11 abril 2013

As (des)empregadas


Odair José não tem nada a ver com isso, mas as empregadas – desde o início deste mês – estão com tudo! Ou melhor, estão com 922 artigos da CLT e milhares de normas administrativas e orientações dos tribunais.

Imagina: se sua empregada doméstica precisar fazer uma hora extra, ela terá que descansar 15 minutos antes de recomeçar a trabalhar. Se ela tiver que cumprir muitas horas extras, essas não podem somar mais do que 10 horas ao longo da semana. Agora, se ela dorme em serviço, terá que ficar 11 horas sem trabalhar depois de encerrada uma “extensa” jornada de trabalho. Elas também não podem ter menos de uma hora de almoço e se demorar mais de 10 minutos pra entrar no serviço, se trocar ou tomar banho na saída, esse tempo contará a favor dela, como hora extra. Jamais coloque uma empregada pra dormir com uma criança ou um adulto doente, porque isso contará como adicional noturno e, eventualmente, hora extra por estar à disposição daquela pessoa.

Tudo isso tá na lei e na jurisprudência. Confesso que eu, com diploma universitário e fluente em duas línguas (uma delas o português, já que a maioria dessas funcionárias mal sabe assinar o próprio nome), não conheço os meus direitos. Talvez porque esteja ocupada demais... trabalhando! Ou talvez porque o blá-blá-blá de politico corrupto não me convence há um bom tempo.

O fato é que no país inteiro não se fala em outra coisa. Os políticos, que ganharam a simpatia das empregadas domésticas, perderam o apoio de milhões de eleitores que não podem ficar sem os serviços de uma babá ou de alguém pra cuidar de um idoso. A esse grupo se juntarão as empregadas que serão dispensadas.

A nova lei, além de encarecer os serviços, vai mudar de vez o relacionamento entre empregada e empregador, que de confiável e amistoso, passará a burocrático e conflituoso. Algumas famílias que não podem contar com a ajuda de advogados e contadores, já – inclusive – se propuseram a rearranjar suas vidas sem a ajuda das domésticas.

Ou seja, pensando em proteger e ajudar as empregadas, os legisladores deste país maravilhoso acabaram colocando esta mão de obra na rua, ao Deus dará.

08 abril 2013

A lei do Caminhão de Lixo


Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu, de repente, do estacionamento direto na nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro... Foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado, lhe perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo": Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É delas!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

Fique tranquilo e respire. Deixe o lixeiro passar.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta, pra você levar o lixo dos outros com você! Limpe-se dos sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações dos outros.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!

 
Arnaldo Jabor, com quem concordo plenamente!


02 abril 2013

Mandar cansa



Vou confessar: ser chefe não é tarefa pra qualquer um. Mandar cansa... e muito! E tá cada vez mais difícil encontrar profissionais por aí que não precisam ser mandados, mimados e tratados como crianças, com muito carinho, pra que desempenhem um bom trabalho. A maioria não quer mesmo saber de autonomia, quer ser levado no colo. 

Quando se é (ou sempre se foi) bom funcionário, capaz de acumular funções, cumprir prazos e expectativas, ser pontual (pra dizer o mínimo) fica difícil aceitar certos comportamentos dentro de uma empresa, por menor que ela seja. Trabalho é trabalho, é igual pra todo mundo, em qualquer lugar ou companhia. O que muda é a função, mas responsabilidades todos têm. 

Em tempos onde universidades vendem diplomas pra quem entrega o RG na portaria, contratar profissionais preparados pra qualquer cargo é, praticamente, impossível. Quando se encontra alguém mais ou menos, o chefe ainda precisa lidar com a falta de compromisso e competência. Os “profissionais” estão cada vez mais amadores e entendendo demais dos direitos, cumprindo quase nada os seus deveres.

É tão desgastante entrevistar e treinar pessoas pra uma vaga e desestimulante quando se vê – lá na frente – que o fulaninho não evoluiu. Pelo contrário: se acomodou e já não faz mais do que as obrigações. Contestam responsabilidades, mas cobram aumentos de salário. 

Não sou nenhuma expert em Recursos Humanos, mas há princípios básicos que poderiam ser seguidos pra se chegar em algum lugar, em algum trabalho, em alguma empresa:

1. Seja comprometido com seu trabalho. Se precisa acordar cedo e ir trabalhar, faça isso da melhor maneira possível. Comprometa-se, poxa! Seu chefe não espera além daquilo que você foi contratado a fazer. Isso é o mínimo que você deve a ele.

2. Seja pontual. Cada vez que um funcionário meu atrasa e preciso adiantar o trabalho dele, percebo o quanto ele é substituível. Portanto, se seu cargo é vulnerável à mudança ou substituições, seja pontual pra que isso não seja percebido tão facilmente...

3. Respeite regras. Onde há bom senso, não há regras. Mas se elas existem, não custa nada respeitar. Elas não estão lá por acaso... 

4. Aprimore-se. Qualquer mané é capaz de desempenhar uma função quando treinado para aquilo. Mas se você “perder seu tempo” melhorando o que faz, dá pra crescer, subir na carreira, ganhar mais... E todo aquele blá-blá-blá que, acredite, acontece só com quem trabalha duro. Ou você prefere acreditar em sorte?

5. Respeite a hierarquia. Se seu chefe é seu chefe é porque conhece um pouco mais do que você, trabalha na área há mais tempo, é batalhador. Então, assim como seus avós merecem ser respeitados, pois estão anos-luz à sua frente em sabedoria, faça o mesmo com quem está acima de você. Assim, o puxa-saquismo torna-se extremamente desnecessário. 

Fácil, simples e não custa nada.

13 março 2013

A dor que mata

Não sei você, mas a morte de pessoas próximas, que conheço ou não, me fazem acordar pra vida. Já escrevi sobre isso algumas vezes, em todas elas quando a morte de alguém me colocou pra pensar e ver que ainda dá tempo (ainda que seja difícil determinar o quanto) de viver bastante.

A morte do Chorão, na semana passada, foi uma delas. Passo em frente do prédio em que ele morava e foi encontrado morto todos os dias pra vir trabalhar. Naquele dia, vi uma movimentação bem estranha. Quando abri a internet e vi do que se tratava, pensei de novo sobre a vida.

A passagem dele caiu dura. De todos os artistas que pensamos estar próximos da morte - como a Amy Winehouse naquela época - ele não chegava nem perto do topo da minha lista. Porque as pessoas morrem de overdose, sim. Artistas usam drogas, tem seus facilitadores, os "chegados", mais acesso a tudo isso, mas saber que o sofrimento e a solidão na vida dele foram a base de um vício é praticamente espetar a alma pra acordar de verdade e chegar à conclusão de que drogas matam, mas depressão acaba com a vida, pouco a pouco.

Chorão ensinou que as dores da alma são fatais. Elas correm atrás da gente, nos maltratam, mas não são inimigas. São sintomas, um alerta que precisa ser escutado. É tipo a luz do óleo do carro quando ascende: tem que prestar atenção pra não fuder o motor. Quando não damos ao sinal a importância que ele merece, eles nos engolem, sem dó.

Todo mundo tem suas dores e elas são sempre piores que as dos outros, porque são as que nos tocam, cortam e ferem. As dores dos outros podemos apenas imaginar como são, mas achamos que elas são sempre mais fáceis de resolver do que as nossas próprias. A verdade é que cada um alivia sua dor como pode e, nem sempre, da melhor forma, porque sobreviver é o que está em jogo

Dor é como água num cano furado: você pode estancar com toalha, chiclete ou com a mão, mas sabe que assim, uma hora, vai vazar. Ou a gente enxerga e tenta resolver ou a dor infiltra e procura outras direções. Há aqueles que dormem pra esquecer, há os que não conseguem dormir. Tem ainda os que falam do problema, mas tem também aqueles que se isolam. Uns buscam a cura da dor na meditação, mas tem gente que encontra na bebida, na droga ou em outros vícios a solução. Não importa qual, mas todos são pedidos de socorro.

A dor cega, deixa a gente louco, sem saber onde fica a saída. Chorão disse que nascemos e morremos sozinhos. E ele não estava errado, morreu exatamente assim: no meio da multidão, mas solitário. Poucos conseguiram entender, enxergar e ajudá-lo a tapar o vazamento. Mas muitos queriam estar ao lado dele pra aproveitar o que a vida dele - aparentemente - tinha de bom ao invés de perceber que algo alí não ia bem.

Como ele mesmo disse, em uma daquelas letras fodidamente boas, que foram compartilhadas todos os dias da semana passada, todos temos "nossas histórias, dias de luta e dias de glória".  O jeito é lembrar, nos dias de batalha, todos os prêmios conseguidos ao longo da vida e procurar neles algo que nos fortaleça pra continuar a caminhada.

O cara vai deixar saudade.

05 março 2013

Não custa nada

Quase todo mundo tem essa mania medíocre de associar a felicidade a algo material, geralmente, beeem caro: um carro importado, uma casa na praia, um guarda roupas de grife, uma cirurgia plástica pra acabar com aquilo que incomoda. Confesso que eu mesma, às vezes, me acho infeliz porque preciso passar meses juntando uma grana pra satisfazer um desejo material idiota.

Claro que a satisfação da conquista é sensacional. Mas limitar a felicidade às coisas que podemos comprar no shopping é pobre demais!

Já parou pra pensar naquilo que faz - ou poderia fazer - o seu dia bem melhor? Pra ser feliz, de verdade, é preciso muito pouco. Muito dinheiro, aliás, traz infelicidade e problemas, gente interesseira e frustrações. Nem sempre as pessoas mais ricas são as mais felizes do mundo. Talvez porque essa gente perde tempo demais tentando encontrar aquilo que fará delas muito fodas, diferente das outras, por ter aquilo que poucos ou ninguém tem.

Resumir a felicidade à um passeio pela praia, um dia da semana, uma cerveja com os amigos, um abraço de alguém especial, a um doce preferido não é pensar pequeno. É valorizar aquilo que a vida te deu de presente, muitas vezes, de graça.

Aquele papo de que dinheiro não traz felicidade, mas manda comprar é batido e discurso de gente infeliz. Ele pode até mandar comprar, mas a vida depois manda o carnê, com juros e sem prestações. Se você souber o que te faz feliz, fica bem mais fácil pagar a conta.

22 fevereiro 2013

A fé não move montanhas

(Atualizado)

Faz 2 dias que assisto, depois de um dia de trabalho, aquele tal "Show da Fé", comandado por R.R. $oares. Prefiro não creditar meu cansaço à tanta baboseira... Mas ainda assim não consigo entender o que leva tanta gente a acreditar num charlatão e marketeiro, que usa a humildade e ignorância de pessoas simples pra fazer tanto dinheiro.

Pregação, palavra de Deus, "em nome de Jesus" e lições ficam em segundo plano. O negócio do cara que se auto-intitula "missionário" é vender. Vender o próprio canal de TV paga (porque o aberto é coisa do capeta e tem muitas obscenidades que levam pessoas do bem pro mal caminho), vender livros, vídeos, bíblias e pedir dinheiro como forma de patrocinar a igreja, afinal de contas "Fevereiro é um mês curto, as pessoas se esquecem de fazer suas contribuições, então pegue esta guia que nossos ajudantes estão passando, destaque e preencha com seus dados e pague o boleto na agência mais perto de você". Se pudesse colocar um preço na própria mãe e dizer que ela era obra do Espírito Santo, R.R. $oares venderia a coitada também!

A fé não move mais montanhas. Ela move contas bancárias. Mas o problema é que o crente... não vê! A fé move, sim, o cérebro e o que resta de inteligência e bom senso na cabeça de um povo já sofrido e fodido, que acorda cedo, trabalha pra cacete e dedica o resto do dia a ouvir um monte de blá blá blá que tá enriquecendo esse bando de esperto.

Frequentei escola de freiras. Lia a Bíblia nas aulas de Religião. Mas também tive aulas, na mesma época, de Estudos Sociais. Ganhei bom senso e discernimento, além de conhecimento sobre a realidade do meu país. Aprendi que, há mais de 2 mil anos, Jesus pregava aquilo que acreditava, mas tirava do próprio bolso pra dar a quem não tinha. Além disso, seus templos não tinham ar condicionado ou poltronas de cinema 3D. Não pagava pra entrar e nem pra sair.

A igreja católica também não anda bem das pernas. Tem perdido, a cada dia, seguidores para essa lavagem cerebral cristã do Reino de Deus (ou do capeta?). Com a morte de João Paulo II apostou num papa com cara de poucos amigos. Não deu certo, fez o cara renunciar pra receber uma aposentadoria de R$7 mil e passar os próximos dias escolhendo seu substituto que, certamente, será mais carismático e terá cara de Papai Noel.

Religião virou negócio. Perdeu o sentido. Não é mais a conversa com Deus, a meditação, a busca pela paz interior e a calma. Religião virou profissão, CD, DVD, evento grande e blá blá blá.

Concordo com Marília Gabriela (apesar de não gostar muito dela): quem precisa ser guiado por um pastor certamente tem cérebro de ovelha.

Amém?

Apenas reforçando a minha teoria (se é que posso chamar isso assim - nada mais justo, aliás), saiu uma lista da Forbes com os pastores mais ricos do Brasil. Espero que seus seguidores sejam chamados pros churrascos com cerveja na casa de cada um pra comemorar esses novos valores em nome de Jesus!




04 fevereiro 2013

Manual pra 2013

Já se foi o primeiro mês do ano e, se tá lendo isso, é porque sobreviveu. Mas ainda vem coisa pela frente e, já que o mundo não acabou no final do ano passado, é melhor estar preparado pra 2013, porque até onde sei não há outra previsão de fim dos tempos.

O negócio é viver sempre como se fosse o último dia e tentar cumprir o máximo de itens da lista aí. No final do ano, checa!


Saúde:
1. Beba muita água
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje tempo para orar;
5. Jogue mais jogos;
6. Leia mais livros do que leu em 2012;
7. Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
8. Durma 8 horas por dia;
9. Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha sorria.

 Personalidade:
11. Não compare a sua vida a de ninguém. Você não faz idéia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13. Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita....
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência de que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:
25. Entre mais em contato com sua família;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles.

 A vida:
32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. Deus cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja, ela mudará...
36. Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordar vivo de manhã, agradeça a Deus pela graça.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

17 dezembro 2012

Cuidado comigo...


Esses dias, depois de uma boa ação – civilizada e educada –da minha parte ouvi que eu era uma “pessoa altamente perigosa”. Não entrei em choque, não fiquei chateada, nem inconformada. Parei apenas pra rever conceitos.
 
Os programas policiais sempre apontam esse tipo de pessoa como alguém que deve ser excluída da sociedade, encarcerada, pra ficar bem longe do contexto e das pessoas. Provavelmente depois de matar alguém ou algo dessa categoria, na minha opinião, acho que a pena é justa. E, dependendo do caso, não sou contra a pena de morte.
 
Não matei ninguém. E nem cheguei a qualquer lugar perto disso. Apesar da vontade ser grande, cresci com princípios e sei que as coisas não se resolvem com ignorância e falta de bom senso. Então, se não matei ou fiz mal a ninguém, por que ser chamada de “altamente perigosa”?
 
Ser do bem, querer o bem e fazer o bem não anda sendo visto por aí com bons olhos. E “perigoso” é deixar ser feito de idiota. Gente do mal mente, machuca, não pensa nos outros, é inconsequente, gosta de tirar vantagem e acha tudo isso normal. Desculpa, mas este perfil está bem longe de ser o meu.
 
O mundo ficou tão ignorante, sem amor, que ser do bem é ser do mal. Fazer o bem é machucar. Ou seria essa apenas uma forma que pessoas do mal encontraram pra tentar justificar nas suas falhas a bondade que falta em seus corações, sem remorso ou dor de cabeça?
 

30 novembro 2012

Mentiras Sinceras

Já vivi um relacionamento baseado em mentiras. (Pelo menos um, até onde sei). Talvez, na época, a pessoa em questão queria me poupar do sofrimento da verdade. A mentira ficou enorme. Na hora em que a verdade veio à tona... Imagina o que aconteceu? Pois bem, foi foda.
 
Mas seria bom se tivesse parado por aí. A mentira virou vício. Coisa de gente tratada na base da tarja-preta, literalmente. Ficou cada vez mais difícil confiar novamente cada vez que a verdade, de uma forma ou de outra, surgia na minha frente.
 
O questionamento era constante: “será que isso é sério?”, “dá pra confiar no que tá falando agora?”, “e se for mentira?”... Até que a loucura ficou contagiosa demais e a desconfiança se tornou o remédio.

Ganhar a confiança de alguém não é fácil. Leva tempo. Dá trabalho. Muito trabalho. Que não é remunerado e nem dá direito aos benefícios. Dou valor à confiança que as pessoas depositam em mim e tenho aprendido cada vez mais que a verdade, por pior que seja, vale bem mais do que a mentira bonitinha. Procuro ser sincera, verdadeira e não criar expectativas falsas nas pessoas que depositam em mim algo que demora pra se ganhar e que não tem preço.

O que ganho com isso? Consciência leve e noites bem dormidas. Mentiras sinceras não me interessam. Nenhum tipo delas. Me sirva uma porção de verdade e voltarei sempre, obrigada.

20 setembro 2012

Passando por aqui...

Faz um tempão que não passo por aqui... Nossa! Falta de tempo. Ando muito ocupada, morrendo de vontade de escrever, com MUITA coisa pra escrever na verdade, verdades... Mas, tempo, que é bom: nada!

Bom, isso deve ser bem: sinal de que estou vivendo realmente. Sem muito tempo pra dar satisfação do que penso pra gente que tem tempo de sobra pra cuidar da vida dos outros, da minha inclusive.

Esqueci senha de sites antigos. Mas criei páginas novas, graças à tecnologia avançada de um "novo" celular. Ou seja, os links aí ao lado estão atualizados, assim como o livro que estou lendo também. Aliás, depois do último que havia postado já li outros 2.

É isso. Divirta-se... Porque eu ESTOU!