03 março 2011

O outro lado do post anterior


Tá, vai... Confesso. Morar sozinha não é ruim. Se bem que depois do post anterior, duvido que muita gente se animaria a começar essa jornada tão incerta. Mas, tenho que admitir: morar sozinha é do caralh*!

Toda vez que tenho pesadelos, nesses sonhos tô dividindo uma casa - geralmente a minha mesmo - com minha mãe e irmão. Apesar de amá-los demais, de serem minha família, não me imagino morando com eles novamente. Aprendi a gostar de ter o meu espaço, de mandar nele e perder isso é tortura até em sonho. Poder fazer o que quero, na hora que me agrada e do jeito que me faz feliz é a melhor coisa do mundo!

Já faz tempo que não preciso comer todas as verduras que minha mãe escolhia pro jantar... Odeio legumes e essas coisas verdes. Mesmo sentindo falta do arroz e do feijão que ela fazia com tanto amor, posso me entupir de Doritos e Coca Cola quando chego em casa cansada do trabalho, sem paciência pra cozinhar, e não engolir aquele monte de mato só porque era o cardápio do dia.

Aonde você deixa a toalha depois do banho? Morando com os pais, a toalha fica aonde sua mãe quer. Não naquele lugar em que você esqueceu ou que prefere deixar. É lógico que, se você sair de casa e deixá-la largada, quando voltar pode encontrá-la no meio da sala, arrastada pelos fungos ou no mesmo lugar onde deixou, já que ninguém vai pendurá-la pra secar. A vantagem é não ter que ouvir groselha só porque a toalha não estava aonde "deveria" estar, segundo o Imaginário Decreto Mundial do Lugar para Pendurar Toalhas.

Não existe nada melhor do que poder comer no cômodo que mais te agrada. Confesso que, às vezes (mas bem às vezes mesmo), é ruim não ter com quem dividir a mesa do jantar. Mas comer em frente à TV, sem ter que socializar enquanto assiste o programa que mais gosta é impagável. Aliás, quem manda no controle remoto aí na sua casa? Eu tenho 5 e mando em todos eles. No volume, na programação e no lugar onde eu acho que devem ficar.

Já acordou atrasado pro trabalho e quando voltou pra casa depois de um dia do cão ouviu aquele esporro interminável por não ter arrumado a cama? Nem precisa tanto... Já acordou sem o menor saco pra arrumar a cama? Meu quarto, meu armário, minha mesa de trabalho e a pia da cozinha ficam do jeito que eu quero.

Não existe nada melhor do que sair e não precisar ligar pra casa pra avisar que vai chegar um pouco mais tarde, seja lá o motivo que for. Aliás, é constrangedor estar no meio de uma "situação" e parar tudo pra ligar e avisar que não vai dormir em casa. Eu poderia até ligar, mas não tenho nem secretária eletrônica pra pegar o recado. Saio e chego na hora em que eu bem entender e posso trazer pra casa quem me der na telha.

Quando vou ao supermercado, posso parecer - ao mesmo tempo - uma criança de 5 anos enchendo o carrinho de Danoninho, ou um homem de 30 comprando cerveja pro churrasco da vida dele. Optar por miojo no lugar das verduras, comida congelada pra forrar o freezer, latas e latas de leite condensado e muito refrigerante faz a vida de quem não divide nada com ninguém parecer uma festa sem fim. Sim, morar sozinho pode não ser nada saudável, pode ser ainda um pouco solitário e, às vezes, estressante, mas quem manda no seu pedaço é você. E todas as vantagens fazem do post anterior bons conselhos, mas desse aqui a melhor decisão da sua vida!

26 fevereiro 2011

A arte de morar sozinha

Morar sozinho não é pra qualquer um. Apesar de muita gente sonhar com o dia em que vai sair da barra da saia da mamãe, levar isso adiante são outros 500. Aliás, bem mais que R$500! Tem que ser guerreiro, faxineiro, cozinheiro, motorista, administrador, encanador, eletricista e... dos bons!

Muita gente me procura quando pensa no assunto, afinal já tô no ramo dos "solitários" há mais de 10 anos! Conselhos, dicas, toques, histórias... Tenho pra dar e vender. Aliás, quem mora sozinho raramente dá alguma coisa, porque sabe o custo que as coisas passam a ter e a diferença que qualquer uma delas pode fazer no orçamento. Mas, divido as minhas experiências com os interessados. Encorajo os bravos e torço pra que consigam chegar ao final da guerra sãos e salvos.

O que acho mais engraçado nisso tudo é ver nego que - morando com os pais - não consegue chegar no final do mês com o saldo positivo na conta pensando em sair de casa. Posso não ser forte o suficiente pra tocar o pneu do meu carro, mas sou esperta o bastante pra ter uma grana guardada pra emergências como essas. E, com o tempo, aprendi a me virar melhor do que esse pessoal que acha que preparar o próprio miojo é o ápice da independência: mesmo tendo o telefone de encanadores e eletricistas, sei trocar chuveiro e as lâmpadas queimadas sem fazer disso o drama da minha vida.

Morar sozinha é abrir mão, muitas vezes, da viagem com os amigos num final de semana prolongado, um jantar num restaurante mais bacaninha perto do fim do mês ou daquele vestido lindo que tanto queria pra poder dar conta... das contas! E mandar nego se foder quando achar isso ruim, porque só você sabe o preço que a independência tem.

Enquanto você tá na casa do papai e da mamãe nem imagina como o pacote da sua bolacha preferida chegou à despensa da cozinha e nem o custo que isso teve. Nem imagina quanto do salário dos seus pais é gasto com o papel higiênico que limpa a sua bunda ou com o sambão em pó que deixa a sua roupa cheirosa. Porque a sua maior preocupação é torrar toda a sua mesada na balada da moda.

Pra morar sozinho é preciso ser meio Chuck Norris. E isso, acredite, não é exagero. É muito bom chegar em casa e não ter que dar satisfação da hora, de onde ou com quem estava. Mas isso tem seu preço: também não tem com quem dividir o condomínio, o aluguel (pros que não tem a sorte que tenho de já ter a minha casa própria), a luz, a água, o telefone, o celular, o supermercado, a farmácia, o plano de saúde e todos os gastos que dão custo à sua independência. Que não são poucos e nem baratos. Ser independente não é ter seu carro e conseguir pagar o seguro e a gasolina. Querido, ser independente é conseguir bancar isso... também!

Seus passeios são trocados por faxinas. O horário da novela ou do filme que tanto queria assistir passa a ser o único momento que tem pra cozinhar depois de um dia cansativo no trabalho. A voltinha no shopping com as amigas são susbtituídas por idas ao supermercado. E o happy hour... pela reunião de condomínio.

Sair da casa dos pais é como ir pra guerra. Poucos sobrevivem. Outros voltam mais cedo da batalha pro ninho de onde saíram antes mesmo do primeiro confronto terminar. Tem quem, como eu, encara as lutas (diárias) sem desistir no meio do caminho. Pra esses, o meu respeito. Vá até a sua geladeira, pegue aquela cerveja que você comprou sem a ajuda da mamãe e... brindemos!

25 fevereiro 2011

Então, tchau!


É muito estranho quando alguma coisa acaba ou não dá certo. Eu, pelo menos, me revolto um pouco. Insisto até o meu limite pra que isso não aconteça. Tento, dou chance, tento mais um pouco... Mas custa admitir que acabou. Fico sempre perguntando o "porquê", penso se fiz algo de errado, se poderia ter sido diferente, se seria diferente... Levo um tempo pra digerir. Insisto tanto que esqueço de aceitar o fim.
Muitas vezes, chego a achar que não é justo. Que Deus tá me sacaneando, me testanto, vendo qual é o meu limite, pra ver se eu aguento mesmo o tranco. Chego a achar que Ele não joga no meu time. Que não gosta de mim... Mas quando passa essa revolta vejo que, no fundo, o cara lá me ama e é meu fã. Quer que as coisas dêem certo na minha vida. Torce pra que eu seja feliz. Extremamente feliz, aliás, porque sabe que não me contento com pouco. Quer que eu encontre pessoas que realmente apreciam a minha presença, que valorizam o que sou e que gostam de mim. Que não mediriam esforços pra me agradar e mostar o quanto sou importante. Quer, ainda, que eu tenha as melhores oportunidades e que aprenda todas as lições que tem pra me ensinar. Nem que, no meio da aula, eu tenha que penar um pouco...
Quando alguma coisa não dá certo na nossa vida a tendência que temos é achar que não temos sorte, diferentemente dos outros. Quando, na verdade, somos as pessoas mais sortudas do mundo. Se algo não dá certo é porque outras tantas coisas boas estão por vir. E precisamos estar com o caminho limpo pra poder recebê-las ou mesmo perceber que elas existem. Deus não nos tira algo sem que dê um presente melhor logo em seguida.
Tudo bem que, muitas vezes, o jeito que Ele tem de ensinar é duro e machuca. Mas se fosse diferente, jamais aprenderíamos a lição. Cada coisa que Ele tira do nosso caminho, cada pessoa que Ele leva embora, na verdade, nunca mereceu estar lá. Não era mesmo pra dar certo, mas sim mostrar que o que vem pela frente é muito melhor. Resta saber entender isso, aceitar e estar pronto pro que nos está reservado. Perder tempo com quem não vale a pena, com coisas que roubam a nossa energia, só atrasa a vida e empata a chance de começar e investir naqueles e naquilo que vai nos fazer felizes de verdade.

12 fevereiro 2011

A louca


Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. Seria bom se essa medida fosse balanceada, meio a meio. Ser 100% sano nem deve ser saudável. Isso deve levar à loucura. Mas tem gente que exagera no lado esquizofrênico dessa teoria. E é louco ao quadrado.

Somado à isso tem quem tenha pouco amor próprio. Ou aqueles que não têm a menor idéia do que seja isso. Junta com a loucura, use a sua imaginação e conclua quão louco certos seres humanos podem ser.

Gente normal, como eu - provavelmente, como você -, precisa ser de tudo um pouco: louco, psicólogo, sano, vítima e assassino. Mas não necessariamente executar, na real, cada um desses papéis. Eles são metafóricos, imaginários. E servem pra que possamos levar a vida numa boa, sem enlouquecer.
Já conheci muita gente doida. Maluca de verdade. E cada vez mais tenho a certeza de quão sana e normal eu sou. O que faz com que me mantenha numa boa em convívio com a sociedade. Mas, coloque "homem" no meio de uma história. Deixe ela mal resolvida. E junte à isso, uma louca.
Devo ser muito ocupada (e normal) pra achar certas coisas inaceitáveis: criar um perfil falso em sites de relacionamento pra investigar e atacar, por exemplo... É normal? É claro que não! Enfim... Sei que muita gente lê isso aqui. Fico super feliz, mas usar meu blog pra se aproximar e me meter no meio da sua loucura, desculpe, não é nada saudável. Quem faz isso precisa de, no mínimo, ajuda psiquiátrica e remédios tarja preta.
Não é a primeira vez que isso acontece comigo. O lado bom disso é que, cada vez mais, as pessoas vêem o quanto sou diferente de certos tipos que existem por aí e gostam de mim por causa disso. Loucura é bom. Dentro de quatro paredes. Junto com os amigos. Pra experimentar algo novo na vida. Pra refrescar a cabeça de tanta sanidade. Mas loucura tem limite... E quando não souber controlar a sua, não tente invadir o espaço dos outros, achando que eles são tão doidos quanto você. Se você não sabe lidar com certas coisas, procure ajuda médica e não alguém pra descontar a sua raiva e frustração.
Eu, por exemplo, vou sempre agir da forma mais sana possível em casos como esse. Pois é isso o que sou: normal!

04 dezembro 2010

Lições aprendidas em 2010

Todo ano faço uma espécie de "revisão" do meu ano no final dele. Mas, desta vez, resolvi fazer diferente. Ao longo dele, fiz anotações de coisas importantes pra ver se, no final, aprendi ou não certas lições. Tive, no mínimo, 365 aulas. Ou chances de aprender algo novo. Algumas delas se repetiram. Se errei na primeira, poderia consertar na segunda vez. É claro que esqueci de algumas, o ano é longo, né?

1 - Não fazer dos outros prioridade - Não dá pra agradar os outros e deixar de fazer aquilo que você gosta. Tentei agradar menos os que estão a minha volta e me agradar mais. Afinal, eles não valorizam mesmo a atenção que recebem, o que me deixa ainda mais frustrada na convivência com certos tipos de seres humanos.

2 - Não reclamar de dores ou imperfeições - Esse ano vi um cara jogar beach tennis. Até aí, tudo bem. O fato é que ele não tinha uma perna e jogava melhor do que eu, feliz da vida.

3 - Comemorar todos os aniversários como se fosse o último - Fui a uma festa, da Dona Esmeralda (lá de Santos), de bico mesmo. A velhinha estava fazendo trocentos anos e deu uma festona daquelas, parecida com a festa de 15 anos que fui de uma aluna minha agora no final do ano. As duas tem uma diferença de mais de 70 anos e comemoraram da mesma forma.

4 - Podemos aprender com os mais novos - Coisas boas e ruins. Conheci pequenos que me mostraram os dois lados. Não importa a idade, eles podem ser bonzinhos, mas também ter a maldade de pessoas bem maduras.

5 - As melhores coisas da vida são de graça - Como ver o sol nascer na estrada, a caminho da praia, por exemplo, num feriado prolongado.

6 - Não acreditar em "eu te amo" - Nem todos são de coração. Os que realmente dizem do fundo da alma acabam pagando por aqueles que mentem.

7 - Considerar mudanças - Elas podem não acontecer, por escolha sua ou do destino mesmo, mas considerar - as grandes ou pequenas - já é um grande passo quando algo não agrada mais.

8 - Algumas amizades são mais fortes do que a distância - Não importa quão longe um amigo pode estar. Ele sabe quando algo não vai bem e sempre encontra uma maneira de estar por perto.

9 - Mostrar o que sente - Esta é uma lição que ainda estou aprendendo a ter melhor controle sobre... Infelizmente, algumas pessoas não apreciam, não sabem o que fazer ou não são como a gente. Mas mostrar o que se sente é bom. Dá uma sensação de "missão cumprida". Guardar algo por orgulho, porque faz parte do jogo, porque os outros podem pensar isso ou aquilo é muito ruim. Já imaginou morrer com isso?

10 - A inveja é uma merda! - Algumas pessoas são tão invejosas que são incapazes de torcer pela sua felicidade. Querem ver você se fodendo a todo custo. Não conseguem te ver feliz. Incomoda. Infelizmente, tem gente assim...

11 - Tentar outra vez - E sem medo de ser feliz. Não importa se você vai quebrar a cara lá na frente. E, geralmente, é isso o que acontece mesmo. Mas se você não tentar, não vai saber. E o mais divertido da vida é o durante e não o final.

12 - Falar menos - Às vezes, é bom guardar as coisas, bem guardadas. Os outros não precisam saber de absolutamente tudo.

13 - Ter paciência - Odeio esperar, mas às vezes é preciso.

14 - Lidar com o mau humor alheio - Aprendi. Mas as pessoas que convivem comigo, não. Elas também ainda não aprenderam a lidar com o meu tipo de humor, bom ou mau. Nem todos são abertos a piadas inteligentes ou inteligentes o suficiente pra entender certos tipos de piada. Como resposta, fecham a cara. Azar o delas. As rugas são lhes cair como uma luva!

15 - Lidar com mudanças de idéias - E respeitá-las. É minha opção aceitá-las ou não. Mas as pessoas tem o direito de mudar e aprender a respeitar o que sentem faz parte do processo.

16 - Estou mesmo sozinha - E tenho que aceitar isso. Muitas vezes, ou na maioria delas, tenho que resolver tudo sem a ajuda dos outros. Realmente, não é possível contar com eles quando mais preciso.

17 - Respeitar o meu tempo - Eu aprendo e reaprendo isso todos os anos. Alguns são mais intensos do que outros. Mas eu já sei que certas coisas vão passar, que nem todos os dias são cor-de-rosa e que a saída é esperar a coisa passar. Eu aprendi isso. Os outros ainda não aprenderam a respeitar isso... Lição pra eles pra 2011.

18 - A loucura alheia - Louco é o que mais tem por aí e como incomodam. Cabe a nós alimentar a loucura deles, cair no jogo que fazem ou, simplesmente... ignorar!

19 - O trabalho duro compensa - Mesmo que os elogios não apareçam diariamente, que se passe noites em claro trabalhando como retardado... No final, compensa. Fui promovida no final deste ano depois de um ano do cão. Infelizmente isso significa que a pessoa com quem mais aprendi não vai estar por perto.

20 - O poder muda as pessoas - E mostra o quão invejosas certas pessoas podem ser. Certas pessoas mudam quando assumem o poder. Outras mudam quando o poder está na mão dos outros, porque não aceitam que, de alguma forma, não fizeram o bastante pra merecer estar lá. É aí que as conhecemos de verdade.
E, se eu fosse você, escutaria If Today Was Your Last Day, do Nickelback. Música cheia de lições pro ano que já, já está aí...

01 dezembro 2010

Cadê?



Essa semana foi divulgado o resultado daquela pesquisa do IBGE, o Censo 2010. Desta vez, pela primeira na vida, participei. Virei estatística respondendo às perguntas mais toscas que se pode imaginar. Mas, nem todo mundo foi questionado. Sim, algumas pessoas ficaram de fora. O presidente do IBGE, só pra citar um exemplo, não foi entrevistado. O que me anima um pouco...


Bem, descobriram que no país há quase 4 milhões de mulheres a mais, sobrando, avulsas, sem uma tampa pra sua panela, sem um homem pra chamar de seu. O mais triste é que, algumas delas, jamais vão mesmo encontrar a metade da sua laranja já que são a maioria da população brasileira.


Já é difícil encontrar alguém interessante, saber que falta homem, estatisticamente falando, pode soar ainda mais desesperador pras desesperadas. Segundo o Censo, existem 100 mulheres pra cada 93 homens (se pensar bem, a proporção nem é tão alarmante assim). Não sei na sua horta, mas na minha a proporção de água costuma ser inversa. Sobra! O problema é que a qualidade da água não é lá muito boa. Pois bem, além de enfrentar a escassez de homens, a concorrência e todos os outros obstáculos, algumas aí precisam aceitar a baixa qualidade do produto.


Por isso, não entendi o motivo dos homens comemorarem tanto tal resultado. Sinceramente, não vejo razão pra isso. Se eles fossem realmente necessários, ainda vai... Mas, a maioria dos mocinhos não consegue dar conta da mulher que tem em casa e ainda festeja a possibilidade de sair com a parte do Censo a que julga ter direito.


Mulheres interessantes não pegam o primeiro que aparece e, muito menos ligam pra pesquisas como esta, quanto mais pro resultado que apresentam. Elas sabem que existem outras muitas maneiras de se sentirem "completas", caso a tampa da panela já esteja cobrindo uma frigideira. Mulheres que precisam de homens são aquelas que acabam com o primeiro traste que encontram só pra contrariar o IBGE.


Sinceramente, muitas vezes, prefiro fazer parte da maioria que sobra. Se gostasse de dividir homem, estaria na Arábia, onde a poligamia é aceita. Apesar do resultado do Censo não ser lá muito animador, solteira posso viajar sozinha pra países onde os homens sabem como tratar uma mulher.

19 novembro 2010

Ao topo e avante!

Já dizia o AC/DC - uma das minhas bandas preferidas, e uma música que ouvi muito essa semana: It's a long way to the top if you wanna rock n' roll. E eu digo: com certeza! Chegar ao topo não é fácil... Aliás, não é pra qualquer um. Muitos querem, passam a vida focados nisso e não chegam nem na metade do caminho. E, pra piorar, passam o percurso inteiro reclamando ou fazendo corpo mole.

Essa semana recebi uma notícia triste e outra feliz. A triste é que minha coordenadora vai embora... A feliz é que ela me indicou pra assumir o lugar dela: a coordenação! Cada vez que penso nisso, nessa nova função que me aguarda em 2011, me dá uma sensação estranha: quero que chegue logo, pra arregaçar as mangas e mostrar que sou capaz, mas também sei que tenho muito o que aprender até lá. Desafios dão um frio na barriga, mas sem eles, não há razão pra seguir em frente.

2010 não foi um ano fácil pra mim. Trabalhei muito. Ganhei 40 alunos, 7 turmas e muitos pepinos deixados por professores antigos. Muitas vezes tive que abrir mão das minhas noites pra dar conta do trabalho que não conseguia terminar na escola, porque era (realmente) humanamente impossível. Não pude ver de perto minha sobrinha pular dos 3 pros 14kg, ou passar o final de semana na praia jogando beach tennis e tomando sol. Sou responsável ao extremo (e não devo mudar...), então - neste ano que tá quase acabando - troquei a vida social pela profissional, enquanto alguns por aí reclamavam quando precisavam passar um dia da semana com o horário de almoço reduzido pra poder entregar uma coisa ou outra no prazo.

Apesar dos 40 alunos me enlouquecerem, do trabalho ser exaustivo muitas vezes, de ser difícil levantar às segundas-feiras de manhã e encarar outra semana com 60 horas de trabalho, em nenhum momento desejei tomar o lugar da minha coordenadora. Aliás, jamais cheguei a pensar que um dia ocuparia essa função. Estava feliz com o reconhecimento que recebia e, mesmo assim, não corrigia quase 150 gráficos por dia pensando no "good job" que poderia ouvir no corredor.

Por isso, fiquei surpresa quando soube que teria sido indicada pra assumir uma posição tão importante dentro da escola onde trabalho - coordenar a equipe de professores e todas as atividades de lá. Sempre fiz o meu papel, o que era esperado de mim e um pouco mais, porque não me sentia bem quando fazia menos.

Acho que o segredo pra se chegar lá é fazer a sua parte, da melhor forma possível. E não fazer o que tem que ser feito pensando onde se pode chegar. Eu discordo dessas frases de auto-ajuda que dizem o contrário, que insistem que as pessoas precisam ter um foco pra saber onde se quer ir. As surpresas que aparecem no meio do caminho são impagáveis. E, dessa forma, se chega muito mais longe. Quem estabelece uma meta e faz de tudo pra conseguir alcançá-la é aquele tipo de pessoa que conta os centavos pelas horas trabalhadas e não chega a lugar nenhum, se frustra no meio do caminho e torce pelo insucesso daqueles que só fizeram a sua parte na jornada.

07 novembro 2010

Psiuuuuuu, caralho!!



Nunca fui a uma rave. Nunquinha nessa vida. Apesar de, quando mais nova, desejar - por algumas (poucas, pouquíssimas) vezes ver qual era a da balada. Eu gosto de rock, mas acho que - em algum momento da minha vida - devo ter jogado pro universo essa vontade momentânea de querer experimentar essas festas que começam às 17h de um sábado e terminam às 8h de um domingo.

Não dizem que quando você joga alguma coisa pro universo ele te entrega de presente? Pois é... São quase 2h30 da manhã de sábado e, a 3 quilômetros de casa, na Chácara do Jockey, está rolando uma rave desde as 17h de ontem. Até aí, tudo bem... Começou cedo. Nesse meio tempo, saí de casa, fui ao mercado, voltei, tomei um banho, enrolei um pouquinho, fui jantar num japonês com a minha irmã, voltei pra casa tarde, assisti UFC na TV, surfei na internet e... descobri que o barulho que me incomodava desde cedo só estaria previsto pra acabar as 8h da manhã de hoje (sim, porque já é domingo!). Ou seja, quem ler este post e quiser vir pra uma rave, tenho cerveja na geladeira e DJs internacionais tocando de graça dentro da minha casa.

Se abrir a janela, além da brisa, também teremos o som com mais potência. Grave... Como minha mãe diz, bate-estaca! Sim, agora entendo o que ela quer dizer com essa expressão, a tal da "bate-estaca"... Posso até gostar um pouquinho de música eletrônica (por favor, Universo, não use isso contra mim outra vez!!), mas sem estar na balada fica meio fora de contexto.

Adoro São Paulo. Aqui as coisas funcionam 24 horas. E hoje, mais do que nunca, descobri que isso é uma grande verdade! Entregam a missa de domingo na sua casa se você pedir um delivery... Mas essa rave, até onde me lembro, não foi encomendada pro único dia que posso dormir tranquila.

O mais engraçado é que o Psiu já interrompeu muitas das baladas que fui, bem mais silenciosas do que esta aqui do lado de casa, mas hoje resolveu me deixar na mão! O espírito de tia velha baixou em mim à 1h da manhã, quando tive que aumentar o volume da minha televisão pro máximo pra poder entender o que estava assistindo. Liguei 156 pra fazer uma denúncia, mas - pra minha surpresa - eles não podem fazer nada! Assim como absolutamente tudo nesse país, um pedido estará sendo encaminhado pro órgão responsável que estará verificando a veracidade de sua denúncia, e estará tentando resolver o problema dentro de alguns dias...

O nome Psiu deveria ser alterado. Na minha modesta opinião, pra Blá Blá Blá. Eu até comentei que eles teriam prazo suficiente pra verificar a veracidade, já que o evento vai rolar até as 8h da manhã. Mas, acredite, neste caso, pra acabar com a festa, eu teria que ligar pra polícia. Polícia, de acordo com o meu conhecimento, também modesto, serve pra resolver crimes, prender ladrões, proteger a cidade do mal. Certo? E o Psiu pra calar a boca de quem fala acima de 50 decibéis. Ledo engano. Hoje algum bandido sortudo vai poder fazer o que quiser, enquanto a polícia tenta baixar o volume da balada infinita.

No final da ligação, a mocinha, coitada, toda atenciosa, me desejou "boa noite". A-ham... Durma, então, com um barulho desses!

02 novembro 2010

Simples assim...


Outro dia, no começo de uma das minhas aulas, um aluno de 15 anos me fez o seguinte elogio:
- Teacher, sei que vai soar gay, mas gostei da cor do seu esmalte.
Fiquei contente. Como um garoto de 15 anos notaria a cor do meu esmalte se o cara com quem saio há 6 meses não percebeu que cortei e tingi as pontas dos meu cabelo de loiro? Na hora, as meninas da turma dele, lançaram a pergunta:
- Mas que cor é essa?
Sem pensar duas vezes, o garotão respondeu:
- Ué, é rosa. 'Cês não tão vendo?!
Óbvio que era rosa. O menino tava certo... O que ele não sabia, apesar da delicadeza dele em notar que eu estava com as unhas pintadas, é que pras mulheres o universo das cores não se resume a verde, amarelo, azul, vermelho, laranja, rosa, roxo, branco e preto. E isso vale pra tudo o que seja do interesse feminino. Esmaltes têm nomes e sobrenomes. O rosa em questão não era rosa, apesar de parecer. Na verdade, é, mas leva o nome de Charminho Lilás. Só pra confundir ainda mais a cabeça dos coitados. E isso vale pra tudo.
Bolsa, sapato, saia, blusa, blusinha, camisa, camiseta, brinco, pulseira, colar, vestido... Um pretinho nunca é básico. Pra seguir o que falam é necessário mais do que um GPS. Nem Google consegue achar o que elas comentam, falam ou discutem. As mulheres são complexas e, talvez, por este motivo, muitos homens tenham desistido de conversar com elas, preferindo ir direto aos finalmentes...

01 novembro 2010

Fodeu!

Vamos dar as mãos e dizer todos juntos Dilmavez... Fodeu! Como mulher, deveria sentir orgulho de morar num país que, a partir de janeiro do ano que vem, será comandado por uma também. Mas só de pensar que o próximo ano começa com a Dilma petista assumindo o poder, me dá vontade de contratar um coyote mexicano, fazer as malas e tentar a sorte na fronteira com os Estados Unidos, nem que seja pra ir nadando de Cuba à Flórida. Deve ser mais fácil entrar ilegalmente num país como aquele a morar nesse aqui, legalmente, com essa guerrilheira governando.

O que mais me assusta, por enquanto, é saber que quase 22% da população não votou. Não por falta de oportunidade, mas por preferir "aproveitar" o feriado viajando. Juro, se eu fosse um deles, teria vergonha de atualizar meu status no Facebook ou Twitter com algo do tipo: "Uhuuu, a praia tá demais hoje!", dar entrevista a um jornal e posar sorridente pra foto, como se a votação fosse pra escolher o próximo síndico do condomínio. Vamos combinar: 22% é muita gente! Eu, que fiquei em São Paulo, minha zona eleitoral, vou ter que engolir, pelos próximos 4 anos, a escolha daqueles que - apesar da baixa instrução - preferiram manifestar sua opinião política a ir pro Piscinão de Ramos mais próximo aproveitar o feriado chuvoso.

Daí, me pergunto: será que a minoria alfabetizada do país onde moro é mesmo inteligente? Questiono o Q.I. da população do Sul e Sudeste, que criticou tanto a escolha de Tiririca como deputado federal.

É bom que os paulistanos tenham aproveitado bastante os 4 dias de folga (como se daqui 15 dias não fossemos ter outro final de semana prolongado). Nos próximos 4 anos teremos que trabalhar muito pra bancar o Bolsa miséria pago às famílias dos nordestinos, bancado pela parte mais rica do país, a nossa. Enquanto você vira a noite trabalhando, achando que tá enriquecendo, o governo usa 6 meses do seu salário pra ajudar os 12 milhões de famílias pobres que trabalham bem menos do que você, dando a eles até R$200 mensais.

Bela escolha, hein, paulistanos... Eu deveria cobrar de cada um os meus R$2.400 a que tenho direito, pelos próximos 4 anos.