01 novembro 2015

Por aí...

Eu sei... Tenho andado "meio" ausente por aqui. Pura falta de tempo pra sentar na frente do computador e escrever alguma coisa. Apesar de muita coisa passar pela minha cabeça o tempo todo (pra isso não me dou folga...), quando tenho uma brecha aproveito pra ler, polear ou bater perna por aí.

Se sentir saudade, pode me procurar nos links que estão aí ao lado (ou pra facilitar a sua vida, segue a lista dos lugares onde pode me encontrar):

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Ou no Snapchat: juwashington.

12 julho 2015

Meus lugares em São Paulo

Apesar do trânsito, da quantidade de gente, do prefeito horrível que a gente tem e das ciclo-faixas que ele espalhou por aqui eu adoro São Paulo. E, como boa paulistana, há lugares que frequento tanto que não tem como não recomendá-los aqui. Eis meu “Top 5”:

1. Starbucks
Mas não é qualquer uma. Tenho a minha preferida, que é perto de casa e do pole dance. Não importa a hora do dia, todos os atendentes de lá são sempre supersimpáticos. O único problema é a quantidade de gente que não consome nada ocupando as mesas nos horários comerciais. Cansei de entrar lá pra tomar um latte e desisti da ideia porque essa gente espaçosa e seus computadores estavam por todos os lados. Fora isso, também é recomendável evitar esta Starbucks em dias de jogos, shows no estádio do Morumbi e nos horários das saídas do Porto Seguro e Miguel de Cervantes. Nos dias de eventos, mais gente espaçosa fica por lá só pra usar o banheiro.
Rua Jeriquara, 109 – Morumbi

2. Livraria Cultura
Tenho três favoritas: a do Shopping Market Place, do Iguatemi (a única coisa realmente bacana neste shopping) e do Conjunto Nacional, na Paulista. Dá pra “perder” horas nessas livrarias... Os atendentes são super prestativos. É possível importar livros sem custos adicionais e já fiz isso mais de uma dezena de vezes: sempre respeitam os prazos. Só não recomendo a do Conjunto Nacional nos finais de semana, porque é sempre bem lotada.
Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2.073 – Bela Vista
Market Place – Avenida Dr. Chucri Zaidan, 902, piso 1 – Morumbi
Iguatemi – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.232, piso 3 - Jardins

3. Manifesto
Lembro até hoje como fui parar neste lugar pela primeira vez e a impressão, de cara, foi ótima. Ninguém tá nem aí pro que você veste ou faz. Além disso, sempre encontro muitos amigos. De lá pra cá, a casa já passou por algumas reformas e sempre volta melhor. Gosto de um atendente em especial lá, o Fernando. Pra quem curte rock n’ roll não há lugar melhor. Recomendo as noites de sexta-feira (com hard rock) e sábado (sempre uma banda cover mais pesada). Sem falar na chance de cruzar com seus ídolos de passagem pelo Brasil enquanto você se esbalda por lá.
Rua Iguatemi, 36C – Itaim

4. El Kabong
Adoro comida mexicana e até hoje não comi nada tão gostoso quanto a comida de lá. Se bem que, quando levei o pessoal do Limp Bizkit (super acostumados a comer tex-mex em LA), o comentário foi de que nem se comparava com a comida mexicana que eles conhecem por lá. Mas, e daí? Eu adoro o chili e o Los Três Amigos. Vá às quartas, se você for mulher. Vale a pena! Além do cheque “double” (pra você voltar e comer o mesmo prato sem pagar nada), tem ainda double de frozen marguarita. O Long Island Iced Tea de lá também é um dos melhores.
Rua Mateus Grou, 15 – Pinheiros

5. Room 52
É onde pratico pole fitness. Há outras modalidades por lá e, mesmo sem conhece-las, recomendo o lugar de olhos fechados. As meninas e todos os professores com quem treinei são fofos! Se eu fosse você, trocaria suas visitas ao terapeuta por aulas de pole!
Rua Dom Armando Lombardi, 582 – Morumbi


Tenho duas listas no Foursquare, uma delas com lugares onde gosto de comer Check that out!

23 junho 2015

Bye, bye teacher...

No início deste ano, comentei com uns amigos que havia encontrado meu professor de inglês do colegial (sim, sou dessa época) dando aulas na mesma escola em que eu passaria o semestre dando aulas do idioma que aprendi com ele.  Depois de mais de 20 anos!

Era muito estranho dividir a sala dos professores com alguém que despertou em mim a paixão por essa língua (nenhum outro teacher tinha conseguido essa proeza...). Mas ele falava de mim pros outros com orgulho: "Ela foi minha aluna de inglês e agora dá aulas na Cultura Inglesa!".

Cruzava com ele toda terça-feira. Cruzei com ele na semana passada. O jeitão era o mesmo da época em que ele era o meu professor. Hoje, planejava encontrá-lo novamente pra (talvez) me despedir, já que hoje seria o dia de fechar o semestre com a minha turma de alunos. Mas Alguém tinha outros planos... Que dia triste.

Mesmo sem saber (ou vai saber?), o meu teacher começou meu dia ensinando mais uma lição: viva o hoje. Fale tudo o que tem pra dizer. Nem que seja "tchau". Diga. Na língua que for, mas fale.

16 junho 2015

Toda forma de amor

Esse último Dia dos Namorados deu o que falar, né? E pra desespero do deputado da PQP Marco Feliciano a tendência é “piorar”. “Piorar” entre aspas porque algumas pessoas ainda pensam que vivemos na Idade da Pedra, onde homem comia mulher e ponto. Ou pelo menos comia a mulher na frente dos outros e o resto às escondidas e ninguém sabia ou se importava, porque naquela época era vital sobreviver e não cuidar da vida alheia.

O Boticário lançou aquela campanha “polêmica” (vá se acostumando com as aspas, porque parece que serão muitas neste texto, e o que há dentro delas não reflete a minha opinião, mas a de uma sociedade hipócrita – sem aspas) para essa data tão especial que celebra o amor. AMOR, minha gente mente fechada, não se limita ao gênero oposto ao seu. Amor, como você ama estampar no seu Facebook, não tem limites e nem se coloca entre aspas. E por que raios o amor escolheria a quem amar?

Vou te dar um exemplo bem idiota: você tem seu animalzinho de estimação, certo? Gato, cachorro, cobra, passarinho, peixe ou a vaca da sua amiga, com quem você posta fotos, faz declarações apaixonadas, enche de mimos... A não ser que seja tudo falsidade, você expressa ali, nesses posts, o que sente por algo (ou alguém, na sua opinião). E, tudo bem. Porque, afinal de contas, beijar o focinho do seu cachorro peludo, que enfia o nariz no mijo de outro bicho enquanto você o leva pra passear na rua é OK, né?

Qual seria, então, o problema com a tal campanha publicitária que mostrou outras formas de amor, que não era aquela que você demonstra pelo seu gato, cachorro ou a piranha da sua amiga? O que há de errado em amar alguém igual a você?

Todo mundo pára pra ver briga na rua. Filma. Coloca no YouTube. Compartilha loucamente como se não houvesse amanhã. Essa semana mesmo, assisti um vídeo de dois bêbados quebrando o pau, em plena luz do dia, e logo embaixo muita gente comentando o post com KKKKKKKK’s infinitos. Dois homens brigando é engraçado, divertido, digno de compartilhamentos. Mas dois homens demonstrando sentimentos é tosco, nojento e desprezível? Reveja seus conceitos pré-históricos, bossais e ultrapassados urgentemente.

No ultimo final de semana, o final de semana dos namorados, enquanto eu comprava os meus próprios presentes numa livraria da Paulista, vi duas meninas apaixonadas trocando um rápido selinho e presentes. Em plena luz do dia, numa livraria lotada. Minha reação? Continuei a vida sem fazer drama, protesto ou baixaria. Ninguém morreu com isso e ninguém nunca morrerá. O Feliciano (e você que tem a cabeça fechada) que se acostume com a “modernidade”. Todo mundo pede amor, mas não perde a oportunidade de começar uma guerra, nem que o motivo da briga seja o próprio amor, oferecido àquele que não os convém.

Pra todos vocês que ainda condenam essa forma de amor, o meu desejo é que morram sozinhos, sem ninguém pra amar ou que os ame. E que você se contente – “apenas” – com o amor próprio, se é que tem algum já que rejeita o amor de um semelhante, né?

09 junho 2015

Quem quer uma boa dose de verdade?

Alguns bons anos atrás, entrei num relacionamento a distância que durou quase 1 ano. Trocávamos mensagens, ele vinha me visitar no Brasil com frequência e fazíamos planos. Até que num belo dia (era o feriado da Independência do Brasil), recebi um email de uma moça que dizia ser a namorada desta pessoa, o meu namorado. Na mensagem, ela contava sobre o relacionamento dos dois e como descobriu a minha existência. Minha primeira reação? Liguei na mesma hora pro filho da puta e exigi explicações. Eu tinha uns 25 anos, era imatura e respondi o email da coitada – que era tão vítima do safado quanto eu – com todo tipo de ofensas que você pode imaginar. Sim, essas mesmas e daí pra baixo.

Defendi o cafajeste, porque acreditei que a mulher era uma louca desvairada quando, na verdade, ela era uma alma iluminada tentando abrir meus olhos. Guardei o email e, um ano depois, resolvi responde-lo novamente, agradecendo a boa ação. O tom foi completamente diferente. Me desculpei pelas ofensas e me lembro de ter trocado algumas mensagens com a moça depois disso. O que ela tinha me dito era a mais absoluta verdade.

Alguns outros bons anos se passaram e, me vi no lugar dessa mulher: resolvi procurar a namorada de um cara que mantinha o relacionamento com nós duas quando descobri a infidelidade. Pisei em ovos ao abordá-la, porque já estive do outro lado da mensagem, mas pra minha surpresa ela disse que já desconfiava de algo. No começo, me agradeceu, admirou minha atitude, fez um milhão de elogios, mas no minuto seguinte ligou pro cara pra dizer que eu era biruta. Talvez não soube lidar com tanta informação e preferiu continuar acreditando na mentira.

Eu, no fundo, só queria me desculpar por qualquer mal estar que tivesse causado ao relacionamento dos dois. Não era minha culpa. Não era eu quem deveria me desculpar, mas resolvi fazer porque me sentia mal. Eu não sabia da existência dela. Tive boas intenções e, me fodi! Os dois se juntaram pra falar mal de mim. Não que eu ligasse pra isso, mas questionei a minha honestidade.

No início deste ano, recebi mais um desses e-mails surpresa. A moça abriu o coração, ouvi toda a história dela, falei da minha, comparamos e demos boas risadas. Afinal, éramos duas mulheres maduras, educadas e bem-resolvidas. Nos falamos até hoje. Nenhuma de nós procurou o cara em questão pra fofocar sobre as mensagens trocadas. Ia adiantar alguma coisa? O cara mentiu pra ambas! Ao procura-lo pra tirar satisfação, ele mentiria de novo, diria que éramos piradas e jamais assumiria a culpa. Mentirosos detestam ser questionados e descobertos. Fato!

Há alguns dias, resolvi conversar com alguém sobre o que ouvi a respeito dessa pessoa. Não havia namorado em questão, ou infidelidade, mas um passado em comum. A gente sempre acha que vai ajudar... Mas, nem sempre é visto assim. O que eu disse foi checado com o mentiroso, o mentiroso mentiu de novo. E, alguém acreditou... 

A questão é: até que ponto as pessoas querem mesmo ouvir a verdade? Ou será que elas gostam de ouvir a verdade só quando ela soa bem? Fechar os olhos pra ela não fará com que desapareça. Muitos se esquecem que nem sempre a verdade vem coberta com chantilly e com uma cereja no topo. Aprender a ouvi-la é uma lição diária, que faz crescer e é libertador. Estou sempre do lado e atrás dela, até porque fui educada assim. Mas, depois deste último episódio, não sei mais se gritaria a verdade pra qualquer um... Os mentirosos ainda são mais sedutores que os sinceros. Triste, né? Mas verdadeiro... 

24 maio 2015

O poder do pole dance

Quem me conhece sabe que sempre odiei atividades físicas. Na escola inventava qualquer desculpa pra não participar dos jogos. “Tô com cólica” era a minha preferida e sempre funcionava. Fiz balé, natação, ginástica olímpica, patinação artística e tênis. Se somar o tempo que me dediquei a cada um desses esportes não dá um ano da minha vida.

Desde criança carregava a bandeira do sedentarismo com o maior prazer. Não era aquela menina que passava o dia na rua andando de bicicleta ou pulando amarelinha. Eu preferia ficar em casa, dando aula pras minhas bonecas, ou num canto com a cara nos livros, quando não resolvia criar as minhas próprias histórias.

Depois de velha, pratiquei beach tennis. E, como o próprio nome “sugere”, qualquer partida envolvia uma viagem à praia. Não demorou muito pra minha raquete pink ficar encostada num canto, no meio das minhas bolsas.

Até frequentei a academia no meu ano sabático. Mas levantar peso era só um motivo pra que eu saísse da cama antes das 10 horas da manhã. Nunca morri de paixão por aquilo e nem combinava comigo. Bastou meu ano off acabar pra minha vontade de malhar ir pro vestiário e não sair mais de lá.

Há 3 meses, porém, resolvi me aventurar em algo que desafiava todas as minhas limitações, da timidez ao despreparo físico, passando pela falta de coordenação motora, força, flexibilidade e tempo: fui à uma aula experimental de pole dance/fitness. Saí dessa experiência com uma única sensação, a de que minha professora tinha me dado uma surra com a barra. Todos os pedacinhos do meu corpo doíam... Desisti? Nem morta (apesar de morta ser a palavra ideal pra definir como me senti)! Encomendei um pole e instalei na sala da minha casa, bem no meio do caminho. 

Descobri algo melhor que terapia e que sou capaz de tirar forças de onde nem imaginava que poderia. E tenho levado isso pra vida. As amigas me perguntam, curiosas, eu recomendo! Aumenta a auto-estima. Os caras elogiam, eu - na minha - dou risada. É incrível o poder que aquilo tem na imaginação desses rapazes. Posto fotos das minhas práticas e conquistas no Instagram e no Facebook não pra me exibir (a opinião dos outros nunca pagou minhas contas), mas pra registrar o meu progresso. Mas, sabe como é... Criei um canal no YouTube com essa mesma intenção e me orgulho de cada movimento, de cada hematoma, de cada queimadura. Mas, sabe como é...  

Sem desmerecer as malhadas, ratas de academia, que mostram os resultados de seus levantamentos de peso fazendo selfies e biquinhos na frente do espelho, enquanto se intitulam Mulher Maravilha, mas heroínas não se prendem ao chão e nem terminam o dia com o corpo do He-Man. Se eu puder dar um conselho. abre o olho, Incrível Hulk: enquanto você faz pose na academia, seu namorado curte meus vídeos, minhas fotos, me elogia inbox e me chama pra sair. 

Esse poder só heroínas que realmente voam têm... É o pole dance, sabe como é? 

02 maio 2015

Eu não sou só a minha bunda

Sejamos honestos: fazemos parte de uma geração que adora uma bunda malhada, daquelas tipo Panicat, tão masculinizadas que chegam a perder as curvas. As músicas, o Instagram das “celebridades” (e daquelas que pensam ser ou que frequentam a academia com a mesma intensidade e paixão com que frequento livrarias e a escola), o carnaval, as selfies e tudo o mais focam em apenas uma parte do corpo feminino: o vantajoso derriere. E a supervalorização dessa parte do corpo tem nos levado a questionar se não há nada de mais importante pra focar e elogiar.

Sim, “desbundadas” do meu Brasil, há sim! E a lista não é pequena. O problema é que apenas homens inteligentes prestam realmente atenção nos outros atributos. Os outros se esquecem de que bunda um dia, cai e não reparam no seguinte:

1. Sorriso – sorrir é o sinal mais claro de aprovação e, pelo meu entendimento, deveriam existir mais elogios ao sorriso do que à parte posterior do corpo. Sorrisos iluminam ambientes e mudam o humor de quem nele está presente, minha gente.

2. Senso de humor – bunda é bunda, todo mundo tem e, como já disse, uma hora ela não vai estar mais ali, firme e forte pra ser exibida na sua calça legging vestida a vácuo. Tudo muda quando alguém consegue fazer você rir com frequência. Até aqueles dias que começaram esquisitos podem se tornar melhores depois de passar um tempo com aquela pessoa que te faz perder a pose e cair na gargalhada. Senso de humor nunca envelhece, já as pessoas e o traseiro delas...

3. Lado aventureiro – mulheres que se dispõem a tentar coisas novas e ver o mundo por uma perspectiva diferente não são apenas mais divertidas e ótimas companhias, mas também capazes de fazer com que você mude a forma de ver as coisas, tornando-as ainda melhores. Isso mostra que elas sabem viver a vida de uma maneira divertida, com ou sem você, e sempre terão um monte de histórias pra contar quando as coisas começarem a ficar entediantes. Já as bundudas, provavelmente contarão a quantidade de agachamentos. E elas só vão até 8!

4. Olhos – alguém, um dia, disse que os olhos são o espelho da alma. Apesar de ser bacana quando alguém faz algum elogio à sua beleza, quando esse alguém elogia seus olhos, passa a significar bem mais do que um “puta bunda gostosa!”. Pode existir um bilhão de músicas hoje em dia que falam da bunda das mulheres, mas aposto que você – bunduda/bundona – adoraria ouvir no pé do ouvido o quanto seu olhar é marcante e único.

5. Inteligência – bunda dura qualquer uma pode conquistar. Nem precisa tanto esforço assim... Agora, pensar é pra poucas. Quer um desafio? Tente manter uma conversa inteligente com um cara sem que, pra chamar a atenção do rapaz, você precise levantar-se da mesa e rebolar a caminho do banheiro só pra ele conferir o que você carrega no porta-malas. É impressionante como as pessoas se tornam lindas e interessantes quando sabem usar a cabeça. Sem contar que dá pra aprender muita coisa com esse tipo de mulher...

6. Apaixonadas – alguém que valha seu tempo também precisa ter outros interesses que vão além das aparências. Ela é a melhor companhia pra ela mesma e é feliz com isso. Seja lendo um livro, tocando um instrumento ou qualquer outro hobby, mulheres que são apaixonadas por coisas que as fazem diferentes das outras são raras de encontrar.

7. Classe – mulheres com um pouco de classe tem algo que é cada vez mais difícil de se ver por aí: elas sabem como se vestir e se comportar sem que precisem chamar a atenção pela bunda que tem. Ter classe não tem nada a ver com saber segurar um garfo direito num jantar chiquérrimo. As classudas são finas, tem conhecimento e são valorizadas por isso.

8. Risadas – alguém que se dispõe a morrer de rir dela mesma e enxergar alegria na vida é alguém que todos querem ter por perto. Sabemos que nem tudo é um mar de rosas e muito menos festa o tempo todo, mas alguém que consegue apontar o lado bom, é capaz também de deixar tudo bem mais interessante.

9. Quem ela é na vida real – todo mundo já passou por isso: conheceu alguém num bar, na balada, num churrasco com os amigos, trocaram telefones, mensagens antes de se encontrar a sós por uma ou duas vezes. Às vezes, dá certo. Mas na maioria delas, aquela primeira impressão vai pro ralo. Por que? Ué, simples: simplesmente percebemos que a pessoa não é a mesma da balada, do bar ou do churrasco dos amigos. Era só pose e, no fundo, não tinha nada a acrescentar. A verdade é que alguém genuinamente bom de ser mantido por perto e que valha a pena conhecer melhor passa longe daquela periguete, de roupa agarrada, que dança até o chão só pra atrair olhares.

10. Na maneira como ela trata os outros – no final das contas, quem um cara vai respeitar pra valer: a periguete que se encaixa no estereótipo do momento e que sabe balançar a bunda ou alguém que, de verdade, tenta fazer algo mais além de se olhar no espelho e tirar selfies na academia? Quem cuida muito da própria aparência, da bunda malhada, não tem muito tempo pra olhar pros outros porque vive ocupada com o próprio umbigo (ops, bunda).

Homens de verdade querem bem mais do que um troféu pra carregar a tiracolo. E, quem gosta de bunda, que viva o relacionamento de merda sem chorar no ombro da amiga inteligente. Quem foca só naquilo que não expressa nada, é porque não é capaz de encantar as outras tantas partes do corpo da mulher, principalmente aquela que ela usa – e bem – pra pensar. Inteligência é afrodisíaco. Já o corpo, perecível. 

21 abril 2015

Cltr C + Cltr V

“Tentar ser o que você não é, é um desperdício de você mesmo”. Já leu isso em algum lugar? Pois é uma dessas máximas que se propagam na internet mais que Dubsmash em Instagram e que é coberta de razão das primeiras aspas ao ponto final. É um copiar e colar pra ilustrar um texto que fala exatamente da falta de personalidade de algumas pessoas.

Quando você copia alguém, você deixa de existir. Sua essência se anula. Você se torna um zero, perde o seu tempero. Tudo o que você é, passa a ser um outro alguém que, nem de longe, lembra você. E aquela personalidade que tanto ostentava, cheia de orgulho, vai pra onde? Muito bem, pro ralo; porque, no fundo, não valia nada e nem a pena sustentá-la, né? Ou não!? (pense!)

A roupa que você veste, as músicas que você ouve, os lugares que você frequenta, a maneira como você se comporta definem quem você é e a sua personalidade, dão vida a uma pessoa que poderia ser igualzinha a qualquer outra se não fosse tudo isso. Você levou anos pra construir essa imagem. Tem muita história aí: é o que você aprendeu ao longo da vida, a soma de tudo o que você acredita, o que defende com unhas e dentes. Quando você deixa tudo isso de lado pra querer ser alguém que admira ou inveja, além de doente, não é legal. Você despeja no lixo todos os seus valores em troca de algo que só conhece de vista, da vitrine, que só acha legal porque alguém elogiou, que não representa aquilo que você é realmente. 

Mudar de lado, de ideia, de estilo é OK. Mas vejo gente por aí copiando o que os outros são na tentativa de agradar, tentar se encaixar ou prender a atenção das pessoas. Não vejo motivo nenhum pra soltar rojões ao ser copiada por alguém que tenta ser o que sou. Artigo falsificado a gente encontra em camelô e paga-se barato por ele, porque sabemos que no fundo não é de qualidade. 

Seja você! E seja lá quem for. Carregue sua bandeira. Vista sua camisa. Orgulhe-se da imagem que construiu. Se banque ou se manque! Não tente calçar os sapatos de outra pessoa. Eles não servem em você e nem pra você. E, me desculpe o Ctrl C + Ctrl V, mas já dizia um outro post que li por aí: quem realmente gosta e quer estar com você, te escolheu pelo que é. Eu agradeço as homenagens, mas prefiro indicar um bom psiquiatra pra casos assim... 

18 fevereiro 2015

O conto de fadas da mulher madura

“Cinquenta Tons de Cinza” não é nenhuma obra de arte da literatura. Pelo contrário: segue uma trama pra lá de básica, tem uma linguagem bem manjada, equivalente à leitura indicada pra meninas adolescentes da terceira série. E, mesmo assim, todo mundo – da sua prima teen até a sua avó coroca – confessaram amor à primeira página e terminaram a trilogia em tempo record.

Claro, as cenas de sexo são bastante satisfatórias, mas não suficientes. Então, se a qualidade da escrita não é primordial e não há nada de mais no que foi reproduzido nas telas, por que raios a história de Christian Grey se tornou uma obsessão entre as mulheres?

A ciência explica o motivo (ou 7 razões diferentes) da mulherada molhar a calcinha com tanta sacanagem e o motivo dessa ficção ter se tornado tão popular nas rodinhas femininas.

1. As mulheres nunca conheceram um cara que possui todas as qualidades de Grey – Não importa se você gosta de Christian ou não, não dá pra negar que a combinação de masculinidade e o “não tô nem aí” soa loucamente atrativa. Trata-se de uma mistura de coisas que, geralmente, não estão lá, o que torna tudo mais sedutor. É difícil pra chuchu conhecer alguém que, além de ser completamente devoto aos seus sentimentos, é incrivelmente sensível e super masculino ao mesmo tempo.  

Há uma razão pela qual livros românticos e filmes do gênero são escritos sobre este cara – ele não existe na vida real. Os homens do cinema são baseados numa mistura praticamente impossível de qualidades, as mesmas características que as mulheres mais apreciariam encontrar num homem. Por exemplo, no início do relacionamento com Grey, Anastasia nunca questionou os sentimentos dele. Ele sempre deixou claro que a queria. Ele não espera um dia inteiro pra responder as mensagens dela ou planejar um encontro, como estamos acostumadas na vida real. Ele está disponível, aparece do nada, não importa quão ocupado esteja. E é exatamente um exemplar assim que as mulheres gostariam de encontrar dando sopa por aí.

2. O filme revive aquele sentimento que tivemos com o primeiro amor – Christian Grey é o primeiro amor de Anastasia Steele e as mulheres acompanham todo o caminho que percorreram ao se apaixonarem pela primeira vez, da diversão às fortes emoções, quando leem a história da moça tímida, recatada e de valores românticos. “Cinquenta Tons de Cinza” ajudou mulheres que já estão num relacionamento longo ou presas a rotina a reviver esses momentos iniciais do romance, quando se apaixonaram pela primeira vez. Mesmo as solteiras puderam relembrar como é perder o controle com alguém que sente o mesmo por elas. É como se você nunca enjoasse da pessoa e, como você não enjoa da pessoa, jamais enjoará da leitura.

3. A tensão sexual entre Grey e Steele – Chegarei no rala-e-rola, mas antes: as preliminares. Pra muitas mulheres, preliminar é a parte mais excitante do sexo. E, adivinha: ela não é deixada de lado no sucesso de bilheterias. É frustrante, em certos momentos, mas é exatamente isso que deixou a mulherada com a cara colada no livro. Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. O livro seduz e leva a um outro mundo, fazendo com que a leitora se veja desejada e sensual, o que é ótimo praquelas que andam se sentindo frustradas sexualmente em suas vidas. Até Anastasia concordaria que a espera é a cereja do bolo.

4. Somos quimicamente fascinadas pelo tópico “amor” – É a sessão mais lida nas revistas femininas. Se você já se apaixonou antes, já deve ter experimentado aquela forte sensação de euforia. Se já se sentiu sem ar, altinha, culpe a neuroquímica. A dopamina (um neurotransmissor associado ao prazer) e a oxitocina (hormônio associado a ligações) são liberados nesses momentos de euforia, quando nos apaixonamos. O que acontece no seu cérebro afeta seu comportamento, mesmo que não tenha conhecimento disso. Filmes e livros românticos captam isso quando focam suas histórias apenas no começo dos relacionamentos, momento em que a dopamina te deixa de ponta-cabeça, deixando qualquer uma vulnerável.

5. É um livro pornô – Há um motivo pelo qual não gostamos de imaginar nossas mães lendo esse maldito livro do capeta: porque todas as mulheres se excitam com ele, ora bolas! O livro (ou o filme) não é apenas uma fuga da realidade, mas também uma escapada sexual. Equivale aos filmes de sacanagem assistidos pelos homens, já que cada lado da moeda tem lá suas preferências.

Sem falar nas reações químicas que acontecem. Não é à toa que as pessoas se excitaram com a leitura e nem é preciso ser visual pra excitar. “Use a sua imaginação” era o que você costumava dizer pros meninos quando era mais novinha e... funcionava!

6. O romance hollywoodiano ideal – Especialmente pra quem tende a misturar aquela linha embaçada entre a fantasia e a vida real, este romance faz com que a mulherada compre a história do “relacionamento perfeito” ou do “homem ideal”. Eles usam Anastasia, uma personagem bem comum e imperfeita, pra perpetuar essa ideia tradicional de que as mulheres procuram um cara perfeito, que no fundo nem precisa ser lá tão perfeito assim, mas que só se sentirão completas quando encontra-lo.

É uma baita armadilha: elas começam a se comparar com a personagem e a comparar seu relacionamento com o dos personagens do livro/filme. Apesar de ser misógino e irrealista, acabam presas a um ideal romantizado. A Cinderela da vida adulta é amarrada na cama, toma uns tapas e vira padrão de romance.

7. Toca nas frustrações de estar no controle e se deixar levar – “Cinquenta Tons de Cinza” é apelativo pras mulheres que se encontram numa posição em que acreditam ter controle de tudo. Elas precisam preencher vários papeis na vida real, mas lá no fundo gostariam que os homens tomassem conta. Talvez, a la Christian Grey, quem sabe? O livro acessa essas vontades paradoxais de querer estar no controle e de ser controlada. E quando visto pelo ângulo BDSM o negócio pega fogo, não há mulher que não se renda. A ideia e a luta do controle é evidente em todo o filme e coloca todo mundo pra refletir sobre a vida e os desejos. Christian Grey satisfaz as vontades de Anastasia e a deixa perder o controle, que é um desejo de muitas mulheres que gostam de estar no comando o tempo todo.

Como tantos milhares de expectadores fui ao cinema assistir "Cinquenta Tons de Cinza" na noite de ontem. Nunca li o livro e talvez por isso não tenha criado tantas expectativas. Mas não dá pra negar que o sucesso de público tem suas explicações: ou tem muita gente curiosa a fim de apimentar a relação ou frustradas com o mais ou menos de todos os dias. Seja lá qual for a sua opinião sobre a história, é bom saber em qual time está jogando ultimamente...  

02 dezembro 2014

Conselhos de vó

Regina Brett ficou conhecida como uma velhinha de 90 anos que dá lições de vida que valem ouro. O problema é que quando alguém procura uma foto da vovozinha no Google, se espanta com a aparência jovem. A verdade é que ela ainda nem chegou aos 60. Mas, quando descobriu – aos 45 anos – que estava com câncer de mama, resolveu sentar e escrever 45 conselhos que se espalharam rapidamente na internet. No fundo, não importa a idade dessa senhora, mas sim os chacoalhões que nos fazem acordar pra vida, seja qual for a sua idade.

1. A vida não é justa, mas ainda assim é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê o próximo passo, mas ande devagar.
3. A vida é muito curta pra perder tempo odiando os outros.
4. Não se leve tão a sério. Ninguém vai leva-lo tão a sério assim.
5. Pague a fatura de seu cartão de crédito todos os meses.
6. Você não precisa vencer todas as discussões. Concorde em discordar.
7. Chorar com alguém ajuda mais do que chorar sozinho.
8. Quando o assunto é chocolate, resistir é perda de tempo.
9. Fique em paz com seu passado pra que ele não bagunce o seu presente.
10. É OK deixar que seus filhos o vejam chorar.
11. Não compare a sua vida com a vida dos outros. Você não tem ideia das lutas pelas quais estão passando.
12. Você não deve entrar em relacionamentos que precisam ser mantidos em segredo.
13. A vida é muito curta pra se lamentar. Ocupe-se vivendo.
14. Você consegue superar qualquer coisa se viver um dia de cada vez.
15. Um escritor escreve. Se quiser ser um escritor, escreva.
16. Nunca é tarde pra se ter uma infância feliz. Mas a segunda depende de você e de mais ninguém.
17. Quando o assunto é ir atrás do que você ama na vida, não aceite “não” como resposta.
18. Queime velas, use os melhores lençóis, vista a lingerie mais sexy. Não guarde isso pra ocasiões especiais. Hoje é um dia especial.
19. Esteja sempre preparado, mas siga o fluxo.
20. Seja excêntrico agora. Não espere até envelhecer pra usar roxo.
21. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
22. Ninguém é responsável pela sua felicidade, a não ser você mesmo.
23. Lembre-se das seguintes palavras quando as coisas estiverem ruins: “Isso vai ter alguma importância em 5 anos?”.
24. Perdoe tudo e todos.
25. O que as pessoas pensam sobre você não é da sua conta.
26. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
27. Não importa se a situação é boa ou ruim, ela irá mudar.
28. Seu emprego não irá cuidar de você quando estiver doente. Seus amigos sim. Mantenha contato.
29. Acredite em milagres.
30. O que não te mata, realmente te fortalece.
31. Envelhecer mata a alternativa de morrer jovem.
32. Seus filhos terão apenas uma infância. Faça com quem seja memorável.
33. Saia de casa todos os dias. Os milagres acontecem lá fora.
34. Se todos nós jogássemos nossos problemas numa pilha e olhássemos pros problemas dos outros, certamente pegaríamos os nossos problemas de volta.
35. Não analise a vida. Faça acontecer.
36. Livre-se de tudo o que não é útil, bonito ou alegre.
37. Tudo o que realmente importa no final é aquilo que você amou.
38. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
39. O melhor ainda está por vir.
40. Não importa como se sente, levante-se, arrume-se e se mostre.
41. Respire fundo pra acalmar a mente.
42. Se não pedir, não irá receber.
43. Renda-se.
44. Guarde dinheiro pra sua aposentadoria e comece com seu primeiro pagamento.
45. A vida não vem embrulhada com um laço, mas ainda assim é um presente.