14 julho 2010

Fast forward


Eu não sei viver em slow motion. Tem horas - e não são poucas - que o que mais quero é acelerar a vida pra ver o que vai acontecer lá na frente. Sou impaciente, ansiosa e fico à beira do surto quando preciso esperar ou dependo das decisões dos outros pra seguir adiante. Odeio pausar a vida e não consigo entender quem vive assim.

Lógico que, em alguns momentos, adoraria que a vida parasse. Na verdade, seria perfeito se pudéssemos acelerar, pausar, voltar no tempo dependendo da vontade e dos acontecimentos. Feliz era Ashton Kutcher em Efeito Borboleta... Voltar no tempo pra consertar as m***, adiantar o tempo pra ver se funcionou. Mas uma coisa é certa, se pudesse, na maioria dos casos, aceleraria bastante. Não pra ter certeza de que tudo deu certo, mas pra me livrar de certos furacões que insistem em passar na minha vida, tirando o chão e levando aquilo o que acha que é de direito.

Não gosto dessa coisa morna e, quando algo não anda da forma como eu gostaria, não importa o que você diga, tudo o que vou ouvir, dali em diante, pra mim, não vai passar de um vazio blá blá blá...

Fazer o quê. Sou assim. Já falei sobre isso antes e não mudei de lá pra cá. Vai ver que só mudo o dia em que morrer do coração. Com ele assim, bem acelerado...

07 julho 2010

Quanto vale a vida?


Três mil reais pode ser o preço de uma vida. Mas também pode valer bem menos. Tem bandido que aproveita a oferta de um par de tênis, de um maço de cigarro ou uma garrafa de pinga vagabunda. A vida já não está valendo mais nada pra alguns. Não pros que vivem, mas para aqueles que levam embora a vida de outros.
Quando estava na quinta série, "descobri" o Museu do Crime, da USP. Tinha apenas 10 anos, ou seja, idade nenhuma pra entrar no lugar. Mas, naquela época, o crime da mala, principal atrativo da exposição tão comentada entre os meus amigos, chocava. Era bárbaro imaginar que um marido poderia esquartejar a mulher grávida, colocar numa mala e despachar o corpo num navio. Os bandidos daquela época eram monstros... Não que tenham virado heróis, mas seus métodos de matar pessoas já não impressionam ninguém.
É sádico ler detalhes das mortes de hoje em dia, apesar de arrepiar, as pessoas não se surpreendem mais. Parece que esperam sempre que algo pior aconteça. Jogar a própria filha pela janela, arrastar um moleque pendurado pelo lado de fora do carro, entregar o corpo da ex-amante como ração pra cachorro... Como será o próximo?
Ontem, lendo pela primeira vez algo sobre o caso do goleiro do Flamengo, tive a certeza de que as pessoas cruéis perderam a noção do que é limite. Infelizmente, logo menos, outro crime chocante vai acontecer por aí... Talvez mais surpreendente do que este, ou não. Por mais lógico que seja o motivo, ainda assim, não será o bastante pra que outra pessoa perca a vida.

28 junho 2010

A quem possa incomodar


Criei esse blog há 3 anos. Atualizo sempre que tenho algo a dizer ou tempo. Infelizmente (pra muita gente, não pra mim) não sou madame, filhinha de papai e nem estou com a vida ganha pra postar coisas novas TODOS os dias.

Aliás, jamais tive a pretensão de que alguém, algum dia, fosse ler o que escrevo aqui. Pois é, 3 anos depois e já tô perto das mil visitas. Confesso que isso chega a me surpreender um pouco.

Tem gente que realmente gosta do que escrevo. Tem gente que segue. Tem gente que só lê e não se manifesta. Tem gente que prefere fazer os comentários pessoalmente ou por e-mail. Mas tem aquele tipo de gente pé no saco, que se dá o trabalho de vir aqui só pra me ofender ou tentar me tirar do sério. Gratuitamente e, covardemente, de forma anônima e desagradável.

Acho incrível! Mas, fazer o quê? Tem gente que realmente "perde tempo" fazendo isso, o que só me leva a acreditar que este tipo de comentário vem de quem tem de sobra aquilo que mais me falta atualmente: TEMPO!

Conheço TODOS os leitores disso aqui. Os que não deixam comentários, muitas vezes comentam, elogiam ou criticam por e-mail. Por isso, e infelizmente, mais uma vez, quem quiser se manifestar a partir de agora vai ter que mostrar a cara e assinar embaixo.

Isso aqui não é a privada da sua casa, onde você vomita toda a merda que come por aí.

Já faz tempo que lidamos com a internet. Mas ainda tem gente que não é civilizada o bastante pra saber usá-la. Todos os comentários, críticas e elogios são bem-vindos. Desde que façam sentido. Ataques gratuitos, eu dispenso. Dizer que sou uma pessoa frustrada com a vida quando escrevo que sou contra o país parar por causa de uma Copa do Mundo é coisa de quem realmente não tem porra nenhuma pra dizer ou acrescentar. Portanto, este tipo de comentário não me interessa.

Pra quem deixou, meus sinceros pesares... Mas aqui vai meu conselho: o que você precisa, de verdade, é de ajuda psicológica. Procure a terapia ao invés de clicar em comentários quando precisar desabafar. Aposto que já está bem grandinha pra tocar a campainha da casa dos outros e sair correndo, né?

27 junho 2010

Tamanho P


Calcinhas precisam ser confortáveis. Mulheres e ginecologistas concordam com a afirmativa, dizem que os modelos maiores são mais saudáveis e incomodam menos. Mas por que tantas mulheres têm aversão ao uso do fio-dental de vez em quando, nem que seja pra agradar um pouquinho aquela pessoa que adora te ver pelada?
Certo dia, conversando com umas amigas, percebi que sou minoria. Pensei nas últimas peças que comprei e que lotam a minha gaveta e, sim, a maior parte delas provavelmente serviriam na minha sobrinha. Uma delas disse que, numa aposta com o namorado, foi questionada por jamais usar um desses modelinhos pequenos. Reclamou que incomodava, deixava a bunda grande e com jeitão de vagabunda. Poderia listar outros argumentos que me fizeram ter pena do rapaz em questão, que precisou fazer uma aposta pra ver a namorada do jeito que ele gosta.
Para algumas, calcinhas do tipo frio-dental podem ser um estorvo mesmo. Até entendo, quem não sabe comprar e usar um tamanho PPP deve sofrer horrores. Mas, vamos concordar: não são as calçolas bege estilo vovó que fazem os homens morrer de tesão. Aquelas que ainda pensam que homens sonham com mulheres que usam calcinhas fofinhas com estampas de bichinos anime são as mais propensas a serem passadas pra trás por mocinhas com cara de santa que, por debaixo da burca, se vestem do jeito que o diabo gosta!

21 junho 2010

Amigos?

Homens e mulheres podem ser amigos? Teoricamente, sim. Quantas vezes se precisa de alguém pra conversar e pedir conselhos, e nessa hora só um amigo homem pra explicar como entender um outro homem? Ou vice-versa...

Várias coisas a gente já sabe, mas o que nos deixa perplexas é que eles não podem ver um rabo-de-saia sem fazer uma profunda avaliação, dos pés à cabeça. Nem que a avaliada em questão seja a própria amiga. E é aí que eles, sem perceber, acabam mostrando que todos os homens, de todos os tempos e galáxias, são exatamente iguais.

Um amigo pode sempre dar dicas e também explicar a razão pela qual, depois de passar a noite de sábado inteira dizendo e mostrando o quanto você é especial, no domingo trocar você pelo futebol com os amigos.

Ter amigo homem é preciso. Ele pode até morrer de tesão por você, te chamar de gostosa, investir, mas jamais ultrapassará a fronteira da amizade se você não der corda. Um amigo homem jamais irá desejar o seu mal, ou invejar aquilo que você tem. De coração, vai querer que você seja feliz e fará - muitas vezes sem perceber - ver o quanto você também é preciosa.

Já o mesmo não acontece com as amigas... Conto nos dedos de uma mão, a quantidade de meninas em quem posso confiar. Já me decepcionei com muitas "amigas", que juravam querer a minha felicidade, mas bastava virar as costas pra torcer pra que eu fosse infeliz. Mulheres falam de coisas fúteis, falam mal de outras mulheres, dos homens, de mais coisas fúteis, de homens e outras mulheres, delas mesmas e do fato de serem o centro do universo.
No final das contas, percebo que amigo homem é o melhor amigo da mulher... Tenho os meus, não são poucos, adoro... e recomendo! Nada melhor do que sentar numa mesa de bar com eles e ver - enquanto a mulherada aposta que estão galinhando por aí - discussões calorosas sobre carros, futebol, tecnologia e as amigas gostosas que eles têm!


19 junho 2010

Patriotismo não é isso


Brasileiro só sabe ser patriota a cada 4 anos. Nem em ano de Jogos Olímpícos ele se esforça tanto pelo país. Se não tiver futebol no meio, brasileiro quer que o país se foda.
Começou outra Copa do Mundo (e eu tô contando os minutos pra isso acabar logo) e, de uma hora pra outra, ficou bonito carregar a bandeira verde-amarela no carro, pintar as unhas nessas cores, vestir a camisa. É muito blá blá blá pra quem, no fundo, não tá nem aí pro país onde mora.
Em dia de jogo todo mundo se mobiliza, sai do trabalho mais cedo, reúne a maior galera, prepara a festa. Mas reclama do país onde mora e não usa o mesmo esforço pra mudar alguma coisa por aqui.
Seria lindo se - mesmo que - de 4 em 4 anos, todo brasileiro parasse em prol do país onde mora. Reunisse os amigos pra juntar roupas e alimentos pra ajudar quem não tem. Se saísse do trabalho mais cedo pra montar uma ONG que ensina analfabetos a ler. Se, ao invés de encher a cara num bar na frente da TV, arregaçasse as mangas pra transformar isso aqui num lugar pra se ter orgulho. E não ser conhecido apenas como o país do futebol.
O Dunga escalou um bando de nego que tá bem de vida e que vai ganhar ainda mais dinheiro, ganhando ou não a Copa. Enquanto a sua vidinha vai continuar a mesma merda depois do mundial. Como torcer pro Brasil se o país pára pra ver um jogo de futebol?
*Só pra constar: ganhei, junto com uma das turmas de alunos que tenho, uma "competição" pra arrecadar roupas pra Campanha do Agasalho. Digo "competição", porque não acredito que ajudar seja competir. Fiz a minha parte, e não fiz mais do que a minha obrigação.

05 junho 2010

I do!


Hoje acordei com uma idéia na cabeça: quero me casar em Las Vegas! Pode parecer piada, eu sei. Mas não é. Na verdade, essa vontade nem é nova, não inclui meu noivo fantasiado de Elvis Presley e nem eu com uma perucona loira à lá Marilyn Monroe. Pra "desespero" da minha mãe, que um dia confessou que gostaria de ver a filha dela entrando na igreja de branco, véu e grinalda, a imagem que eu tenho do dia em que eu disser "sim" é bem mais rock n' roll.

Na verdade, nunca me imaginei casando. Apesar de ser "menina" e, lógico, querer dividir a minha vida com alguém, sempre achei que casamento não era evento. Talvez por isso não me veja "fantasiada" de noiva, cortando o bolo e bebendo champanhe numa festa lotada de gente que, um dia, passou pela minha vida. Deve ser algum distúrbio, ou falta do chip matrimonial no meu sistema, defeito ou excesso de hormônio masculino, que me fazem gostar só da festa de casamento dos outros. E não desejar, em nenhum momento, algo semelhante pra mim.

Sempre disse que trocaria a festa por uma viagem a dois. Afinal, casamento é isso. Coisa a dois. E não algo que precise incluir 200 convidados, bem-casado, padrinhos, damas-de-honra, lembrancinhas, igreja e um álbum de fotos.

Hoje, "surtada", pensei no meu: quero a lua-de-mel antes, uma road trip, que corte alguns dos quase 4 mil quilômetros da Route 66, de moto ou carro, tanto faz. Mas tem que ser no verão, porque quero passar boa parte de shorts e camiseta. Trocar de hotel (ou motel) todas as noites durante o percurso. Jantar na beira da estrada e beber Jack Daniel's. Casar numa dessas chapels de Las Vegas com vestido curto, brindar num cassino e passar a noite de núpcias num Bellagio qualquer.

Sem padre, juiz ou testemunhas. Só passaporte e uma taxa de US$65. Se for assim, exatamente assim... I do!

04 junho 2010

Segredo


É muito triste quando a gente não pode dividir com os outros a própria felicidade. Mas, fazer o quê? Enquanto os outros não aprenderem a controlar a inveja que sentem é assim que a minha banda vai tocar.
Já sou meio fechadona. Não gosto de sair contando as minhas coisas e nem dividir o que penso com todo mundo. Sou mais de ouvir e é assim que vou continuar sendo. Com todos.
Infelizmente, aquele velho ditado - "a inveja tem sono leve" - é verdadeiro. Não dá nem pra cochichar, que ela logo acorda. Se alimentar com detalhes, então... É uma pena que essa inveja toda venha de gente que se diz "amigo". Ao invés de torcer pro seu bem, eles querem exatamente aquilo que você conquistou. Acredito em olho gordo e sei que a macumba de muita gente aí é boa.
Meu santo é forte. Mas não é o Chuck Norris. E pros que torcem pra minha infelicidade, o recado: apesar de não ser nenhum Rambo, meu anjo-da-guarda gosta (e muito) de mim. E vai fazer o que for possível pra que todos aqueles desejos que as pessoas têm (secretamente) por mim, sejam retornados (e em dobro) pros seus respectivos remetentes.
A minha vida, que já era mantida trancada a 7 chaves, agora foi pro cofre!

26 maio 2010

Tô ficando velha...


Semana passada o Pacman comemorou 30 anos! E, não sei se é triste, mas lembro muito bem quando este jogo era o que havia de mais genial. Bom, naquela época, eu só podia jogar video-game no final de semana e quando chovia, porque nos outros dias da semana e de sol, podia ficar na rua, pulando amarelinha ou andando de bicicleta, até escurecer.

Trinta anos... Parece uma eternidade. Na verdade, é. Pra mim, uma vida inteira. Mas não dá pra acreditar em como as coisas mudaram e na velocidade em que isso tem acontecido. O que você aprende hoje, amanhã já não vai servir pra nada. Tudo tem se renovado muito rápido e ainda não consegui perceber se isso é bom ou ruim.

Assim como esse papo de reposição hormonal, vacinas pra tudo e uso excessivo de aparelhos eletrônicos que podem ou não causar danos à saúde, não deu pra notar se tanto avanço vai deixar o povo louco ou não.

Eu sou do tempo em que Orkut não existia. Aliás, a forma mais rápida de trocar mensagens com os amigos era durante as aulas e em bilhetinhos. Os lanches do McDonald's custavam R$4,50 e eram novidade! Meninas de 11 anos ainda acreditavam em Papai Noel e brincavam de boneca, enquanto os meninos de 13 jogavam botão. As novelas mexicanas eram inocentes, existia "Carrossel" e não "Rebeldes". Sou da época em que Plutão ainda era um planeta e as palavras ainda eram acentuadas. As festas de 15 anos não eram eventos e maquiagem era coisa de gente grande. Crianças tinham, no máximo, um Tamagotchi e não celulares. As fotos eram tiradas pra recordarem um momento e não pra lotarem os sites de relacionamento.

O Wii pode até ser bacana, modernão e tal... Mas a época do Atari era muito melhor!

07 maio 2010

Ídolos

"Crianças" de 16 anos deveriam estar na escola. Fato! E só deveriam sair de lá preparadas pra todos os tipos de perguntas. Inclusive as mais fáceis. Não é de se espantar quando lemos piadas sobre respostas absurdas dadas em provas de vestibular ou outros exames, como o Enem. Basta seguir "Perolas do Enem" no Twitter pra ver a criatividade (ou ignorância) das pessoas que se formam no nosso país.

Grande parte dos meus alunos idolatra Justin Bieber, aquele astro "mirim" de 16 anos que se acha tão gangstar quanto 50 Cent (mas que no fundo lembra bastante o filho de Vanilla Ice - Ice Baby). E depois do que vi, passei a entender o motivo de alguns deles limitarem seus conhecimentos a lançamentos de celulares, o iPod da moda ou as festinhas da semana.

Confesso que não senti pena do garoto. E acho mais do que justo que o vídeo em que ele aparece fazendo papel de ridículo num programa de entrevistas seja divulgado da forma como foi. Infelizmente, esta é a juventude que está sendo preparada para comandar o mundo daqui uns anos.

Na entrevista, um apresentador da Nova Zelândia pergunta a Justin - durante um jogo de Verdadeiro ou Falso - se Bieber significa basquete em alemão. Mesmo repetindo 200 vezes e mostrando a ficha pro bonitinho, ele não entende e desconversa, dizendo que na América não falam isso. O ídolo canadense tentou se explicar no Twitter. Deve ter convencido o bando de seguidores, mas não deve passar de ano na escola.

Pois é, tá na hora da criançada desligar o iPod, parar de fingir que ser gente-grande-que-faz-cara-de-mal é legal e estudar um pouco mais. Os meus ídolos eram bem mais inteligentes, talvez por isso a minha geração seja um pouco menos perdida que a atual.