15 outubro 2011

Vamos comemorar?

Reparou como aumentou o número de notícias envolvendo brigas entre alunos e professores? Eu, que raramente leio notícias, sempre encontro uma. Imagino a maioria, que acompanha tudo o que acontece neste país, lê por aí.

Engraçado, mas quando eu era criança (tá, já faz um tempinho), respeitar o professor era como respeitar alguém da própria família. Crianças admiravam aqueles de quem gostavam mais e queriam um dia ser como eles. Cansei de brincar de ser professora, de ensinar as minhas bonecas e corrigir meus próprios cadernos, mesmo não tendo a menor ideia de que um dia seria uma. Mas, hoje em dia, as crianças preferem se divertir de outra forma... E isso inclui, algumas vezes, atacar os professores em redes sociais.

Ano passado, um aluno meu, de apenas 9 anos, me mandou tomar no cu, na frente dos outros 10 coleguinhas de sala dele. Já ouvi tanto desaforo que não cabe contar aqui... O que deveria ser uma prática normal da boa educação e cidadania, que é o respeito ao professor (que antes de mais nada é um ser humano também), poderá virar lei com previsão de punição aos alunos desrespeitosos.

Uma deputada do Paraná criou um projeto de lei que poderá suspender o aluno por ofensas e agressões verbais, e caso a atitude se repita, ele poderá ser encaminhado para a Justiça. Nada mais justo... O projeto ainda será analisado por uma penca de gente, mas se entrar em vigor, vai acabar sendo a única maneira de educar aqueles que não sabem andar na linha.

Em tempo... Feliz dia dos professores!

09 outubro 2011

Se enxerga!

Tenho tanta pena daquelas pessoas que acham que são o centro do universo... Juro, tenho vontade de dar um tapa na cara de cada um pra ver se acordam pra realidade.

Acho engraçado como eles acreditam, piamente, que tudo gira ao redor deles. Que todos adoram cuidar de suas vidas, mesmo sendo a mais medíocre de todas. Que todos os comentários feitos são direcionados a eles. Que o mundo baba e não consegue viver sem eles. E, no fundo, bem no fundo mesmo, esse tipo de gente não passa de um monte de merda.

Pode parecer exagero... Mas não é. A não ser que esse pessoal aí faça realmente algo de bom pra humanidade. Porém, estão tão focados no próprio umbigo, que são incapazes de tal ação. Por isso, são dignos de pena.

Aqui, o meu lamento. E uma frase de Capitão Nascimento: NUNCA SERÃO.

17 setembro 2011

Sintomas do fim

Pesquisadores da Universidade de Michigan, EUA, publicaram um estudo que comprova que separação amorosa dói, literalmente. No experimento, voluntários que tinham acabado de terminar um relacionamento a contragosto foram expostos a fotografias do ex-companheiro. Também foi pedido a eles que pensassem sobre a rejeição. As mesmas áreas responsáveis pela dor física eram então ativadas no cérebro. O que foi demonstrado por ressonâncias eletromagnéticas. Levar um pé na bunda pode não partir, mas aperta o coração.

Eu sempre soube!

03 setembro 2011

Relationship?

É incrível como as pessoas gostam de rotular as outras. Parece que todo mundo precisa ser definido. Ou até mesmo as situações. Isso tudo pode parecer simples. Mas, pense bem... Na verdade, não é! Se fosse fácil, terapeutas, psicólogos e psicanalistas estariam morrendo de fome a uma hora dessas.

Fico (meio) feliz pelo Facebook tentar compreender esta complexidade, ampliando as opções de status de relacionamentos, por exemplo. Muita gente não sabe onde se encontra. Afinal, não é todo mundo que "namora", é "casado" ou "solteiro". Com a quantidade de opções sexuais e o número de cursos universitários que existem hoje, por que tentar me encaixar numa das 3 opções que - até pouco tempo - existiam? Se é pra dar um nome pra tudo o que existe por aí, relacionamento (a coisa mais complexa do universo), não poderia ficar de fora.

Outro dia, meus alunos (que já me conhecem há quase 3 anos), me perguntaram qual era o nível de comprometimento da minha relação com um certo alguém. Como explicar certas coisas pra adolescentes de 16 anos? Difícil... Complicado! Exatamente como o estágio em que me encontro. "Solteiro" é muito solto, "namoro" é muito sério e, vamos ser sinceros, tô bem longe do "casamento". Mas isso não significa que não esteja vivendo algo intermediário. E aí, como definiria a minha opção?

Status de relacionamento é a primeira coisa que as pessoas olham num perfil do Facebook. Não que as pessoas respeitem muito o que tá escrito lá. Tem mulher que dá em cima de homem comprometido e tem menina que não liga se o cara tem namorada. Enchem o mural dos "amigos" com "amores" e outras baboseiras do naipe "meigo". E vai achando que nego não lê o status. Basta atualizá-lo pra ver o feedback!

"It's complicated" é a melhor pro momento. Aliás, poderia ser permanente... Afinal, o dia que um relacionamento for descomplicado, os profissionais mencionados no início deste post terão que cursar uma das inúmeras faculdades que agora existem por aí...

01 setembro 2011

Eu ainda acredito...


( x ) em Papai Noel
( ) políticos
( ) coelhinho da Páscoa
( ) fada do dente
( ) na humanidade
( ) nas pessoas
( ) doendes
( ) no que os homens dizem

28 agosto 2011

Que futuro?

Cada vez mais tenho vontade de não ter filhos. Além de acessórios caros, crianças dão um trabalhão. Lógico que tem lá seus benefícios, e só quem os tem sabe como é. Talvez eu não tenha nascido pra isso, de querer ser mãe. E, no fundo, não faço mesmo questão. Acho que um filho meu entraria em constante batalha comigo por conta do que eu considero educação e do que ele veria no mundo lá fora, convivendo com um monte amiguinhos ogros.

Não tenho saúde pra isso. Na minha opinião, o mundo também não. E nem futuro, pra falar a verdade. Não tem nada mais irritante do que uma criança mal educada. E, infelizment, hoje elas são a maioria. Uma dessas me faz perder o tesão por todas as outras, até as mais fofinhas (que fique bem claro que minha sobrinha se encaixa em outra categoria - a da única criança que amo!).

Vejo muita gente falando em deixar um mundo melhor pros filhos, mas vejo muito pouco dessa gente tentando deixar filhos melhores pro mundo. As crianças de hoje não cumprimentam ninguém. Não falam "obrigado" ou "por favor". A impressão que tenho é a de que todos são servos das vontades deles. Elas não sabem respeitar os mais velhos e muito menos limites. Essas criancinhas modernas são chatas, bizarras e sem futuro. E o pior: já não podem mais apanhar!

O mais triste é saber que elas são produtos de pais da minha geração. Essa gente põe filho no mundo e entrega o serviço da educação pra babá. Babá troca fralda, limpa a bunda, dá papinha, faz companhia, brinca, coloca pra dormir, dá mamadeira e colo quando necessário. Educação, papis queridos, quem dá são vocês! Mesmo ocupados, cheios de trabalho e com o dia corrido, a tarefa de ensinar seu filho conceitos básicos de convivência com o resto do mundo que não está aí pra apenas servi-los, faz parte da sua função.

Escolas servem pra alfabetizar e preparar seus bebezinhos pra vida competitiva, mas faça o favor de mandá-los pra lá com o mínimo de educação. Professores não são obrigados a engolir a falta dela, que não veio de casa dentro da lancheira. Assim como muitos pais gostariam de ser tratados com educação por seus colegas de trabalho, professores merecem o mesmo respeito no ambiente de trabalho deles.

Ter filhos é opcional. E não obrigação de todos os casais. Ninguém manda fazê-los. Se você, papai e mamãe, não terão tempo pra ensinar seus filhinhos boas maneiras e o mínimo de educação, faça um favor ao mundo: nãos os tenha! Assim, você aproveita seu tempo "livre" pra fazer aquilo que gosta e o resto do mundo não precisa conviver com aquele "serzinho" que só você acha meigo. Deixe um mundo melhor para aquelas crianças, cujos pais "gastam" o tempo deles preparando filhos melhores.

14 agosto 2011

O poder da morte

Eu já escrevi sobre isso, no começo deste ano, quando um amigo meu morreu... assim, de repente! Não que alguém avise quando vai morrer, mas tem mortes que pegam a gente de surpresa. Pelo menos, pra mim, certas mortes tem o poder de me fazer mudar a visão que tenho da vida. E geralmente é naquele momento em que acho a vida um saco, meio paradona, pensando que poderia ser melhor se...

Daí vem alguém e... morre! Gente morre todo dia. Mesmo a gente não sabendo que elas empacotam, todo dia tem gente nascendo e morrendo. É a vida, ué... Mas, já reparou como o que as pessoas que morreram falaram sobre a vida, depois que morrem, aquilo que falaram ainda em vida, ganha um sentido diferente?

Essa semana mais um conhecido morreu: Jane Lane, vocalista do Warrant (da música Cherry Pie... aliás, adoro esse clipe, porque a menina se fode o tempo inteiro!). Uma das irmãs dele deu uma declaração sobre a morte e culpou o alcoolismo. Disse que ele lutava há anos contra este vício (e que sempre abominou as drogas), mas que o vício, infelizmente, venceu. Curiosa, fui ler sobre ele e acabei encontrando uma autobiografia (curtinha) num site pessoal. E ele disse: "Everyday above ground is a gift and I'm truly grateful for each day".

Não sei se sou só eu, mas cada vez que leio, vejo ou ouço algo nesse naipe vindo de alguém que já morreu fico meio impressionada. É lógico que, em vida, todos nós temos essas frases de motivação, falamos a respeito e tal. Mas saber que o cara pensava assim e... morreu! Sei lá, dá um negócio na espinha e fica a pergunta: será mesmo que ele vivia assim?

A frase foi escrita poucos dias antes da morte de Jane, por ele mesmo. Será que dá pra sentir quando a morte está perto? Será que essas pessoas recebem um sinal e daí pegam um papel e escrevem uma coisa dessas? Tá certo que não é nada brilhante, qualquer livro de auto-ajuda recomendaria o mesmo. Mas é estranho!

Sensações que só a morte causa e que não são explicadas em vida...

07 agosto 2011

Ninguém nasce sabendo

Todo mundo já teve dias de O Diabo veste Prada na vida. Eu, por exemplo, já me vi na pele da Andy um bilhão de vezes. Aliás, toda vez que alguma coisa nova, um desafio daqueles, aparece na minha frente me lembro desse filme...

Lembro do primeiro dia de trabalho numa revista: meu editor sabia que eu morria de medo de avião e, por causa de um acidente de ultraleve, mandou eu arrumar uma matéria sobre o assunto e fazia questão que eu voasse pra contar a minha experiência. Deus foi muito generoso comigo e fez chover muito naquele dia. Por causa do deadline, a pauta caiu e o assunto nunca mais voltou às reuniões.

Largar o jornalismo no auge pra começar uma nova carreira em outra área e ver que, depois de muito apanhar, já domino o negócio, certificada por Cambridge, também me daria direito a nomeação ao Oscar.

Recentemente, tive outra experiência daquelas: fui chamada em cima da hora pra ser, digamos, a babá do Limp Bizkit na passagem da banda pelo Brasil. Eu não tinha a menor idéia do que me esperava, quando vi um ídolo meu desembarcando num aeroporto e esperando que eu fizesse tudo por ele. A única coisa de que tinha total domínio era do idioma. Mais uma vez, Andy me veio na cabeça... Tive que aprender em menos de 24 horas todas as minhas funções, pois nos 4 dias que se seguiram, tudo dependia de mim: da lavanderia onde lavaria as roupas até o que comeriam no jantar. E absolutamente tudo entre os dois.

Ninguém nasce sabendo. Quem quer, aprende. Quem não quer, se fode tentando fazer aquilo que poderia dar conta. Não é todo mundo que se dispõe a tomar todos os murros e tapas na cara. A maioria, na verdade, não aguenta o primeiro tranco. Não nego, já pensei em desistir muitas vezes quando o caldo entornou, mas qual é a graça de encarar um desafio se não se chega até o fim?

23 julho 2011

Hora extra

Graças a Deus passei dos 27 anos! Já faz tempo, então... Provavelmente a causa da minha morte não será tão misteriosa (ou seria, "misteriosa") como a de Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain, todos vítimas da Maldição dos 27 anos. Devo morrer do coração, de colesterol alto, stress, atropelada, com uma pedrada na cabeça... Vai saber! A coisa toda é: ninguém sabe como vai passar dessa pra melhor. A não ser que você procure um jeito pra abreviar o caminho.

Tragédias como a da Noruega, que tirou a vida de quase 100 pessoas (pelo menos de que se tem notícias até agora), catástrofes naturais e atentados terroristas são - em sua grande maioria - impossíveis de prever. Não dá pra dizer que amanhã uma onda gigantesca vai engolir uma cidade do Japão, ou que o tão esperado terremoto vai levar a Califórnia pro saco. Mesmo sendo uma tragédia anunciada, ninguém sabe quando isso vai acontecer, ou mesmo se vai acontecer de verdade.

Há uma ou duas semanas, quando vi uma foto da Amy Winehouse na internet (acho que a notícia comentava sobre o ar saudável - e isso não era ironia - que ele exibiu saindo de um hotel na Sérvia, onde foi vaiada), eu pensei: "Eu ainda vou ler que essa mulher foi encontrada morta...". Deveria ter apostado na Mega Sena? Claro que não! Era óbvio que ela não chegaria longe na vida. Era evidente que morreria como morreu, apesar da causa da morte ser desconhecida... Me surpreende ter chegado tão longe: aos 27 anos!

Vamos ser honestos: tem gente que procura... Tem gente que emite sinais de que precisa ser resgatado. Tem gente que não ouve esses pedidos de socorro. Tem gente que não quer ser salvo. Daí dá no que dá. Quem já leu biografias de pessoas mortas dessa maneira "misteriosa" sabe do que estou falando. É um pedido de ajuda atrás do outro. Resta quem está do lado deles saber interpretá-los. E, Amy Winehouse, já estava fazendo hora extra nesta vida.

Entendo que a mocinha londrina tenha muitos fãs. Mas não entendo o fato de virar deusa depois de ser encontrada morta. Até ontem, todo mundo adorava ver as fotos da cantora se fodendo, cheirando e fumando tudo, sem nenhum glamour, com a maquiagem borrada e a cara cheia de ferida, jogada na vala depois de encher a cara num bar. Podia ter uma voz e tanto. Mas... era uma viciada, um péssimo exemplo. Ou não... Vai ver que o que todo mundo quer dizer é que se você acha que tá curtindo a vida vivendo no limite, se ainda não passou dos 27 anos, pode ser que nem chegue lá. Talvez essa seja a última lição da Amy...

20 julho 2011

Sex and the City and... a vida

Nunca fui fã de Sex and the City. Até passar dos 30 anos. Daí, comecei a entender porquê raios este seriado fez (e ainda faz) tanto sucesso, a ponto de ganhar 2 longa-metragens. Sim, você precisa ser mulher e ter mais de 30 anos pra achar graça e entender certas coisas.

Já assisti todas as temporadas e os dois filmes. Mais de uma vez. De férias, resolvi aproveitar pra ver tudo de novo (a-ham). E ainda assim, me divirto com as histórias. Coisa de menininha? Nope, babe. De mulherão! Tem que ser muito mulher pra poder entender todas as mensagens e rir delas, mesmo assim.

Aos 20 anos, menina nenhuma viveu ou tem história pra captar o cinismo, o humor, as piadas e as experiências de mulheres da década seguinte. Aos 30, você ainda não viveu tudo, é claro, mas já consegue rir das merdas que vez com a maturidade da idade e se ver (váriasssss vezes) em muitos episódios deste seriado. É aquela sensação de "opa, já estive aí" o tempo inteiro...

É como ver o relacionamento de amigos estando fora dele, mas enxergando você mesmo neles. O ponto-de-vista dela. O ponto-de-vista dele. Ela fazendo tempestade numa xícara de café. Ele não entendendo o drama dela. Ela intensa, ele mais ou menos. Ele casando com uma menina água-com-açúcar porque não sabe lidar com uma mulher independente.

Qual garota de 20 anos consegue bancar o próprio closet e a paixão por sapatos se não tiver a ajuda financeira do papai e da mamãe? Que menina imatura consegue ser confiante o bastante pra chegar no "alvo" que quer e saber conversar sobre o que quer que seja? Meninas de 20 anos ligam demais pra aparência e pra opinião dos outros... Ainda. Apenas fantasiam a idéia de morar sozinhas, mas nem imaginam as vantagens (e desvantagens) dessa conquista. Mocinhas de 20 ainda não saíram com todos os tipos de homens que existem por aí. Ela ainda dizem "sim" pro cara pra quem gostariam de dizer "não", mas não têm coragem... Sonham com casamento, filhos e em sair da casa dos pais, porque acreditam que a vida só tem sentido se seguir esta trilha.

Talvez se eu fosse uma serial killer, veria Dexter com estes olhos... Vai saber!