no Brasil sucks! Ainda tenho mais uns 10 dias de férias. Dez dias pra ficar sem fazer absolutamente nada, acordando tarde, assistindo DVDs, almoçando a hora que quiser, pensando na vida, lendo livros, atividades que só se encaixam em uma categoria: ócio!
Até agora já passei quase 1 mês e meio sem fazer porra nenhuma. Só exibindo a minha bunda na praia em alta temporada, me refrescando no chuveiro do calçadão pra multidão ver ou torrando o corpinho no sol em biquínis bem pequenos e dividindo o apê com a minha mãe e dois cachorros (o que equivale a 12 pessoas). Ah! Sou jornalista também. Mas, fail, não sou atriz/modelo/manequim/twittermaníaca. Vai ver que é aí que mora a diferença entre eu terminar as minhas férias com R$1,5 milhões a menos na minha conta e falida com todos os IP´s pra pagar.
É por isso que acho Big Brother (Brasil or not) e realities shows de forma geral uma grande perda de tempo. Já colocaram artistas cuidando de vaca, bode e avestruz, meu ex-amigo roqueiro numa sala branca sozinho, outro dentro de um BBB (ele ficou entre os finalistas) e eu nunca fiquei mais rica por conta disso. Minhas férias vão continuar sendo remuneradas enquanto tiver um bom emprego, mas jamais vão chegar a pagar R$1,5 milhões por elas (apesar de merecer!), a não ser que eu ganhe na Mega Sena. E, pra isso acontecer, tenho que começar a apostar. Como é o tipo de coisa que não acredito, prefiro deixar pros outros...
Ainda não consigo acreditar que, pelo décimo ano consecutivo, o país onde moro vai parar na frente da TV pra acompanhar a vida de gente que jamais conheceram, ao invés de cuidar de suas próprias e daqueles que estão por perto de verdade. E, pior ainda, que a TV brasileira vai passar 3 meses exibindo algo tão fútil ao invés de fazer um bem à humanidade, ensinando bem mais do que expressões monissílabas, como uhuuuul!
Se isso é reality show, desculpe, mas devo me mudar pra outro planeta no final das minhas férias. Porque esta, sinceramente, não é a minha realidade.

11 janeiro 2010

Coisas que eu odeio


Eu já devo ter postado isso aqui há algum tempo. Mas fuçando meus arquivos do Fotolog achei que seria interessante dar um repeteco. Talvez assim, algumas pessoas possam entender o motivo das minhas mudanças de humor "repentinas". Ninguém nasceu com manual de instruções, quem seria eu pra mudar este conceito. Mas deixar avisado já é alguma coisa.
Relendo, percebi que poucas coisas mudaram nos últimos 2 anos. De duas uma: ou eu continuo rabugenta ou as pessoas com quem convivo não têm noção do perigo. Existem muitas coisas que me incomodam, muitas além do trivial - dia de chuva, gente chata e trânsito em véspera de feriado. Uma lista com justificativas torna o nosso convívio mais fácil e harmonioso. Certo? Se a minha lista te irrita, paciência... Faça a sua e me inclua. Do contrário... Saiba o que fazer pra me tirar do sério.
1. Tente conversar comigo enquanto eu estiver ao telefone! Eu não tenho coordenação mental suficiente para prestar atenção em duas conversas completamente diferentes. Ou simplesmente acho uma puta falta de educação ser interrompida numa situação como essa. Espere a sua vez, ué!
2. Me deixe esperando... Se compromisso fosse para ser marcado a qualquer hora entre as 24h de um dia, então por que combinamos uma hora exata para que eu fique pronta, esperando por você? Se não sabe respeitar horário então não combine nada comigo!
3. Seja burro! Odeio gente ignorante. Todo mundo nasceu sabendo a mesma coisa: NADA! Inclusive eu! Se eu tive o trabalho de me formar, informar e evoluir, por que raios tenho que aturar gente burra que não se importa com isso? Quando você chegar no meu nível, a gente conversa...
4. Deixe o ar condicionado ligado no máximo. Sou friorenta. E odeio lugar gelado, simplesmente porque não nasci com vocação pra esquimó, não moro em iglu e muito menos sou um corpo a espera de reconhecimento numa gaveta gelada do IML, que precisa ser mantida em baixa temperatura.
5. Demore para fazer seu pedido no drive-thru do McDonald´s. Drive-thru é para quem está com pressa. Se você não estivesse numa situação assim, entraria, sentaria e comeria com calma. Então, pra que enrolar na fila?! Sem falar que o cardápio do McDonald´s não muda há anos, e eu não acredito que esta seja a primeira vez que o sujeito vá a este fast food. FAST, em inglês, significa rápido! Eles inclusive inventaram combinados com números para facilitar a sua vida, por isso não vejo motivo pra tanta enrolação!
6. Me ignore! A humanidade passou anos aprendendo uma forma para se comunicar. Então, só posso pensar que, quem me ignora, deve ainda viver na Idade da Pedra! Se você não gosta de mim, se não quer mais falar comigo... simplesmente... FALE isso de uma vez por todas!
7. Me diga o que ou não fazer. Demorei anos para ser independente. E se já moro sozinha há 10 anos (e sobrevivi) é porque sei me virar sozinha... Então, não mande eu fazer isso ou aquilo deste ou daquele jeito. Ou não me deixe ficar muito tempo sem fazer nada. Meu humor vai pras cucuias!
8. Cuide da minha vida! Somado ao tópico anterior, cuidar da minha vida também tem a ver com a minha independência. Pago as minhas contas e por isso não suporto gente metendo o bedelho na minha vida assim... de graça! Se quer fazer parte dela, cuidar do que faço ou deixo de fazer.... vai abrindo a carteira que eu digo o número de contas que você terá que pagar daqui pra frente!
9. Converse comigo enquanto assisto TV. Eu ODEIO televisão, então se parei para ver algo é porque aquilo realmente me interessa, sem falar que geralmente são programas gringos (e eu não leio legendas), o que exige ainda mais da minha atenção. Então, o que custa esperar só uns minutinhos para conversar comigo?!
10. Me obrigue a conversar quando eu não quero. Se eu estiver quieta é porque NÃO quero falar. Simples! Falo pra caralho no trabalho, o dia inteiro, repito 200 vezes a mesma frase, falo, falo, falo, lido com gente preguiçosa, agitada e tenho que parecer 100% quando na verdade estou – 000,1%, o que é bastante cansativo. Portanto, se eu não quiser falar, me dê um tempo!
11. Me compare a você se eu demoro pra superar alguma coisa. Não venha me dizer que você superou muito mais rápido a mesma situação ou que eu deveria fazer isso ou aquilo pra melhorar. Fiz terapia e aprendi a reconhecer meu tempo e o que faço pra ficar numa boa. Conselhos furados e comparações além de não funcionar comigo, só me irritam. Talvez seja por isso que ando evitando você de vez em quando.
12. Coma do meu prato ou beba do meu copo. Posso até não falar que fico puta na hora, mas vou fazer alguma coisa da próxima vez para evitar isso. Tem coisas que eu NÃO GOSTO de dividir e se não ofereci é porque não quero e ponto! Se você quer comer a minha comida ou beber o que estou bebendo, peça o mesmo pra você. Aposto que não vão cobrar a mais de você por isso...
13. Me convide pra tomar um “chopinho”. Primeiro que cerveja, chopp e derivados não são minhas bebidas favoritas. Segundo que, se você quer me conquistar, não vai ser com um “chopinho”... Esse papo serve pra adolescente que está começando a beber e acha que impressiona bebendo “chopinho”. Comigo a bebida é outra.
14. Me chame de “amore”! Fala sério... essa moda de chamar todo mundo de “amore”, “lindooo”, “xuuu” e etc é a maior prova de como a humanidade pode ser falsa. Se você trata as pessoas na vida real desta forma é porque tem sérios problemas mentais.
15. Faça cagadas no trânsito e queira ter razão. Se você fechou meu carro ou passou no farol vermelho é você quem está errado, então assuma.
16. Me incomode no MSN quando meu status está “ausente”. Se diz “ausente” é porque estou: ou ausente mesmo, ocupada trabalhando ou porque não quero mesmo conversar. Portanto, se não respondo a sua mensagem... não insista! O que falta é o seu bom senso funcionar, afinal MSN não é o melhor lugar para monólogos!
17. Fale que seus problemas são maiores do que os meus. Problemas são problemas. Se estou contando os meus é porque quero desabafar e não ouvir coisas “ah, mas você não sabe o que aconteceu comigo...”. Se eu quisesse saber dos seus, perguntaria!
18. Atender ligações de telemarketing. Puta coisa chata! Acho invasão de privacidade. E outra, esse papo de “devido ao seu bom relacionamento com o banco...” é furado. Se eu realmente tivesse um bom relacionamento, ele colocaria dinheiro na minha conta quando estivesse no vermelho!
19. Tente me convencer a ir pra academia. Simplesmente porque acho academias os lugares mais fúteis do mundo!
20. Escreva errado. Essa modinha de criar palavras novas, pra mim, é a ignorância camuflada na desculpa de que é a linguagem de hoje. Ao invés de perder tempo no MSN, escrevendo errado, vá enriquecer o vocabulário!
21. Me envie e-mails “FW”. Aposto que se você tivesse que gastar com selo para enviar cartas com este conteúdo para os amigos você nem se daria ao trabalho de sair de casa para ir aos Correios. Então por que eu teria que abrir e ler um e-mail spam? Deleto mesmo! E-mails não são caixas de lixo onde você joga o que quer.
22. Converse no cinema. Críticos não falam enquanto assistem aos filmes, eles escrevem depois. Então por que você, um Zé Mané da vida, tem que passar o filme inteiro comentando cada cena? E outra: o dia tem 24 horas, você está perdendo apenas 2 horas... Ainda tem outras 22 para conversar. Vai morrer se ficar sem falar?!
23. Enrole para falar. Se tem uma coisa que eu detesto é ouvir conversa de mulher. Sou meio homem quando se trata de ouvir e falar: vou direto ao assunto e odeio conversas cheias de detalhes. Seja breve se quiser prender minha atenção até o final da sua história.
24. Chame mais do que um elevador ao mesmo tempo. Ainda mais se eu estiver com pressa. Por acaso o sujeito vai partir ao meio se os dois elevadores chegarem ao mesmo tempo?
25. Crianças mal educadas perto de mim. Sou obrigada a lidar com algumas, às vezes, por causa do meu trabalho. Mas esbarro em muitas pela rua diariamente e, sinceramente, acredito que muitas deveriam andar com coleiras. Se não sabem respeitar os outros ou se comportar em público, não deveriam nem sair de casa! É por este motivo que animais selvagens são presos em jaulas... ainda não aprenderam a conviver em sociedade.
26. Me dê uma resposta genérica. Isso só prova a sua falta de personalidade, o que, para mim, é profundamente irritante!
27. Reclame da sua vida, do seu cabelo, da sua estria, diga que nada dá certo na sua vida. E blá, blá, blá. Todo mundo tem problemas. Eu tenho os meus também e nem por isso ocupo o seu tempo com eles. Evito pessoas negativas e se deixei você de canto, pense se não foi esse tipo de atitude irritante a culpada por isso.
28. Bata papo comigo no telefone. Telefone é para ser usado para combinar conversas em outros lugares. Se não estou disponível para encontrar você naquela hora em que você está me alugando no telefone é porque estou ocupada com outra coisa. Então, quando me ligar: SEJA BREVE!
29. Me adicione no Orkut, Facebook, Twitter ou em qualquer lugar sem me conhecer ou se apresentar. E pior: faça o estilo “tenho-bigodinho-igual-ao-do- Latino-no-começo-da-carreira”. O que faz esse povo achar que quero fazer amizade ou ter qualquer tipo de relacionamento com eles? Será que não têm bom senso? É nesta hora que eu lamento o lance de “internet para todos”, que o governo anda oferecendo por aí... Inclusão digital é uma merda!
30. Me acorde com um culto evangélico. Na boa, esses caras só podem achar que Jesus é surdo! Se rezar em silêncio ou gritar o efeito será o mesmo. A diferença é que no segundo caso você infringe um dos 10 mandamentos, que é o de respeitar o próximo. Então, cultos evangélicos: não grite enquanto eu durmo!

10 janeiro 2010

A porta deveria ficar sempre fechada


Que mania essa de achar que só porque o ano vira, as coisas mudam. Isso chega a ser perigoso até. Tenho boas expectativas pra 2010, mas ainda não pratiquei nenhuma mudança. A começar por mim. Vai ver não quero mudar, o que pode ser um erro, talvez. E daí, começo o ano errado, mais uma vez, priorizando os outros.
Às vezes, deveria nem atender a porta quando o mundo toca a campainha. Mas eu tenho essa mania de deixar todo mundo entrar. E ele entra com força, desarrumando tudo o que estava, teoricamente, no lugar. Fazendo uma bagunça daquelas que, mais tarde, eu tenho que arrumar sozinha.
Eu deveria pedir mais proteções surreais, anjos da guarda extra, cupidos mais inspirados, pessoas mais sinceras e corações mais abertos. Um pouco de paz e acertos seriam convenientes também. Não é porque o ano muda, que as coisas mudam instantaneamente. Deveriam, mas não mudam. Apesar de saber que alguém me reserva algo muito bom, é sempre bom lembrar que as novelas continuarão tendo os mesmos finais. Snoop Dogg ainda vai fumar muita maconha e a Globo só vai deixar de exibir os especiais de Roberto Carlos quando ele bater as botas. Até lá, as coisas serão exatamente iguais.