12 maio 2013

É f... ser f...

Seja você mesma!
Já tive uma "amiga" invejosa. As aspas foram colocadas depois da confissão dela que dizia, pro meu espanto, querer ter a vida e as coisas que eu tinha. Nem preciso dizer que a amizade acabou ali, mesmo com tanta sinceridade por parte dela...Mas existe uma coisa pior do que o inimigo: o invejoso, porque ele não quer o que você tem, ele quer o que é seu.

Sempre acreditei que amigo de verdade era aquele que, independente dos altos e baixos, torcia pra você se dar bem. Quem quer ver você se fuder, não pode ser amigo, desses você pode esperar qualquer coisa. E, naquela época, era incrível como absolutamente nada na minha vida dava certo, nada ia pra frente e comecei a me deprimir. Foi dar um basta pras coisas voltarem ao eixo. Sim, é preciso se distanciar de gente assim e daquelas que estão próximas à elas, pra se livrar de tanto mal, principalmente quando não se é igual a elas.

Nunca achei que fosse o centro das atenções. Não me vejo assim, capaz de despertar a inveja nos outros... Sou baixinha e, às vezes, me acho comum. Nunca me achei descolada, apesar de ter sido popular na escola. Mas, é impressionante: onde quer que eu vá  atraio olhares e, mesmo sem nenhum esforço, não consigo passar despercebida. As pessoas lembram meu nome e guardam a minha fisionomia.

Vou falar: não é fácil ser foda. Não mesmo... Ser bonita, estudada, gostosa, educada, inteligente, interessante, independente, evoluída, saber o que se quer e ter tudo aquilo de que se precisa não é pra qualquer uma. Tem que ser muito foda. Não só por isso, mas por ter que aprender a lidar com aquelas que gostariam de estar no seu lugar. E sim, desta vez o post é direcionado à elas. Porque não se tem notícia de homem invejoso... Mas mulher que arrancaria os seus cabelos só porque o seu é bom e o dela precisa de chapinha, cor e tratamento, essa sim, tem de monte. Só elas (algumas) são capazes de cultivar este sentimento tão pequeno e inútil de maneira tão intensa.

Este não é um post de auto-bajulação ou escrito pra diminuir ninguém, longe de mim precisar colocar os outros pra baixo pra me sentir melhor. Eu sei o que sou. Conheço meu valor. Tenho consciência de qual é o meu lugar. Mas, confesso: acho que queria ser - só um diazinho - feia e mal-amada como elas, só pra saber como é. Infelizmente, as coisas não funcionam assim. Não dá pra tentar ser aquilo que não se é. Ainda mais quando se é feliz e grata com o que já se tem. Ninguém tem mais do que merece. Eu acredito em karma e que cada um tem o seu.

Talvez o segredo pra ser foda seja um só: quanto mais você tenta ser aquilo que não é, mais infeliz você será. Ninguém nasceu pra ser cópia. Todos somos originais, então pra que tentar ser algo que você não tem capacidade pra ser, não é?

11 maio 2013

NEWS!!!

Já fazia tempo que eu pensava em mudar alguma coisa aqui. O blog existe desde 2007, com o mesmo nome, mas - apesar de ser apaixonada pelo que venho criando desde então - não era lá o que eu queria. Então, mudei! Acho que agora tá de acordo com o que escrevo.

Aproveitei pra responder alguns comentários deixados. E vou aproveitar pra mandar um "hello" pros gringos que passaram por aqui esta semana!

09 maio 2013

Filhos S/A

  Dar à luz um filho não torna nenhuma mulher “mãe”. Aliás, qualquer mulher, por um descuido, pode engravidar e, nove meses depois, ser classificada como tal. Até as menos capazes. Se parar pra pensar, nem os bichos se reproduzem assim.

Daí, você – que é mãe e não me conhece – vem e pergunta: o que você sabe sobre ser mãe se não tem filhos? E de novo vou ter que usar aquele meu velho discurso: você não me conhece o suficiente pra tirar este tipo de conclusões, não sabe do meu passado e nem o que vivo e vejo no presente. Mas posso te garantir que tenho argumentos suficientes pra começar este post exatamente assim.

Desde o começo dos tempos, mãe é mãe 52 semanas por ano, 7 dias por semana, 24 horas por dia. Este turno não aumentou e nem diminuiu com a criação de emendas ou leis. Sempre foi assim. E até eu, que não sou mãe, sei. Colocar um filho no mundo é uma responsabilidade que eu, na minha atual posição, posso apenas imaginar. Mas se uma mulher topou o desafio, ela tem que ser MÃE, daquelas que todo mundo gostaria de ter e com orgulho. Filho não é acessório e nem brinquedo. Não é fonte de renda e nem objeto de negociações. Não dá pra desistir dele quando perder a graça e nem colocar nele toda a culpa das suas frustrações.

Colocar crianças no mundo é fácil, como disse lá no começo, até bicho põe. Tirar vantagem delas é cruel. Não ter paciência pra educa-los é desumano. Tirar-lhes o direito de frequentar escolas é crime. Sopinhas Nestlè e Sustagem não proporcional a nutrição ideal. Ninguém aqui nasceu de chocadeira. Crianças precisam de exemplos em casa, boas referências, educação, carinho e muita paciência.

O Dia das Mães está aí. E acho triste saber que algumas vão ganhar presentes só porque a data praticamente impõe isso aos filhos. Tenho certeza que há muitas mulheres com motivos de sobra pra comemorar, já outras sabemos bem como podemos nos referir aos filhos delas...

Um beijo pra minha mãe, a quem tenho uma admiração sem tamanho, porque é um grande exemplo. Essa, mesmo sozinha, nunca me deixou faltar nada, de amor ao material, e ainda teve tempo pra me transformar na mulher que sou hoje, capaz de respeitar os filhos que não são meus. E um abraço grande às mais de 100 mães, que confiam seus filhos a mim, todos os dias.

07 maio 2013

Abrir mão pra seguir em frente

Posso não ter vivido muito ainda, ou parecer imatura aos olhos de alguns. Mas se tem uma coisa que faço bem é tirar uma lição de cada coisa, por menor que seja, que acontece comigo ou na minha vida. Uma delas foi a não olhar pra trás porque não é pra lá que quero voltar.

Pois bem, sou do time daqueles que andam pra frente, porque é este o sentido da vida. Mesmo quando há algo que me prende lá atrás, paro. Mas depois, dou um passo e todos os seguintes seguem o mesmo rumo: pra frente!

Difícil? Nem um pouquinho. Depois de alguns anos de prática a caminhada fica cada vez mais fácil. Quer ajuda?  Aqui vai mais uma das minhas listas - 10 COISAS DAS QUAIS VOCÊ DEVE ABRIR MÃO PRA PODER SEGUIR EM FRENTE:

1. Deixar a opinião dos outros controlar a sua vida - pare de ligar pro que falam. Não é o que dizem que conta, mas o que você mesmo pensa de você que vale. Você tem que fazer exatamente aquilo que é melhor pra você e pra sua vida, e não aquilo que os outros acham que é certo. Eles pagam suas contas? Você deve satisfação a eles? Então cague e ande pro que comentam, falam, dizem, acham ou pensam.

2. A vergonha de derrotas passadas - seu passado não tem nada a ver com o que vai acontecer no futuro. O que importa é o que você faz agora. Dá pra consertar o passado? Não... Infelizmente o tempo não volta. Então, deixe ele pra trás e comece a focar no que vem pela frente.

3. Ser indeciso com aquilo que quer - você nunca vai sair de onde está até decidir pra onder quer ir. Decida o que quer da vida e depois vá atrás disso, como se fosse morrer amanhã. Não tem nada pior pra atrasar a vida do que ficar em cima do muro, indeciso, vendo a banda passar.

4. Adiar aquilo que importa pra você - há duas escolhas importantes na vida: aceitar as coisas como são ou encarar a responsabilidade de mudá-las. A melhor época pra se plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor época pra se fazer exatamente a mesma coisa é... agora!

5. Escolher não fazer nada - você não pode escolher quando e como vai morrer (a menos que decida amanhã dar um tiro na cabeça...), mas você pode escolher como vai viver hoje. Todos os dias recebemos uma nova chance pra fazer escolhas. Tenha certeza de que está fazendo a escolha certa.

6. Essa sua vontade de querer estar certo - siga o sucesso, lógico, mas não deixe de lado seu direito de querer fazer merda também. Quando você age querendo estar certo o tempo todo, além de se tornar um chato, você se fecha pro aprendizado. Ninguém precisa ter razão o tempo todo, errar faz parte do crescimento.

7. Fugir de problemas que precisam ser resolvidos - pára! Encare os fatos e resolva os problemas. Tudo tem solução. TUDO! Cabe a nós encontrá-las. Dá trabalho resolver? Pode ser caro? Demorar? Sim, sim e sim. Mas é um problema. E se incomoda a ponto de ser um "problema", resolva.

8. Criar desculpas ao invés de tomar decisões - a maior parte das derrotas é resultado da atitude de pessoas que passam mais tempo inventando desculpas do que pensando e tomando decisões. A criatividade usada pra uma pode (e deve!) ser convertida pra outra.

9. Ignorar os pontos positivos da sua vida - o que você vê depende diretamente daquilo que você procura. Vai ser difícil ser feliz ou encontrar a felicidade se você não é grato pelo que já tem na sua vida. Ingratidão é o passo mais curto pra infelicidade. Claro que nem tudo são flores, mas - concorde - nem sempre é tudo uma grande porcaria.

10. Não apreciar o agora - muitas vezes, enquanto estamos tentando conquistar algo grande, não nos damos conta das coisas pequenas e legais que acontecem no caminho. Saber olhar a volta e  reconhecê-las torna o processo bem mais agradável.

Se a sua vida não vai pra frente, aqui vai a dica: leia a lista mais uma vez, e mais uma, e outra mais... Até memorizar cada item. Quem sabe, né? Abrir mão de velhos hábitos e manias não é fácil, eu sei. Mas pratique o desapego, principalmente da teimosia... Não levamos nada da vida mesmo, então pra que prender-se naquilo que não te leva a lugar nenhum?

06 maio 2013

Infratores Jr.

Muito tem sido falado na redução da maioridade penal aqui no Brasil. Principalmente agora que boa parte dos crimes tem sido cometidos por adolescentes que teriam idade apenas pra brincar de bandido e ladrão. Enquanto na Índia uma criança de 7 anos pode ser mandada pra cadeia depois de um delito, aqui no Brasil - o país da Copa - antes dos 18, nego pode fazer o que quiser, porque sabe que não vai pagar.

Impunidade não é apenas a palavra-chave dessa estatística triste que anda levando cada vez mais crianças pro mundo do crime. Acredito que, se um adolescente de 16 tem poder de voto porque já tem consciência política (segundo acreditam...), ele já tem capacidade também de saber que matar alguém é errado. Ou não?

Se por um lado a impunidade é o que impera, por outro acredito que o que falta é educação. Não adianta reduzir a maioridade se ainda falta punho dos pais, em casa, pra colocar uma criança no lugar.

Indisciplina é um dos fatores que mais estorvam o convívio de qualidade. E suas causas são diversas, mas em geral a culpa é da ausência da intervenção familiar, do "não". A falta de limites na educação que deveria ser dada em casa tem sido o bordão utilizado por especialistas de diversas áreas pra explicar o comportamento incivilizado, transgressor e violento dos jovens de hoje em dia. O centro das famílias passou a ser lugar ocupado pelos filhos e, por isso, os pais priorizam o que eles fazem. Calam-se quando eles falam e não chamam a atenção quando eles tomam atitudes inadequadas na frente dos outros, com medo de frustrá-los. Mais do que deixar de colocar limites, muitos pais acatam o comportamento dos filhos. A consequência pra tanta permissividade e liberdade está aí.

Cada vez menos as famílias se reúnem pra uma refeição ou pra compartilhar algo juntos e conversar. Cada indivíduo tem vida própria e o individual superou o coletivo também no interior da família. Resultado: crianças e adolescentes cada vez mais sem referências e limites, fazendo com que o resto da sociedade se questione se vale a pena ou não mandar um menor pra trás das grades antes da festinha de 18 anos.

Sou a favor da redução, sem dúvida. O mundo de hoje tá mudado e, com tanto acesso à informação, as crianças de 16 não são como as de antigamente. Mas também acho que um pouco de educação, antes de jogar a culpa nos delinquentes, cairia muito bem... E, se temos dinheiro pra investir num campeonato de futebol, não deve estar faltando tanto assim pra educar a garotada.

05 maio 2013

Opinião anônima não me interessa

Todo mundo ama dar opinião. Palpitar no que é dito, feito... Apontar os erros, criticar.

Quando criei este blog, pensei em expressar aqui a minha opinião sobre coisas. Das mais variadas. E tenho feito isso há alguns anos, quando me dá na telha ou quando algo me incomoda ou, de certa forma, chama minha atenção.

Veja bem: o que escrevo aqui é a MINHA opinião. Se você concorda ou não, isso pra mim não faz a menor diferença (mesmo gostando de ler os emails, comentários e mensagens deixadas). Apesar de não ser influenciada pela opinão dos outros, como pessoa civilizada, respeito todas e, acima de tudo, ouço (ou leio, no caso). Às vezes me impressiona saber que, num único mês, por exemplo, minhas opiniões foram visualizadas 500 vezes! Adoro o feedback que o Blogspot me dá... É completo!

O fato de alguém não concordar comigo não faz com que a opinião dessa pessoa esteja errada. Quando sua opinião é diferente da minha, mostra que você é capaz de pensar, analisar e expressar a sua opinião. Veja bem: OPINIÃO, não ofensas. Saramago foi brilhante na sua frase (essa da foto) e, como ele diz, não é minha intenção colonizar ninguém com o que digo aqui. Quem lê o meu "Como usar" (ali em cima) deve ter percebido que não pretendo mudar a vida de ninguém com o que escrevo, nem a minha.

O problema é que, tudo o que é dito, escrito ou fotografado, e é tirado do seu contexto original ganha uma versão errônea e aumentada, de acordo com o interesse de cada um. Somada à imaginação de quem adora julgar ou interpretar o que digo, é um perigo. De novo, não muito ligo pra isso...

Enfim, este blog existe há anos. Mantive-o privado por alguns dias, mas a pedido de quem não tinha acesso como convidado (mas que me visitava frequentemente) resolvi abri-lo outra vez. Porém, por conta da natureza agressiva de alguns comentários anônimos deixados aqui recentemente, agora pra dizer o que você pensa, se concorda ou não com o que escrevo, vai ter que assinar seu nome.

Mais uma vez: respeito a opinião (e comentários) de todos. A civilidade me faz agir assim. Mas se for pra ofender, identifique-se no final do post. Assim, sua opinião, ofensiva ou não, ganhará um pouco do meu respeito.

02 maio 2013

E a cura pra ignorância, vota quando?

Tem que ser muito macho pra ser gay nos dias de hoje, sabia? Pois é, já viramos o milênio há alguns anos, mas parece que ainda existe bossal com a cabeça no início dos tempos, que prefere enxergar a escolha de cada um como coisa do capeta ao invés de aceitar a opção e encará-los como iguais.

O pastor evangélico Marco Feliciano, também presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados - teoricamente responsável por defender as minorias e suas opções -, resolveu colocar um projeto (idiota) para votação, que vem sendo chamado de "cura gay". Ele ainda defende um texto que penaliza a discriminação contra heterossexuais (a maioria). Mais homofóbico e racista, impossível! O santo-do-pau-oco em questão além de responder no Supremo Tribunal Federal por homofobia também tenta se defender do crime de estelionato.

Não sou homossexual e nem muito engajada em causas. Mas certos tipos de comportamento e atitude, como do sujeito aí, me embrulham o estômago. Preconceitos estúpidos como este, nos dias de hoje, são inaceitáveis. Já estamos num outro nível. Apesar de até a igreja católica ser contra, já estamos discutindo e aceitando com outros olhos a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Qual é o problema, então?

Não dá pra acreditar que, em 2013, ao invés de discutirmos coisas realmente importantes e relevantes, temos que nos deparar com projetos pensados na cura de algo que não pode nem ser diagnosticado como patologia. Não é possível que um país com a educação e o sistema público de saúde de m*** oferecidos pra quem trabalha 6 meses do ano só pra pagar impostos ignora problemas reais e ainda é representado por pessoas preconceituosas e de mentes tão fechadas.

Gays são cultos, inteligentíssimos, ocupam o tempo com aquilo que os fazem grandes, são honestos porque, acima de tudo, não escondem aquilo que a sociedade ainda discrimina, sua opção sexual que difere da maioria.Eles, sim, deveriam estar no poder.

Opção é opção. Seja ela qual for tem que ser respeitada. O que realmente deveria existir é a cura para a ignorância de pessoas pequenas e preconceituosas, como o nosso excelentíssimo (só que não) presidente de Direitos Humanos. Pessoas têm direitos e um deles é de escolher aquilo que os faz bem. E você, Feliciano, foi escolhido para representá-los.

Que nosso excelente sistema de saúde invente uma vacina pra acabar com este seu mal: a sua ignorância.

30 abril 2013

Barbaridade

Lembro quando tinha mais ou menos uns 10 anos dos meus amigos da escola comentando sobre o "crime da mala", exposto no Museu do Crime da USP. Aquilo era bárbaro e chocava, afinal como alguém em sã consciência mataria a própria mulher, picaria em pedacinhos e despacharia o resto do corpo numa mala num navio.

Crime, naquela época, era bater carteira no centro da cidade. Não existiam programas sensacionalistas, aliás, existia censura na TV (o que, de certa forma, era até bom...) e os crimes não chegavam a tamanha brutalidade pra ganhar a atenção popular. Não que soubéssemos...

Mas, de uns tempos pra cá, a coisa degringolou. Desde que o "Linha Direta" foi ao ar na Globo parece que a escola do crime anda se especializando na barbárie. Os programas sensacionalistas perderam de vez o limite e colocam no ar, na hora do jantar com a família reunida na frente da TV, cenas e detalhes de crimes de embrulhar o estômago.

Parece que o mundo virou de pernas pro ar. O "crime da mala" virou banalidade. Os assassinatos de hoje são cheios de crueldade e requinte, sem falar na frieza com que são cometidos e na impunidade que se segue. Esquartejar alguém e enfiar o corpo numa sacola já nem espanta mais. Agora queimam gente viva. E descrevem o ato com detalhes dignos de novela. E repetem, repetem, repetem...

Falta bom senso. Sobra crueldade. E fica a dúvida: culpado seria apenas aquele que comete o crime, ou a sociedade que anda dando bola e audiência demais pra esse tipo de coisa, alimentando a mente já doentia desse bando de criminoso sem noção?

28 abril 2013

100 coisas pra fazer com seu tempo livre



Não sei você, mas 24 horas pra mim é pouco. Chego ao trabalho às 7h da manhã e não saio antes das 8h da noite. Tenho que ficar atenta as crianças, a equipe e nos detalhes da minha função. Trânsito pra ir, pra voltar. Responsabilidades em casa de quem mora sozinha: supermercado, refeições, limpeza, organização. Cabeça nas contas pra pagar... Mal sobra tempo pro ócio. Mas, confesso: não sinto nenhuma ponta de inveja de quem tem tempo de sobra pra dar e vender. Acho um desperdício de vida. Não conseguiria dormir em paz, achando que não sou útil ou produtiva.

Tem gente que gosta de ficar sem fazer nada. Tem gente que usa esse tempo pra fazer o bem. Mas, sabemos que, a maioria prefere a ociosidade pra cuidar da vida alheia e semear o mal. As “candinhas” do mundo moderno não precisam mais ficar na janela, xeretando o que os outros fazem, enquanto elas mesmas não têm nada produtivo pra fazer. Elas usam o "Windows", que é quase a mesma coisa, pra se meter onde não deve.

Então, num dos poucos momentos livres que tive (e aos poucos...), criei uma lista de sugestões pras pessoas ocuparem o tempo livre com atividades que engrandecem a alma, ocupam a cabeça e as façam viver. Vai que elas ainda não pensaram nisso... 

1. Leia um livro
2. Estude (português é uma boa, pra começar...)
3. Aprimore os conhecimentos de algo que já sabe
4. Passe mais tempo com os filhos
5. Adote um animal abandonado
6. Aprenda algo novo
7. Cozinhe pra semana inteira
8. Limpe a casa
9. Organize os armários e prateleiras
10. Participe de uma ONG
11. Caminhe no parque
12. Vá ao shopping olhar vitrines
13. Crie uma conta no Pinterest (pra colecionar fotos interessantes)
14. Atualize-se com as notícias
15. Faça um curso livre
16. Trabalhe
17. Ou arrume um emprego...
18. Anote seus pensamentos
19. Escreva um livro
20. Faça artesanato
21. Durma bastante
22. Viaje
23. Arrume um namorado (ou namorada)
24. Olhe suas fotos de infância
25. Vá passear com o cachorro dos outros
26. Saia com os amigos, que por acaso estejam ociosos também
27. Lave um tanque de roupas
28. E depois passá-las
29. Descongele o freezer
30. Programe o que fazer nos feriados do ano todo
31. Ajude os amigos
32. Frequente bibliotecas
33. Vá a museus
34. Crie projetos pessoais
35. Vá ajudar pessoas carentes
36. Separe coisas pra doações
37. Faça trabalhos voluntários
38. Cuide de um idoso
39. Medite
40. Estude a Bíblia
41. Reze
42. Vá à academia
43. Cuide de plantas
44. Leia revistas do seu interesse
45. Pesquise assuntos novos
46. Faça listas
47. Vá doar medula óssea ou sangue
48. Faça palavras cruzadas
49. Matricule-se num curso de línguas
50. Ofereça ajuda
51. Converse com quem precisa ser ouvido
52. Escreva cartas pra amigos distantes
53. Assista TV
54. Ou veja todos os episódios do seu seriado preferido
55. Ouça suas músicas favoritas (e aprenda a cantá-las, se for em inglês)
56. Vá dançar
57. Ande de bicicleta pelo quarteirão
58. Viste os vizinhos
59. Aprenda a tocar um instrumento
60. Ensine uma criança a ler (ou um adulto, por que não?)
61. Corra
62. Observe as nuvens
63. Jogue paciência
64. Passe a limpo seu caderno de receitas
65. Leia seus diários de adolescente
66. Ofereça carona
67. Atualize sua agenda de telefones
68. Estude a linguagem do corpo
69. Faça sexo!
70. Aprenda Braile
71. Seja guia de um deficiente visual
72. Pinte quadros
73. Faça terapia
74. Tire fotos
75. Vá pescar
76. Vá brigar pelos Direitos Humanos
77. Faça comida congelada pros amigos que não têm tempo de cozinhar
78. Vá ao supermercado mais vezes
79. Observe o movimento dos peixes no aquário
80. Ajude a manter a cidade limpa
91. Crie um blog, ué
82. Atualize seu currículo
83. Participe de grupos de discussões
84. Seja free-lancer
85. Visite hospitais
86. Cuide da sua aparência
87. Cozinhe pra moradores de rua
88. Faça sachês
89. Organize seus documentos e contas
90. Vá pagar as contas (se não as suas, as dos outros)
91. Pense no que está fazendo com a sua vida
92. Conte moedas
93. Respire, inspire...
94. Limpe sua caixa de emails
95. Preste concursos públicos (ou estude pra eles...)
96. Faça algo pelo seu bairro, cidade, estado, país...
97. Faça as pazes com quem brigou
98. Cuide da sua vida
99. Leia um jornal, do começo ao fim
100. Recicle sucata

Pesquisas de 2 universidades americanas, que reuniram quase 1.500 pessoas, concluiram que entrevistados com mais tempo livre se mostravam mais infelizes. Então, ocupe seu tempo e vá ser feliz!

11 abril 2013

As (des)empregadas


Odair José não tem nada a ver com isso, mas as empregadas – desde o início deste mês – estão com tudo! Ou melhor, estão com 922 artigos da CLT e milhares de normas administrativas e orientações dos tribunais.

Imagina: se sua empregada doméstica precisar fazer uma hora extra, ela terá que descansar 15 minutos antes de recomeçar a trabalhar. Se ela tiver que cumprir muitas horas extras, essas não podem somar mais do que 10 horas ao longo da semana. Agora, se ela dorme em serviço, terá que ficar 11 horas sem trabalhar depois de encerrada uma “extensa” jornada de trabalho. Elas também não podem ter menos de uma hora de almoço e se demorar mais de 10 minutos pra entrar no serviço, se trocar ou tomar banho na saída, esse tempo contará a favor dela, como hora extra. Jamais coloque uma empregada pra dormir com uma criança ou um adulto doente, porque isso contará como adicional noturno e, eventualmente, hora extra por estar à disposição daquela pessoa.

Tudo isso tá na lei e na jurisprudência. Confesso que eu, com diploma universitário e fluente em duas línguas (uma delas o português, já que a maioria dessas funcionárias mal sabe assinar o próprio nome), não conheço os meus direitos. Talvez porque esteja ocupada demais... trabalhando! Ou talvez porque o blá-blá-blá de politico corrupto não me convence há um bom tempo.

O fato é que no país inteiro não se fala em outra coisa. Os políticos, que ganharam a simpatia das empregadas domésticas, perderam o apoio de milhões de eleitores que não podem ficar sem os serviços de uma babá ou de alguém pra cuidar de um idoso. A esse grupo se juntarão as empregadas que serão dispensadas.

A nova lei, além de encarecer os serviços, vai mudar de vez o relacionamento entre empregada e empregador, que de confiável e amistoso, passará a burocrático e conflituoso. Algumas famílias que não podem contar com a ajuda de advogados e contadores, já – inclusive – se propuseram a rearranjar suas vidas sem a ajuda das domésticas.

Ou seja, pensando em proteger e ajudar as empregadas, os legisladores deste país maravilhoso acabaram colocando esta mão de obra na rua, ao Deus dará.