28 abril 2010

Sozinhas, uni-vos?


Homens que procuram por uma Amélia precisam voltar ao século passado, quando as mocinhas estavam dispostas a fazer tudo (tudo mesmo) pra agradar e agarrar seu partidão. Hoje em dia, mulher que lava, passa e cozinha só pra prender o futuro marido virou raridade. Elas sabem se virar sozinha e estão bem assim, do jeito que estão.
Aliás, estão cada vez mais sozinhas. E não é por falta de opção. Mas as boas opções, assim como a Amélia, andam sumindo do mapa. Elas estão cada vez mais exigentes e nem um pouco a fim de perder tempo com relacionamentos que não chegam a lugar nenhum.
O inimigo do cupido é o rigor com que as mulheres andam escolhendo suas companhias. E não é pra menos. Pra ganhar espaço na vida das meninas, que estão cada vez mais conscientes de sua autossuficiência (e eu odeio essa nova gramática!), tem que ser bom. Mesmo! Elas estão aprendendo a buscar a gratificação em coisas que não dependem dos homens e, hoje, a solidão - apesar de não esquentar ninguém - não humilha mais.
Muitas delas cansaram de se dar mal ao colocar os homens como o centro de seus universos. Agora, eles são um dos planetas e estão no mesmo grau de importância das amigas, do trabalho, das baladinhas, dos animais de estimação, dos hobbies ou de um filme muito bom. E, quem disse que pra ser feliz tem que casar, ter filhos e cachorro?
São poucas as que procuram um protetor. Esse papel pode muito bem ser feito pelos pais, caso precisem de proteção. Elas querem um homem companheiro, que caminhe junto e que podem também chamar de amigo. Enquanto os homens, ou a maioria deles, só espera encontrar uma mulher para um relacionamento descartável.
Levar o amor a sério demais, pensar nisso o tempo todo como se fosse o único assunto no mundo, transbordar carência afetiva não fazem mais parte da pauta das solteironas. Elas estão percebendo que homem não é o único remédio pra solidão. Florais de Bach e amigos podem suprir esse buraco. E têm tapado todas as crateras pra maioria das moças. A verdade é que mulheres seguras, que confiam no próprio taco, são afrodisíacas. Escolhem mesmo e sabem que ninguém é a metade da laranja de ninguém. Elas nascem inteiras e não deixam na mão de qualquer um a responsabilidade de se sentir completas.

27 abril 2010

Não mata, mas deveria!


Dizem que decepção não mata, mas ensina a viver. Bom, não mata... Mas deveria. Não quem se decepciona, mas quem causa a decepção. Eu acho o ditado original meio sem cabimento, principalmente quando nos decepcionamos com pessoas que costumávamos gostar e admirar. Afinal, não dá pra voltar atrás e recuperar o tempo e a confiança perdidos. Confiança, tudo bem, mas o tempo é um bem precioso.
Ao longo da vida aprendemos regrinhas básicas pra manter uma boa convivência com o resto do planeta. Uma delas é saber respeitar o próximo. Isso está na Bíblia. Apesar de não precisar ser citado por Deus, respeito é a base de tudo. E, vale lembrar, conserva os dentes.
Mas, às vezes, tenho a impressão de que seres de outros planetas foram enviados à Terra com a única missão de provar que as pessoas não são assim tão boas como imaginamos. A decepção é um sentimento tão frustrante, que entristece até a mais forte das criaturas. Por que raios depositamos tanta esperança em alguém que não merece nem a nossa atenção? Será que somos nós, quem acreditamos no ser humano, os errados da questão? Ou será que os valores estão mesmo não valendo nada?
O bom é que a pior decepção é o melhor motivo pra se tentar algo novo, ou de novo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas, porque toda crise traz progressos. O decepcionado não deve se sentir culpado por ter depositado toda a admiração e confiança em quem o decepcionou. Porque foi ele quem aprendeu alguma lição, talvez da forma mais amarga e triste. Quem o decepcionou deve sentir vergonha por não valorizar tamanho respeito e consideração. Paciência... A vida tem que escolher alguém pra ser mais inteligente. E escolhe aqueles que sabem respeitar. Quem sofre, cresce. E pra aprender, é preciso ser humilde.

15 abril 2010

365 dias

Os últimos 365 dias passaram voando. Rápido demais. Talvez não para a maioria de nós, que nem nos damos conta do tempo que perdemos com tanta coisa pouco ou nada importante. Aliás, isso é o que mais nos consome e, ao mesmo tempo, o que mais faz com que não notemos o tempo passar.

Já reparou que não percebemos o quanto nosso cabelo cresce a cada dia? O quanto a nossa pele muda? A fisionomia? O quanto crescemos, ou diminuimos? Mas pra quem tá começando a vida, cada dia conta. E muito. Todo dia é dia de descobertas e, na verdade, deveríamos ver a vida da mesma forma, como uma criança que acabou de chegar ao mundo. Porque é exatamente isso o que somos: novos no lado de cá, cheios de coisas pra aprender, não importa o quão "velho" achamos que somos.

A cada dia percebo que não é a idade que temos que comprova a experiência que podemos ter em ensinar. Seríamos pobres de espírito se pensássemos que, quanto mais velhos ficamos, menos temos a aprender e mais a ensinar.

Mesmo estando 3 décadas na minha frente, minha sobrinha, às vésperas de completar 1 ano de vida, é a minha maior professora. Mesmo sendo novinha, é ela quem me ensina uma forma diferente de ver a vida. É ela quem me mostra que rir das coisas mais simples pode ser divertido. Que não há problema nenhum em cair quando se está aprendendo a andar, porque isso faz parte. Depois do tombo, levantar e tentar outra vez pode ser indolor. Nem que pra chegar onde se quer seja preciso se apoiar nas paredes. É ela quem me ensina que confiança se ganha no dia a dia e que olhar nos olhos é a melhor maneira de se comunicar quando ainda não há palavras. Que nem sempre se chega longe caminhando sozinha, mas que o mais importante é dar o primeiro passo.

É uma pena que tenhamos que crescer um dia e deixar de aprender as coisas da forma mais simples, experimentando. É uma pena que não tenhamos prestado tanta atenção aos últimos 365 dias... Mas é bom saber que ainda podemos aprender a prestar atenção aos próximos que virão por aí.

14 abril 2010

Planos pra me livrar da exaustão


É incrível como rotina me entedia. Me tira do sério, de verdade! Adoro trabalhar, não nasci pra ser madame e nem pretendo viver às custas de ninguém, mas acho que todo trabalho/emprego tem prazo de validade. Talvez por isso não entenda as pessoas que passam 10-15 anos trabalhando no mesmo lugar ou fazendo exatamente a mesma coisa.

Comodismo não é comigo. Depois de um tempo, exercer a mesma função, conviver com as mesmas pessoas, fazer a mesma coisa, dirigir o mesmo trajeto e respeitar os mesmos horários perde a graça, deixa de acrescentar, não faz crescer, não leva a lugar nenhum e isso, na minha opinião, não é bom. O trabalho que, antes, era tão elogiado, passa a receber a mesma crítica feita pela minha mãe quando eu ainda estava na escola: a de que não fiz nada além da minha obrigação. E obrigações já bastam as que tenho por aí, com prazo de validade e código de barras.

Ser humano precisa de desafio, estímulo, mudanças pra crescer e aprender. E começar algo novo é, a princípio, a melhor saída contra o tédio e a exaustão.

Ando bem cansada. Exausta, pra ser sincera. Apesar de gostar (muito) do que faço, não acho saudável me sentir dessa forma. Ver minha vida social mudar pro status off, perceber que ando priorizando coisas erradas e colocando todo o meu esforço em algo que não me traz mais benefícios, mas sim esgotamento e irritação.

Dinheiro é bom. Eu gosto de ganhar o meu, é lógico. Todo mundo trabalha pra ganhar o seu também, mas dinheiro é só o fim de um processo, é uma recompensa por algo bom que se faz. E fazer algo de que gostamos não tem preço.

Ando considerando mudanças, porque acredito que mudar é preciso. Necessário até. Lógico que esta mudança não vai acontecer da noite pro dia (seria ótimo, mas não é bem assim...). Pra conseguir resultados diferentes, temos que tentar algo que nunca fizemos. O meu hoje me incomoda, me afasta das coisas que gosto de fazer, me deixa cada vez mais distante das pessoas que amo e, pior, de mim mesma. Planos é o que não me falta. Colocá-los em prática é uma questão de tempo.

11 abril 2010

Afinal, o que é a tal felicidade?

As pessoas não sabem ser felizes, mas fingem bem. A frase não é minha, mas até poderia ser, porque acredito que faz sentido. É lógica! Ser feliz não é tão fácil assim. Exige muito e o esforço é diário. E pessoas não gostam muito de fazer força, vamos ser honestos.

Tem gente que define a felicidade como uma capacidade de sentir uma profunda e sincera gratidão, diária, por aquilo que possuímos e que nos traz, além de paz de espírito, motivação para buscar o que ainda não temos. Ou talvez acordar com alegria e disposição todos os dias, ou na grande maioria deles.

Eu, pra ser sincera, ainda não encontrei a minha. Confesso que muitas vezes não tenho a menor vontade de sair da cama e me vejo triste e infeliz. A boa notícia é que não sou a única. As pessoas não são felizes porque fazem justamente o inverso do que manda o "Manual do Ser Feliz" (se é que existe um!). Ao invés de irem dormir verdadeiramente gratas por aquilo que têm, deitam e acordam canalizando todas as energias e pensamentos em função daquilo que falta. São infelizes porque abdicam daquilo que já têm para tentar se encaixar em modelos de realização socialmente aceitos. O carro que tem, o celular que usa, a casa onde mora, o trabalho que lhe rende dinheiro, os amigos com quem convive ou o companheiro que dedica tanto amor não servem porque não são eles que estão dentro de um "padrão". E daí, o que elas realmente possuem tornam-se coisas chatas e medíocres.

A merda é: sempre vai ter alguém com algo "melhor" do que aquilo que você tem. Mas nem sempre isso significa que aquilo é o que faz aquela pessoa mais feliz, pois ela poderia estar querendo exatamente o que você tem e não valoriza. Surge aquela sensação de vazio... Nada mais óbvio! Quem foca no externo deixa de alimentar a própria alma. E quando este doloroso vácuo é percebido lança-se mão da receita mais prática: fingir felicidade vivendo a euforia.

Mas euforia não resolve, só disfarça. Euforia não preenche ninguém. Viver o superficial não traz felicidade. Só engana. Vontade de ser feliz todo mundo tem. É claro! Eu tenho, também... É óbvio! Mas, confesso, que nem sempre consigo me manter no alto e positiva. Os períodos no andar de baixo me derrubam mesmo. Me entristecem e, geralmente, são longos. A diferença é que eu não consigo fingir felicidade. Não sei esconder aquilo que está no meu coração. Mesmo sabendo que ser feliz depende só de nós, neste caso... de mim!

Passamos a vida em busca disso, como se procurássemos um tesouro escondido, esperando descobrir uma resposta única, uma fórmula mágica, unânime. Mas isso não existe. O que faz alguém feliz, pode ser a infelicidade do outro. Tem gente que é feliz sozinho. Eu prefiro estar com alguém pra me sentir bem.

Felicidade é um estado de espírito. É saber aproveitar o momento, aquele momento que te faz sorrir. Não existe fórmula, nem resposta certa, ou errada. Passamos muito tempo procurando por aí algo que não não está exposto e muito menos à venda. Felicidade não se acha, se conquista. E, por incrível que possa parecer, está nas coisas mais simples da vida.

02 abril 2010

Cadê a inocência?

Eu acreditei em Papai Noel até os 11 anos. Por conveniência? Talvez... Mas vamos ser justos, a época era outra. E criança de 11 anos era criança de 11 anos. Criança! Hoje em dia, "criança" de 11 anos não é mais criança, tem malícia e informação que eu, acredite, não tenho!

Dando aula esta semana, perguntei aos meus dois alunos (meninos de 11 anos) o que eles achavam que as mulheres mais querem no mundo. Era esse o tema de um conto que iríamos ler em sala de aula, bem inocente. Pra minha surpresa, as respostas foram... surpresas!

"Sexo!!". "Dinheiro". "E um homem bom de cama". O tipo de resposta que, mesmo sabendo que são verdadeiras, chocaram. Cadê a inocência dessa garotada? O que anda acontecendo com a infância? Como meninos de 11 anos sabem tanto a respeito de... mulheres?

Os pais andam tratando os filhos como amigos, de igual pra igual. Esquecem de impor limites e andam ensinando coisas fora de hora. Criança tem que ser criança. Descobrir as coisas aos poucos, na hora certa. Tudo tem hora certa pra ser aprendido e conversado. Não respeitar isso é um crime! O que um garoto de 11 anos vai fazer com tal informação?

Alec Greven, de 9 anos, escreveu o livro "Como Falar com Meninas", dando dicas de como os garotos da idade dele (e os mais velhos também) devem conquistar garotinhas que acabaram de sair das fraldas e que ainda deveriam estar brincando de boneca. "Não precisa se esforçar muito, apenas tente parecer meio limpo", diz uma das dicas. "Se conseguir conquistar uma menina, não comemore na frente dela. Se você tentar ficar com muitas meninas, vai ter problemas com ciúmes e pode acabar sem ninguém. O melhor mesmo é escolher uma só", revela outra.

Amém!

30 março 2010

Experiência

Ninguém acredita na idade que eu tenho. Também, que diferença isso faz? Parecer mais nova, bem mais nova, do que sou não me traz nenhum benefício. Bem, também não me faz mal. Pode, no mínimo, me fazer economizar em cremes antirugas num futuro, talvez, próximo.

Não é a quantidade de velas que colocamos em cima do bolo a cada aniversário, ou o ano do seu nascimento, que faz de você mais ou menos experiente. E nem tudo aquilo o que você já viveu. Ou o que aprendeu ao longo do caminho. Nada disso faz de ninguém mais sábio do que os outros, porque sempre (sempre!) temos algo a aprender.

Pra se viver de verdade não é necessário fazer ou passar por grandes feitos, espetáculos ou grandes demonstrações. Não é preciso ter viajado o mundo. Não é preciso lembrar todas as fórmulas de matemática de cor. Falar todos os idiomas possíveis, ter diploma universitário ou concluído uma pós-graduação. Não é preciso ser independente, ter morado sozinho ou ser dono do próprio nariz. Isso não ensina nada a ninguém.

A vida é feita de pequenos gestos e atitudes. Um olhar, um sorriso, um abraço ou uma palavra na hora certa, ensinam muito mais e podem fazer toda a diferença.

25 março 2010

Infinito

Quando eu era criança, eu gostava de brincar de "infinito". Falava pros meus amigos que gostava tanto, tanto de alguém ou de algo, que só o infinito poderia medir. Só mais tarde fui descobrir que o infinito - quase sempre - tem fim.

A vida separa as pessoas. O que é infinitamente triste. O trabalho sem fim faz com que passemos a dar prioridade a outras coisas, que não aquelas que fazem bem ao coração. E, aqueles que costumávamos amar infinitamente se afastam, porque por infinitas vezes são trocadas por coisas infinitamente menos importantes.

O tempo passou e continuo gostando das pessoas (ou de certas pessoas) do tamanho do infinito. Porque tudo aquilo que tem fim, conseguimos medir e contar. Mas isso, esse gostar infinito, não. É impossível colocar tamanho sentimento em palavras. Porque não tem tamanho. É infinito, e ponto. Apesar de "infinito" e "ponto" serem bem contraditórios...

22 março 2010

Dói mesmo!


Depois do meu pai sofrer 2 ataques do coração, fiquei sabendo que coração não dói. Palavra de um médico. É quase impossível diagnosticar um infarto por causa da dor. Sente-se um incômodo nas costas ou uma sensação de azia, que muita gente confude com outros mal-estares, procura um massagista ou acha que comeu demais e apela pro anti-ácido.

Sempre acreditei nesse médico, que era muito conceituado. Mas tenho absoluta certeza de que ele estava enganado. Coração dói. Dói mesmo! E muito. Aperta de um jeito, faz a gente chorar, tira o apetite e dá um desânimo difícil de curar.
Dores físicas, por piores que sejam, podem ser medicadas. Aspirina pra dor de cabeça, Dorflex pra dor no corpo, Advil pra qualquer coisa. Mas, e pro coração? Não tem!
Raramente percebemos que ele está lá, batendo. A não ser que ele bata forte, bem forte, que te faça perder o fôlego de vez em quando. Do contrário, não damos a mínima pra ele. Talvez por isso dói tanto quando percebemos que ele realmente existe. Porque é nessa hora que percebemos que ele está machucado. Que não cuidamos, que o deixamos na mão de quem não dá a mínima pra ela.
Eu tenho o (péssimo) hábito de deixar o meu na mão dos outros. Na maioria das vezes, saio com ele partido, bem machucado, porque ainda sou a única a dar valor pra algo que me mantém viva. Infelizmente...

17 março 2010

Educação é luxo

Tenho medo da geração que vem por aí. Ter que conviver com ela não vai ser nada fácil. E é bom estar preparado, pois logo mais ela vai chegar tomando conta do espaço. Sim, tomando conta. Sem pedir licença, nem dizer "por favor". Chegar, chegando. Mostrando quem "manda" mais. Ou quem ela pensa que manda mais. É assim que ela é. Espaçosa e sem educação!
Quando eu era criança, fui educada pra conviver em sociedade. Pelos meus pais, que apesar de muito ocupados, faziam o papel de pais, como deve ser. Era tudo na base daquele papo todo de respeitar o próximo, o mais velho e as autoridades. Usar palavras mágicas como "obrigada", "por favor", com licença" e respeitar o espaço do outro, assim como eu gostaria que o meu fosse respeitado também. Não gritar e jamais usar a violência como modo de resolver as coisas. Cresci e não deixei de ser inferior a ninguém por ter o mínimo de educação.
Mas, parece que a minha geração está esquecendo de educar a próxima de forma apropriada. Treinam os cachorros que têm em casa, mas deixam os filhos ao Deus dará. Enquanto o cachorro abana o rabo pra agradecer o carinho que recebe, os filhos mandam os pais calarem a boca e não encherem o saco. Educação virou artigo de luxo. É como um opcional do carro zero...
Infelizmente, as crianças estão cada vez mais selvagens e cada vez menos aptas a viver em sociedade. Não respeitam limites. Não conhecem o significado da palavra "não". Não conhecem respeito. E não o respeitam também. Mereciam passear em coleiras e com focinheiras. Exagero? Garanto que não! E sim, isso me choca. E bastante.
Deveria estar mais acostumada a certas grosserias, mas tudo o que meus pais "perderam tempo" me ensinando não me deixam aceitar que isso é o certo. Gostaria de viver muitos anos ainda, mas não num mundo dominado por pessoas menos racionais e adestrados do que os bichos.