28 agosto 2011

Que futuro?

Cada vez mais tenho vontade de não ter filhos. Além de acessórios caros, crianças dão um trabalhão. Lógico que tem lá seus benefícios, e só quem os tem sabe como é. Talvez eu não tenha nascido pra isso, de querer ser mãe. E, no fundo, não faço mesmo questão. Acho que um filho meu entraria em constante batalha comigo por conta do que eu considero educação e do que ele veria no mundo lá fora, convivendo com um monte amiguinhos ogros.

Não tenho saúde pra isso. Na minha opinião, o mundo também não. E nem futuro, pra falar a verdade. Não tem nada mais irritante do que uma criança mal educada. E, infelizment, hoje elas são a maioria. Uma dessas me faz perder o tesão por todas as outras, até as mais fofinhas (que fique bem claro que minha sobrinha se encaixa em outra categoria - a da única criança que amo!).

Vejo muita gente falando em deixar um mundo melhor pros filhos, mas vejo muito pouco dessa gente tentando deixar filhos melhores pro mundo. As crianças de hoje não cumprimentam ninguém. Não falam "obrigado" ou "por favor". A impressão que tenho é a de que todos são servos das vontades deles. Elas não sabem respeitar os mais velhos e muito menos limites. Essas criancinhas modernas são chatas, bizarras e sem futuro. E o pior: já não podem mais apanhar!

O mais triste é saber que elas são produtos de pais da minha geração. Essa gente põe filho no mundo e entrega o serviço da educação pra babá. Babá troca fralda, limpa a bunda, dá papinha, faz companhia, brinca, coloca pra dormir, dá mamadeira e colo quando necessário. Educação, papis queridos, quem dá são vocês! Mesmo ocupados, cheios de trabalho e com o dia corrido, a tarefa de ensinar seu filho conceitos básicos de convivência com o resto do mundo que não está aí pra apenas servi-los, faz parte da sua função.

Escolas servem pra alfabetizar e preparar seus bebezinhos pra vida competitiva, mas faça o favor de mandá-los pra lá com o mínimo de educação. Professores não são obrigados a engolir a falta dela, que não veio de casa dentro da lancheira. Assim como muitos pais gostariam de ser tratados com educação por seus colegas de trabalho, professores merecem o mesmo respeito no ambiente de trabalho deles.

Ter filhos é opcional. E não obrigação de todos os casais. Ninguém manda fazê-los. Se você, papai e mamãe, não terão tempo pra ensinar seus filhinhos boas maneiras e o mínimo de educação, faça um favor ao mundo: nãos os tenha! Assim, você aproveita seu tempo "livre" pra fazer aquilo que gosta e o resto do mundo não precisa conviver com aquele "serzinho" que só você acha meigo. Deixe um mundo melhor para aquelas crianças, cujos pais "gastam" o tempo deles preparando filhos melhores.

14 agosto 2011

O poder da morte

Eu já escrevi sobre isso, no começo deste ano, quando um amigo meu morreu... assim, de repente! Não que alguém avise quando vai morrer, mas tem mortes que pegam a gente de surpresa. Pelo menos, pra mim, certas mortes tem o poder de me fazer mudar a visão que tenho da vida. E geralmente é naquele momento em que acho a vida um saco, meio paradona, pensando que poderia ser melhor se...

Daí vem alguém e... morre! Gente morre todo dia. Mesmo a gente não sabendo que elas empacotam, todo dia tem gente nascendo e morrendo. É a vida, ué... Mas, já reparou como o que as pessoas que morreram falaram sobre a vida, depois que morrem, aquilo que falaram ainda em vida, ganha um sentido diferente?

Essa semana mais um conhecido morreu: Jane Lane, vocalista do Warrant (da música Cherry Pie... aliás, adoro esse clipe, porque a menina se fode o tempo inteiro!). Uma das irmãs dele deu uma declaração sobre a morte e culpou o alcoolismo. Disse que ele lutava há anos contra este vício (e que sempre abominou as drogas), mas que o vício, infelizmente, venceu. Curiosa, fui ler sobre ele e acabei encontrando uma autobiografia (curtinha) num site pessoal. E ele disse: "Everyday above ground is a gift and I'm truly grateful for each day".

Não sei se sou só eu, mas cada vez que leio, vejo ou ouço algo nesse naipe vindo de alguém que já morreu fico meio impressionada. É lógico que, em vida, todos nós temos essas frases de motivação, falamos a respeito e tal. Mas saber que o cara pensava assim e... morreu! Sei lá, dá um negócio na espinha e fica a pergunta: será mesmo que ele vivia assim?

A frase foi escrita poucos dias antes da morte de Jane, por ele mesmo. Será que dá pra sentir quando a morte está perto? Será que essas pessoas recebem um sinal e daí pegam um papel e escrevem uma coisa dessas? Tá certo que não é nada brilhante, qualquer livro de auto-ajuda recomendaria o mesmo. Mas é estranho!

Sensações que só a morte causa e que não são explicadas em vida...

07 agosto 2011

Ninguém nasce sabendo

Todo mundo já teve dias de O Diabo veste Prada na vida. Eu, por exemplo, já me vi na pele da Andy um bilhão de vezes. Aliás, toda vez que alguma coisa nova, um desafio daqueles, aparece na minha frente me lembro desse filme...

Lembro do primeiro dia de trabalho numa revista: meu editor sabia que eu morria de medo de avião e, por causa de um acidente de ultraleve, mandou eu arrumar uma matéria sobre o assunto e fazia questão que eu voasse pra contar a minha experiência. Deus foi muito generoso comigo e fez chover muito naquele dia. Por causa do deadline, a pauta caiu e o assunto nunca mais voltou às reuniões.

Largar o jornalismo no auge pra começar uma nova carreira em outra área e ver que, depois de muito apanhar, já domino o negócio, certificada por Cambridge, também me daria direito a nomeação ao Oscar.

Recentemente, tive outra experiência daquelas: fui chamada em cima da hora pra ser, digamos, a babá do Limp Bizkit na passagem da banda pelo Brasil. Eu não tinha a menor idéia do que me esperava, quando vi um ídolo meu desembarcando num aeroporto e esperando que eu fizesse tudo por ele. A única coisa de que tinha total domínio era do idioma. Mais uma vez, Andy me veio na cabeça... Tive que aprender em menos de 24 horas todas as minhas funções, pois nos 4 dias que se seguiram, tudo dependia de mim: da lavanderia onde lavaria as roupas até o que comeriam no jantar. E absolutamente tudo entre os dois.

Ninguém nasce sabendo. Quem quer, aprende. Quem não quer, se fode tentando fazer aquilo que poderia dar conta. Não é todo mundo que se dispõe a tomar todos os murros e tapas na cara. A maioria, na verdade, não aguenta o primeiro tranco. Não nego, já pensei em desistir muitas vezes quando o caldo entornou, mas qual é a graça de encarar um desafio se não se chega até o fim?

23 julho 2011

Hora extra

Graças a Deus passei dos 27 anos! Já faz tempo, então... Provavelmente a causa da minha morte não será tão misteriosa (ou seria, "misteriosa") como a de Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain, todos vítimas da Maldição dos 27 anos. Devo morrer do coração, de colesterol alto, stress, atropelada, com uma pedrada na cabeça... Vai saber! A coisa toda é: ninguém sabe como vai passar dessa pra melhor. A não ser que você procure um jeito pra abreviar o caminho.

Tragédias como a da Noruega, que tirou a vida de quase 100 pessoas (pelo menos de que se tem notícias até agora), catástrofes naturais e atentados terroristas são - em sua grande maioria - impossíveis de prever. Não dá pra dizer que amanhã uma onda gigantesca vai engolir uma cidade do Japão, ou que o tão esperado terremoto vai levar a Califórnia pro saco. Mesmo sendo uma tragédia anunciada, ninguém sabe quando isso vai acontecer, ou mesmo se vai acontecer de verdade.

Há uma ou duas semanas, quando vi uma foto da Amy Winehouse na internet (acho que a notícia comentava sobre o ar saudável - e isso não era ironia - que ele exibiu saindo de um hotel na Sérvia, onde foi vaiada), eu pensei: "Eu ainda vou ler que essa mulher foi encontrada morta...". Deveria ter apostado na Mega Sena? Claro que não! Era óbvio que ela não chegaria longe na vida. Era evidente que morreria como morreu, apesar da causa da morte ser desconhecida... Me surpreende ter chegado tão longe: aos 27 anos!

Vamos ser honestos: tem gente que procura... Tem gente que emite sinais de que precisa ser resgatado. Tem gente que não ouve esses pedidos de socorro. Tem gente que não quer ser salvo. Daí dá no que dá. Quem já leu biografias de pessoas mortas dessa maneira "misteriosa" sabe do que estou falando. É um pedido de ajuda atrás do outro. Resta quem está do lado deles saber interpretá-los. E, Amy Winehouse, já estava fazendo hora extra nesta vida.

Entendo que a mocinha londrina tenha muitos fãs. Mas não entendo o fato de virar deusa depois de ser encontrada morta. Até ontem, todo mundo adorava ver as fotos da cantora se fodendo, cheirando e fumando tudo, sem nenhum glamour, com a maquiagem borrada e a cara cheia de ferida, jogada na vala depois de encher a cara num bar. Podia ter uma voz e tanto. Mas... era uma viciada, um péssimo exemplo. Ou não... Vai ver que o que todo mundo quer dizer é que se você acha que tá curtindo a vida vivendo no limite, se ainda não passou dos 27 anos, pode ser que nem chegue lá. Talvez essa seja a última lição da Amy...

20 julho 2011

Sex and the City and... a vida

Nunca fui fã de Sex and the City. Até passar dos 30 anos. Daí, comecei a entender porquê raios este seriado fez (e ainda faz) tanto sucesso, a ponto de ganhar 2 longa-metragens. Sim, você precisa ser mulher e ter mais de 30 anos pra achar graça e entender certas coisas.

Já assisti todas as temporadas e os dois filmes. Mais de uma vez. De férias, resolvi aproveitar pra ver tudo de novo (a-ham). E ainda assim, me divirto com as histórias. Coisa de menininha? Nope, babe. De mulherão! Tem que ser muito mulher pra poder entender todas as mensagens e rir delas, mesmo assim.

Aos 20 anos, menina nenhuma viveu ou tem história pra captar o cinismo, o humor, as piadas e as experiências de mulheres da década seguinte. Aos 30, você ainda não viveu tudo, é claro, mas já consegue rir das merdas que vez com a maturidade da idade e se ver (váriasssss vezes) em muitos episódios deste seriado. É aquela sensação de "opa, já estive aí" o tempo inteiro...

É como ver o relacionamento de amigos estando fora dele, mas enxergando você mesmo neles. O ponto-de-vista dela. O ponto-de-vista dele. Ela fazendo tempestade numa xícara de café. Ele não entendendo o drama dela. Ela intensa, ele mais ou menos. Ele casando com uma menina água-com-açúcar porque não sabe lidar com uma mulher independente.

Qual garota de 20 anos consegue bancar o próprio closet e a paixão por sapatos se não tiver a ajuda financeira do papai e da mamãe? Que menina imatura consegue ser confiante o bastante pra chegar no "alvo" que quer e saber conversar sobre o que quer que seja? Meninas de 20 anos ligam demais pra aparência e pra opinião dos outros... Ainda. Apenas fantasiam a idéia de morar sozinhas, mas nem imaginam as vantagens (e desvantagens) dessa conquista. Mocinhas de 20 ainda não saíram com todos os tipos de homens que existem por aí. Ela ainda dizem "sim" pro cara pra quem gostariam de dizer "não", mas não têm coragem... Sonham com casamento, filhos e em sair da casa dos pais, porque acreditam que a vida só tem sentido se seguir esta trilha.

Talvez se eu fosse uma serial killer, veria Dexter com estes olhos... Vai saber!

19 julho 2011

Solta a franga!

Tem gente que não consegue escrever um simples bilhetinho. Outros, conseguem escrever coisas maravilhosas em 5 minutos. Tá certo que uma mente assim, brilhante, pode ser fruto de um dom. Mas, não custa nada exercitar a cabeça um pouco.

É difícil, no começo, acreditar que vai sair alguma coisa boa dessa caixola. Talvez este seja o problema de quem acha que não é criativo. A censura. Ow, já saímos da época em que os pensamentos eram vigiados e punidos. Então, solta a franga!

Hoje, assistindo 29 Ways to Stay Creative percebi que dá mesmo pra melhorar as idéias. Pratico vários itens da lista e garanto: funcionam. Tente aí:

1. Faça listas
2. Carregue um bloco de anotações com você, pra onde quer que vá
3. Experimente escrever sobre qualquer coisa
4. Saia da frente do computador
5. Pare de achar que não é capaz
6. Faça pausas
7. Cante no chuveiro
8. Beba café
9. Ouça músicas novas
10. Procure cercar-se de pessoas criativas
11. Ouça críticas e sugestões
12. Colabore
13. Não desista
14. Pratique muito
15. Cometa erros
16. Abra-se!
17. Vá a lugares novos
18. Seja grato
19. Descanse
20.Arrisque
21. Quebre as regras
22. Não force nada
23. Leia uma página do dicionário
24. Faça a cronologia do que cria
25. Desista de ser a perfeição que os outros esperam que seja
26. Se teve uma idéia, anote
27. Limpe seu local de trabalho
28. Divirta-se
29. Termine algo

(nem que seja esta lista!)

17 julho 2011

Processo seletivo

Tá cada vez mais difícil escolher alguém que preste. Não falo por mim, pois não estou procurando ninguém (já escolhi alguém que supre 100% das minhas "necessidades" no momento e tá ótimo assim!), mas pela conversa que tenho com as pessoas dá pra perceber o perrengue que isso se tornou.

Os homens dizem que as mulheres andam fáceis e acessíveis demais, enquanto elas comentam que eles só querem chegar aos finalmentes... Às vezes, elas dizem que só querem alguém pra satisfazer as necessidades fisiológicas, enquanto eles procuram a mãe dos filhos que pretendem ter. Vai entender... Assim fica realmente difícil encontrar alguém pra chamar de seu.

Na verdade, acho que o melhor é não entender mesmo. O que acontece é que com esse monte de redes sociais, tá cada vez mais fácil achar alguém que preencha o perfil do seu par ideal. No mundo virtual. É claro. Quando a coisa passa pro real, o perfil que causava boa impressão vai pra lixeira num clique. Por outro lado, conhecer alguém fora da internet requer prática numa coisa que saiu de moda: o jogo da conquista.

Não existe nada mais irritante do que aturar bêbado em balada tentando conquistar a mulher da noite. Se eles acham que passando a mão no cabelo e pedindo o telefone, ou partindo pra cima antes mesmo de querer saber o nome da "caça"... Desculpe, mas esses aí entendem tanto de mulher e o que as agrada quanto um pedreiro na porta do obra gritando "gostosa" pra primeira que passa. Ou seja: porra nenhuma!

É simples: mulher quando tá interessada, se abre. Dá sinais, olha de forma diferente, esbarra "sem querer" e dá corda pra uma conversa interessante e inteligente. Se nada disso for acionado, querido, é porque ela não tá a fim mesmo. Daí, não queira dizer que não existe mulher interessante, pois o ser mais desinteressante em questão é... você mesmo!

Assim como ficou fácil demais conhecer gente hoje em dia, descartá-las quando não agradam segue a mesma linha. Então, por que perder tempo com alguém que - de cara - não satisfaz? O príncipe (ou a princesa) encantado não tá à solta por aí, mas nem por isso dá pra substituí-lo com o primeiro sapo que aparece. Tem gente que até gosta de engolir, mas não vá achando que isso corresponde à maioria...

14 julho 2011

Ser saudável é um saco!

Confesso: não tenho saco pra seguir dieta. Ainda bem que não preciso, porque se precisasse... Me fodia e morreria gorda!

De férias, em casa, tô procurando comer um pouco melhor. O que é praticamente impossível trabalhando no ritmo que vivo. É mais fácil comer um salgadinho naqueles 5 minutos que sobram na teórica hora do almoço, ou fazer um pratão de arroz, feijão e batata frita no restaurante por quilo quando os 5 minutos viram 10. Mas, comendo só saladinha esses dias, descobri que não tenho vocação pra vegetariana mesmo.

Lendo uma dessas matérias sobre saúde e alimentação saudável, que ajudam a modelar o corpo, senti duas coisas: nojo do funcionamento do organismo e perda de esperança de que um dia eu vá mesmo seguir qualquer coisa desse naipe.

Ontem comi um pratão de salada. Desses de revista, lindão! Não deu 5 minutos, meu estômago tava se comendo, de tanta fome. Comi uma maçã pra tapear. Vinte minutos depois me rendi a um pãozinho francês e uma lata de Coca-Cola. E um pedacinho do Toblerone que ganhei, só pra adoçar o paladar.

Daí eu imagino: como será que vivem as pessoas que só comem abacaxi (pra ocupar o estômago com a digestão e encher a boca de aftas), amendoas e amendoins (pra lubrificar o intestino), ovo, mamão (que é laxante), arroz integral e que conseguem beber - pelo menos - 2 litros de água por dia? Eu ainda consigo sobreviver ao leite desnatado, mas qual é a graça da vida se você não puder comer frituras, beber uma lata de refrigerante até seus olhos ficarem cheios de lágrimas, beber uma cerveja com os amigos e ter que substituir o açúcar do seu café pelo gosto de remédio do adoçante?

Vamos combinar que, com o ritmo de vida que levo (e acredito que muitos também), não dá pra perder assim tanto tempo cozinhando os legumes no vapor, mastigar a comida sem pressa ou mesmo não pular uma ou outra refeição. Essas coisas funcionam muito bem na capa da Boa Forma... Mas, sinceramente, se salada crua e salmão enchessem barriga, africano não morreria de fome! Mato é pra quem pasta, sou muito a favor do bifão sangrando que demora dias pra ser digerido.

11 julho 2011

Não quero nada sério

Quer perder um homem? Diga que quer casar e ter uma penca de filhos. Quer prendê-lo? Diga que não quer nada sério. Mas queira exatamente isso: descompromisso!

Não é novidade que homem não curte perceber que caiu na sua rede, que daquele momento em diante ele é propriedade sua. Acho que, pra falar a verdade, nem eu gostaria de admitir isso... Basta apertar pra que ele vá cada vez mais longe. Então, por que raios, algumas mulheres insistem em laçar os coitados e logo colocar nele o rótulo de "homem da sua vida" se sabem que a banda não toca bem assim? Burrice, é claro! Não há outra resposta...

Mulher nasceu com um dispositivo interno que diz que a vida só vale a pena se existir um homem ao lado dela, com quem poderá compartilhar tudo. Então, passa boa parte da própria existência procurando o príncipe encantado e quebrando a cara quando descobre - na maioria das vezes - que o cara tem vocação pra sapo. Acabam machucadas no meio da busca e percebem que quase todos os caras da galáxia estão na vida mesmo pra curtir. E só.

Então, por que não jogar o mesmo jogo deles se parece ser assim tão divertido? O problema é que mulheres nascem com a etiqueta "pra casar" grudada na testa. Um homem bem sucedido de 30-40 anos, se tá solteiro, é porque quer viver a vida, não quer nada sério e tá bem assim. Mas mulheres com esta mesma idade e espírito, na cabeça deles, estão procurando um marido pra casar e ter filhos... Por isso, é tão difícil, depois de uma certa idade, fazer com que entendam que não é bem assim...

A verdade é que existem sim mulheres que também estão na vida pra curtir e, se estão solteiras, disponíveis, cheias de si, pode ter certeza de que navegam no mesmo barco dos rapazes. Se for bonita, então... Meu caro, parta pra cima, pois a festa vai ser (sempre) boa! Chega dessa idéia machista o de que todas as moças do universo querem levar você pro altar. Eu, por exemplo, se tiver que escolher, quero companhia que me leve pro inferno... E isso tá longe de passar na porta da igreja. Certo?

03 julho 2011

Cada um na sua janela

Não sei como você cuida da sua janela. Procuro manter a minha limpa, mas sempre fechada. Morro de medo que seja estilhaçada, porque sei o trabalhão que dá consertar, sem falar no tempo que isso exige, coisa que eu não tenho de sobra. Não estou levando em consideração aqui o fato de cuidar da minha janela e ficar puta caso alguém ouse quebrá-la.

Por trás dela, costumo ver muita coisa. Quem tá de fora até consegue me ver também, mas ouvir o que se passa aqui dentro são outros 500...

Como cuido da minha janela, procuro respeitar a dos outros. Se o vidro não é tão claro como o meu, deve existir alguma razão pra isso. Se mantém tudo aberto, entro só quando sou convidada. Acredito que respeitar o espaço alheio é uma regra de ouro. Limites existem, portanto acho justo. É aquela velha história de só fazer ao outro aquilo que gostaria que fizessem pra você.

Assim como cuido da minha, imagino que os outros têm o mesmo trabalhão pra mantê-las intactas, bem conservadas e bonitas, pra que todos tenham uma boa impressão. Também não é da minha conta se este cuidado não existe. Procuro respeitar da mesma maneira.

Talvez por esta razão não entenda, muitas vezes, o desprezo que certas pessoas têm com o cuidado que os outros têm com aquilo que é importante pra eles. Jogar pedra na vidraça dos outros, achando que o estrago vai ser pequeno e fácil de ser reparado é a coisa mais inconsequente que alguém pode fazer. Se elas pudessem olhar de dentro delas, talvez saberiam a importância que têm.

O problema é que só temos olhos pro que a nossa janela mostra. Nunca a do outro. O que vemos da nossa é o que conta. E a mais absoluta verdade. Não importa que alguém de perto tenha uma visão diferente. É a sua que está absolutamente certa. Sempre.

Assim como respeito a janela dos outros, de vez em quando, procuro olhar e espiar o ângulo que eles têm. Além de tentar entender o lado de lá, acabo aprendendo a respeitá-lo também. Posso ver de uma outra forma, que eu estava errada... Assim, tenho a oportunidade de crescer. Todo mundo está certo, dependendo do seu aspecto nessa análise. Mas quando quebramos a janela do outro, além de perdermos a razão, ficaremos limitados a apenas um lado da história.