17 abril 2014

De pai pra filha

Esta é uma carta escrita por um pai pra filha dele, sobre o futuro marido dela. Mas que toda mulher deveria ler...

Querida filhinha,

Recentemente, sua mãe e eu estávamos fazendo uma pesquisa no Google. Quando estávamos na metade da pergunta que íamos fazer, o Google nos deu uma lista com as pesquisas mais populares no mundo. No topo dela estava o seguinte: "Como mantê-lo interessado".

Aquilo me estremeceu. Acabei navegando por incontáveis páginas e artigos sobre como ser sexy, sensual, que diziam se a mulher deve oferecer cerveja ou sanduíches e as diversas coisas que ela pode fazer pra que ele se sinta inteligente e superior.

Fiquei muito bravo.

Minha pequena, não é, nunca foi e nem nunca será seu trabalho "mantê-lo interessado".

Filha, sua única função na vida é saber, bem dentro de você - naquele lugar inabalável, que não pode ser tocado pela rejeição, egos e perdas - que você vale a pena. Não apenas pra um cara qualquer, mas pra quem quer que seja. Se puder se lembrar de que todos são dignos de interesse, sua batalha na vida estará ganha. Mas isso seria assunto pra outra carta.

Se puder acreditar que você vale a pena, você será a pessoa mais atraente do mundo e irá atrair um cara que não será apenas interessado em você, mas que será capaz de passar a vida inteira dele investindo todo o interesse dele em você.

Querida, quero lhe falar sobre esse menino, que vai saber o quanto você é interessante:

Não me importa se ele tem bons modos ou se apoia os cotovelos na mesa. O que ele deve fazer é prestar atenção em como você fica bonita quando sorri, sem conseguir tirar os olhos de você. Para mim, não vai ser importante se ele não puder jogar aquela partida de golfe comigo, contanto que ele tenha tempo pra brincar com os filhos que um dia vocês dois terão e que serão parecidos com você, com os mesmos defeitos e qualidades.

Ele não precisa valorizar o que carrega na carteira, ele tem que valorizar o que tem no coração e isso sempre o levará de volta a você. Não estou preocupado se ele será forte, ele precisará te dar espaço pra que seja forte também e mostre a força que tem em seu coração.

Não ligo em quem ele votará, ele precisa eleger você, todas as manhãs, como a mais importante. A cor da pele não irá me dizer nada, assim como a sua religião. O que ele precisará é ter sido criado pra valorizar o que é sagrado e saber que todos os momentos da vida dele ao lado da sua serão extremamente sagrados também.

No final, minha filha, se você encontrar um homem assim e, ainda assim, eu e ele não tivermos nenhuma semelhança, teremos a coisa mais importante do mundo em comum: VOCÊ. Porque no final, querida, a única coisa que deveria ter pra "mantê-lo interessado" é ser o que você já é.

Seu eterno cara interessado,

Papai.

15 abril 2014

Quem é quem pra falar de alguém?

Ultimamente as pessoas andam especialistas numa arte bem inútil: a de julgar os outros. Gostam de comentar o comportamento alheio, mas são péssimas em conhecer a história por trás de cada um. Aliás, não demonstram interesse nenhum. Julgar, falar, palpitar, opinar é mais fácil, dá menos trabalho... Julgam porque têm medo de serem julgadas. Afinal, qual seria a graça da vida de gente assim se eles não fossem os donos da verdade ou os reis e rainhas da perfeição, não é mesmo?

A pergunta é: quem é quem pra falar de alguém se somos todos imperfeitos? Cada um é do jeito que é porque a vida nos "transformou" nisso, nessa neurose, numa loucura, numa pessoa bacana. Uns são talvez meio grossos, reservados, secos, frios ou preferem esconder aquilo que não quer que saibam por atrás de um jeitão engraçado, um corpo malhado ou um jeito descolado demais.

Dizem que pra gente entender as atitudes dos outros é preciso calçar os sapatos deles e andar uma boa parte da estrada com eles nos pés, pra só então poder palpitar alguma coisa. A verdade é que, quando se descobre o que há por trás de alguém, o sentimento passa a ser o de respeito, se não o de admiração.

Eu tenho minhas neuras. E não me envergonho delas. O que você acha do meu jeito, comportamento ou maneira de agir, não é problema meu. Por exemplo, não confio em ninguém, absolutamente em ninguém! Não é que confio um pouco ou confio desconfiando. Não... Passei a não acreditar nos outros depois de umas puxadas de tapete que levei há poucos anos. A primeira veio de um ex-namorado, que me enfiou no meio do relacionamento de 7 fracassados anos dele, por 3 longos anos da minha vida, mas "esqueceu" de me avisar que era comprometido. A outra rasteira veio da minha irmã, que resolveu dar em cima de outro cara com quem me relacionei. Traições me transformaram nesse ser desconfiado que sou hoje, que suspeita de tudo e de todos. Mais esperta, talvez? Mas, neurótica pros olhos de muitos. O julgamento deles não me interessa. Eles não têm o direito de dizer como devo ou não agir, sem ter vivido o que vivi.

Quem insiste em sentenciar os defeitos dos outros tem sempre algo a esconder. Devemos parar com essa mania de julgar, porque o errado e o certo já existem. Julgar alguém não define quem aquela pessoa é, mas quem você é. E com certeza já ouviu isso por aí. A forma mais elevada da capacidade humana é a de observar sem levantar julgamentos, sem arbitrar. O mundo anda habitado por gente demais que exige dos outros aquilo que são incapazes de praticar.

Antes de abrir a boca pra classificar o que o outro faz, lembre-se que o que você condena neles é o que você omite em você. Há uma história por trás de cada pessoa, e isso inclui você, e uma razão pela qual ela age de uma determinada maneira. E quem somos nós pra condenar o que fazem, se não gostamos nós mesmos de ser condenados.

14 abril 2014

Crianças sem histórias pra contar

Tenho a testa meio afundada, proeza que consegui depois de bater a cabeça contra a parede numa brincadeira com meu irmão. Também tenho uma leve cicatriz na bochecha, que ganhei quando caí no meio de uma roseira andando de bicicleta, na rua. Aliás, foi com a bicicleta que também ganhei outra marca no pé ainda na infância. Falando assim, pareço um Frankenstein, mas a verdade é que já nem tenho tanta cicatriz assim pra contar histórias. Algumas delas ficaram só na lembrança. Já passei dos 30 há um bom tempo e a pele, atualmente, dá sinais da vida que tem insistido em passar depressa e não da infância bem vivida.

Posso ter rugas, mas não sofro de tendinite ou tédio como as crianças de hoje em dia, que lá na frente vão lembrar das noites de inalação no hospital por causa do ar condicionado no quarto e não do gesso no braço quebrado assinado pelos amigos com canetinhas coloridos. A verdade é que elas sabem de tudo, menos como é bom ser criança.

Eu tinha hora pra dormir, mas nem era preciso ser lembrada pela minha mãe. Brincava tanto na rua que chegava esgotada no fim do dia. Pulei tanta amarelinha, brinquei tanto de pega-pega, me sujei muito nos parquinhos e toquei tanta campainha, que não sei como as crianças dessa geração conseguem passar o dia trancadas em casa, com um tablet na mão e um controle de videogame na outra.

Seria limitado demais achar que, com tanta evolução na humanidade, os pequenos continuariam os mesmos, iguais àqueles com quem cresci. Porém, ao invés de evoluir pro bem, a meu ver, a infância tem deixado de existir. Crianças já se portam como adultos: as meninas se maquiam, andam com roupas da moda, idolatram a Miley Cyrus, têm celular e até conta no Facebook. Os meninos tem agenda social, vão à festinhas e se desdobram pra dar conta das atividades extra-curriculares.

Ninguém mais passa a tarde estudando em casa, assistindo Chaves no fim do dia, antes do banho e do jantar. Depois da escola, enfiam os pequenos no judô, no karatê, no balé, na natação, no inglês e no curso de circo. Posso estar completamente enganada, mas ainda acho que criança deve continuar sendo criança. Devemos deixar que brinquem, que se sujem, que corram e que se machuquem bastante pra que cresçam com histórias pra contar.

Hoje, pensando, cheguei à conclusão: Me tornar adulta, talvez, tenha sido a coisa mais idiota que eu fiz na vida.

07 abril 2014

Welcome to the jungle

                                                                                   
"Larga ela porque você merece coisa bem melhor". Foi essa a frase que li hoje no Facebook do Fabian, marido da Clara Aguilar, que deixou o Big Brother Brasil há quase 1 semana e desde então, vem recebendo palpites de como seguir ou não seu relacionamento de quase 3 anos. Já tenho os dois  na minha lista de amigos bem antes do reality show, acompanhei a mudança dela pros Estados Unidos, o início do namoro dos dois, o nascimento do Max e a entrada dela na casa da Globo.

Durante o programa, vi várias moças semeando a discórdia, tentando convencer o francês boa pinta e com-pro-me-ti-do a largar a moça que estava disputando o prêmio de R$1,5 milhão sem ter a menor ideia do que acontecia desse lado de cá do muro. Ele passou do marido exemplar, que apoiava a mulher moderninha, a homem careta que merecia uma esposa certinha. Tudo sob o julgamento de garotas que não tinham nada melhor a fazer a não ser opinar e descer a lenha no grande amor da vida dele. Fragilizado, é claro que o cara perdeu as estribeiras, desceu do salto, rodou a baiana e, pra alegria das mal-amadas, anunciou o (provável) fim do casamento na rede social. 

Já dizem por aí que os relacionamentos de hoje em dia não são mais a dois e sim em equipe: 1 homem, 1 mulher, 1 ex tentando acabar com tudo, 1 amiga invejosa, 1 amigo torcendo em segredo pra tudo dar errado, 1 falso plantando a discórdia, 1 encalhada espalhando fofoca, 1 piriguete sassaricando em cima e um cachaceiro chamando pra farra. Aquela máxima de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher foi por água abaixo e, parece que os relacionamentos viraram batalhas inspiradas no The Hunger Games, onde só uma das "participantes" sai viva. O que vale é a disputa entre elas, o homem virou troféu.

Os namoros felizes se tornaram alvo das moças mal-intencionadas, que, criadas na selva correndo atrás de presas, gostam de caçar quem já é comprometido. Tem mulher que dá em cima pelo simples prazer de destruir relacionamentos, outras querem o que pertence a alguém só porque aquilo é o que queriam pra elas. E tem aquelas que esperam o primeiro vacilo pra colocar as asinhas de fora, sair da platéia e disparar conselhos que culminam no famoso "ela não presta, você merece coisa melhor". 

Como uma disputa de vídeo-game, tem sempre um(a) de fora torcendo pra alguém se foder só pra entrar no lugar. Mas o que leva uma fulana a julgar-se melhor do que alguém com o pretexto de ocupar o lugar que não é dela? Pretensão, falta de amor próprio e bom senso seriam algumas das respostas, pelo menos na minha opinião. E poderia listar várias!

A verdade é uma só: ninguém tem o direito de destruir o relacionamento dos outros só porque quer alguém pra você. Se alguém é comprometido, respeite. Os tempos podem até ser outros, mais modernos, permitir terceiros e quartos envolvidos, mas os combinados são entre os casais. Fulaninhas de fora, quando não convidadas pra festa, não têm direito a palpite ou cadeira cativa. Tem mais é que seguir a vida, certificar-se quem é solteiro e encontrar alguém pra chamar de seu. Só seu. Deus mandou dividir o pão, minha filha, não os outros!

27 março 2014

Pare!

Não pegue atalhos no caminho pro topo!
Esta semana, muita gente compartilhou um link de algo que até já postei aqui: 30 coisas que você deve parar de fazer com você mesmo. Necessidades absolutas listadas por dois escritores que resolveram abrir os olhos de muita gente por aí...
Se você gosta de listas, vá em frente!
1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas – a vida é curta pra perder tempo com quem suga a sua energia. Quem quer você na vida deles, vai abrir espaço sem que você precise lutar pra isso.
2. Pare de fugir dos seus problemas – essa é uma corrida que você vai sempre perder. Não é fácil e não há ninguém que poderá resolvê-los no seu lugar. Encarar as adversidades é o que nos molda na pessoa que nos tornamos.
3. Pare de mentir pra si mesmo – você até consegue mentir pros outros, mas pra você mesmo? Não dá... Então, nem tente.
4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano – sim, ajude os outros, mas ajude-se também. Não se perca de você mesmo enquanto valoriza demais o outro.
5. Pare de tentar ser alguém que você não é – alguém sempre vai ser mais bonito, mais esperto e mais jovem que você, mas ainda assim, não serão você. Não mude pra que os outros possam gostar de você.
6. Pare de se apegar ao passado – você só poderá iniciar o próximo capítulo da sua vida quando deixar de reler o anterior.
7. Pare de ter medo de cometer erros – fazer algo e errar é mais produtivo do que não fazer nada. E no final das contas, você acaba se arrependendo mais das coisas que não fez do que daquelas que fez.
8. Pare de se repreender por velhos tropeços – você não é os erros que cometeu, então não tem motivos pra se torturar por eles. Tudo o que acontece na sua vida está te preparando por um momento que ainda está por vir.
9. Pare de tentar comprar a felicidade – as coisas que nos satisfazem, como amor, alegria e trabalhar naquilo que gostamos, é grátis.
10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros – você não pode depender de nada, além de você mesmo, pra ser feliz. Essa é uma tarefa pessoal. Se a felicidade não está dentro de você, você certamente não encontrará nos outros.
11. Pare de ficar ocioso – você não pode mudar o que recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos.
12. Pare de pensar que você não está pronto – ninguém se sente 100% pronto. Isso acontece porque as maiores oportunidades da vida nos forçam a crescer e isso inclui sair da nossa zona de conforto.
13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas – use a sabedoria e se apaixone apenas quando estiver pronto, não quando se sentir sozinho.
14. Pare de rejeitar novas relações porque as antigas não funcionaram – se você parar pra pensar vai ver que existe um motivo pelo qual conheceu cada pessoa que passou pela sua vida. Uns testam, outros ensinam e alguns ficam.
15. Pare de tentar competir com todo mundo – você é o melhor em alguma coisa. Concentre-se nisso todos os dias. Você só conquista o sucesso quando briga com você mesmo.
16. Pare de ter inveja dos outros – não conte as bênçãos alheias, valorize as suas próprias.
17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo – quem reclama está insatisfeito com algo, mas está preocupado demais em fazer algo, porque prefere ser vítima da própria história. Mexe essa bunda!
18. Pare de guardar rancor – encontre a paz e desapegue do ódio que tem no coração. Isso não é saudável. Perdoe!
19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles – mantenha a educação que recebeu e seus padrões de qualidade no nível que acha que é certo. Se os outros se recusam a seguir os seus padrões, não desça ao deles.
20. Pare de perder tempo se explicando aos outros – a menos que essas pessoas paguem as suas contas. Do contrário, vá viver sua vida da forma que acha que é certa e foda-se o que vão pensar.
21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo – se continuar fazendo o que faz, vai ter os mesmos resultados que teve. Se tá insatisfeito, arregace as mangas e mude.
22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos – foque no que é grande, mas admire a beleza que encontra no caminho até o topo. O pra sempre é composto de “agoras”.
23. Pare de tentar alcançar a perfeição – o mundo real não recompensa o perfeccionismo, mas sim as pessoas que conseguem fazer as coisas.
24. Pare de seguir o caminho do menor esforço – a vida não é fácil, então não tente pegar atalhos quando deseja alcançar alguma coisa grande.
25. Pare de agir como se tudo estivesse bem quando não está – todo mundo desmorona de vez em quando. Não precisa fingir que é forte e provar pros outros que pode lidar com tudo, absolutamente tudo, sozinho. Chorar, às vezes, faz bem.
26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas – transferir a culpa é muito mais fácil do que assumir que você é o problema. Quando você faz isso, você nega sua responsabilidade e dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.
27. Pare de tentar ser tudo para todos – tentar agradar todo mundo é o caminho mais curto pra não agradar ninguém. Além de ser cansativo, você deixa de ser o que é. Estreite seu foco.
28. Pare de se preocupar demais – nenhuma preocupação vai mudar a realidade. Quando achar que tá num beco sem saída pense se aquilo será importante dali um ano. Se não é nada que valha o esforço, não se preocupe.
29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça – assim, perde tempo se comprometendo com o que vale a pena. O pensamento positivo tem um poder incrível de mudar histórias.
30. Pare de ser ingrato – acorde todos os dias grato por mais uma oportunidade de mudar as coisas que te desagradam ao invés de levantar da cama lamentando por aquilo que te falta. 

18 março 2014

Não quero e ponto.

Quando alguém pensa na cara metade perfeita, a primeira coisa que se faz é descrever os adjetivos que gostaria que aquela pessoa tivesse. Só qualidades! Um punhado delas, muitas! E quem não quer um moreno, alto, bonito e sensual pra solução dos seus problemas?

Acontece que, ao listar só os predicados, acabamos idealizando alguém que nunca vai existir, porque como o ditado diz “ninguém é perfeito”. Nem príncipe, nem plebeu. Daí, fica praticamente impossível achar alguém que preencha os nossos padrões de qualidade. Resultado: ninguém nunca vai prestar pra você e acabará sozinha, chupando o dedo e se perguntando por que raios aquela sua amiga tá sempre bem acompanhada.

É lógico que o “básico” ninguém deveria dispensar. Todo homem (o mesmo vale pras mulheres!) deveria vir de fábrica com carinho pra dar e vender, muito respeito, disposto a mostrar que é confiável e a fim de cumprir o que promete. Mas, quando você passa a pensar no que não quer de alguém, as possibilidades aumentam e a chance de encontrar alguém legal é bem maior. Basta deixar o príncipe encantado com cara e jeito de gente de verdade, com todos os defeitos que a vida concedeu a ele. Você não é perfeita, por que ele deveria ser?

Pense em seus relacionamentos antigos e liste tudo o que contribuiu pro término do romance, o que te desagradava e o que não quer de jeito nenhum em alguém daqui pra frente. Não gosta de homem que, depois que conquistou, deixa de dar valor? Não curte aqueles que mantém as ex-namoradas/mulheres muito por perto e dão peso demais ao que elas dizem? Não quer alguém do seu lado que não sabe o que quer da vida e que vê o lado ruim de tudo? Não suporta aqueles que nunca demonstram o que sentem e fazem joguinhos na hora de te procurar? Não tá mais a fim de viver romances com quem não faz surpresas, acha que romantismo é cafona e tampouco faz questão de te agradar?

Freud já se perguntava o que, afinal de contas, as mulheres tanto queriam e não chegou à nenhuma conclusão. Mostre pra ele que quem manda é você, que sabe o que quer e tá a fim de fazer boas escolhas. Pelo menos daqui pra frente...

09 março 2014

R.I.P Convívio Social



















Todo mundo que me conhece diz que não sou de falar muito. Compenso esse silêncio com os olhos e, apesar de míope pra cacete, observo tudo. Absolutamente tudo!

Ultimamente tenho prestado muita atenção nesse comportamento alienado das pessoas em locais públicos depois que andaram compartilhando, no Facebook, imagens de uma “sociedade perdida”. Faço um pouco de parte desse mundo, confesso, mas prefiro dar vez às pessoas quando estou acompanhada delas a me isolar no universo eletrônico, principalmente em locais públicos. Infelizmente, sou minoria. Whatssapp, chats, Instagram e toda a linhagem de aplicativos andam ganhando a disputa na atenção das pessoas. E hoje em dia é, praticamente, impossível terminar uma conversa sem a frase: “Você ouviu o que eu falei?”.

“Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”, disse Albert Einsten, bem antes da invenção dos smartphones. “Eu temo o dia que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana e o mundo terá uma geração de idiotas”. Basta sair pra tomar um café, almoçar ou jantar pra perceber isso. Garanto: não será necessário procurar muito.

Hoje pela manhã, fui à Starbucks, como faço quase todos os finais de semana. Na minha infância, o começo do domingo era em família, numa mesa cheia de coisa boa, muita conversa e planos pro resto do dia. Bons tempos... Hoje em dia, os planos não são feitos, as conversas são inexistentes e se come numa rede de fast food, sem apreciar a refeição, porque o universo online parece bem mais apetitoso.

Do sofá em que estava tinha a visão de quase todo o restaurante, mas fiquei de olho numa família. Não dava pra não reparar neles! Tirei foto. Nem perceberam. Angry Bird, mensagens instantâneas e um game boy não deixaram que eu fosse notada, mesmo com a câmera do meu celular apontada pra eles, como uma bazuca. Eu podia estar pelada, dançando “Macarena” em cima da mesa, com o adereço da Carmem Miranda na cabeça... Ainda assim, passaria despercebida. Ficaram ali por uns 20 minutos e não trocaram uma só palavra, nenhum olhar.

Cenas como essa são comuns. Presencio isso pelo menos uma vez por dia e acho triste. As pessoas estão deixando de valorizar a presença de quem está próximo pra sentir a sua falta, num post comovente nas redes sociais, quando ele já não estiver mais por aqui.

Einstein estava certo. E nem precisa ser gênio pra concordar, perceber ou reparar. Um minuto off em memória do convívio social, que ele descanse em paz.

28 fevereiro 2014

O "the end" dos tempos modernos

Terminar um namoro nesses tempos modernos não é nada fácil. Antigamente, quando tudo acabava, cada um pegava as suas coisas e tchau! Hoje, depois do “the end”, além de pegar suas tralhas de volta é preciso percorrer todas as redes sociais e apagar rastros, atualizar status e dar explicações aos amigos antes de seguir em frente. Há aqueles que resistem bravamente em remover o/a ex da lista de amigos. E é aí que mora o perigo quando o que você mais quer é sair da fossa.

Colocar a fila pra andar não é uma das tarefas mais felizes. Dói, é triste e, às vezes, demora. Apesar de clicar em “excluir” ser a coisa mais simples e sábia a se fazer, tem muita gente que prefere manter o parceiro entre os amigos só pra dar aquela espiada de fez em quando. “Será que postou sobre o fim do namoro?”, “Será que tá arrependido?”, “Será que essa indireta foi pra mim?”, “Quem é que tá dando em cima?”, “Será que já tem alguém novo?” são as curiosidades mais comuns de quem tá sofrendo com a dor de cotovelo.

Antes desse monte de sites serem criados, quando alguém terminava um namoro, era preciso contar com a colaboração dos amigos em comum pra saber a quantas andava a vida do/a fulano/a. Mas com a ajuda do Facebook, os amigos que faziam o meio de campo foram chutados pra escanteio: cada um virou o próprio Sherlock Holmes pra aproveitar as vantagens de conseguir qualquer informação com poucos cliques. O que se tem esquecido é que essa vigília só atrasa a recuperação emocional.

Pessoas ansiosas são as mais propensas a stalkear o antigo parceiro. E nessa hora não dá pra deixar passar uma atualização de status ou fotos, até os amigos mais próximos são persuadidos a participar das constantes investigações. Então, nesse momento de desespero, o que é melhor fazer?

Livre-se de todas as lembranças digitais – Provavelmente elas estão espalhadas pelo seu perfil (comentários que ele ou ela fizeram na sua página, fotos ou posts em que aparecem juntos ou foram marcados, álbuns compartilhados...) e farão com que passe um bom tempo pensando no/a ex. Nessa era digital, apagar todas as memórias parece ser a coisa mais difícil de ser feita, porque elas estão ali pra lembra-lo do que foi bom e não o motivo que levou o romance ao fim.

Bloqueie e oculte – O Facebook permite que você bloqueie qualquer usuário ou oculte os posts deles, fazendo com que as atualizações não aparecem no seu feed de notícias. Então, quando seu/sua ex começar a adicionar pretendentes logo depois do fim do relacionamento, seu feed não irá se parecer teste de elenco pra novela adolescente. Mas é importante lembrar que, apenas ocultando, a amizade entre vocês dois, virtualmente, ainda vai existir, o que não te impede de dar aquela fuçadinha de vez em quando.

Desfaça a amizade – Essa é a melhor alternativa pra mantê-lo/a longe da página do/a ex, porém a mensagem pode ser entendida de forma errada pelo/a ex-parceiro/a. Sua intenção pode ter sido a de apenas manter uma distância saudável, mas eles podem entender como um aviso de guerra. Se o rompimento foi amigável, avise antes de remover a pessoa da lista.

A ajuda dos amigos – Essas modernidades da era digital te deixam sem a opção de queimar fotos antigas e todo aquele drama de jogar as coisas pela janela, então os amigos podem ser úteis na hora de deletar álbuns e fotos que você não gostaria mais de ver. Se eles tiveram algo compartilhado em suas páginas, não custa pedir pra remover também. Eles entenderão...

Fique longe das redes sociais – Se não confia em você mesmo e nessa vontade louca de fuçar, se distanciar de todas as redes sociais pode ser uma boa ideia. Remova os links do seu computador e os aplicativos do seu celular. Torne o acesso mais difícil. Vale até pedir a um amigo pra mudar a senha e só te entregar a informação quando você estiver com a cabeça e o coração no lugar pra logar outra vez.

Você é o maior interessado em dar a volta por cima e tomar as rédeas da sua vida depois do final do namoro. Lidar com essa proliferação de informações pessoais faz parte disso. Não adie o processo. Delete, desconecte, bloqueie e será mais fácil sair dessa. 

25 fevereiro 2014

A zona de desconforto

Nas últimas semanas tenho ouvido um bilhão de reclamações! Provavelmente ando reclamando na mesma intensidade... Gente insatisfeita com o que tem ou com o que faz. Cheia de vontade pra ter mais, fazer diferente, ganhar mais, mas vontade só não move montanhas.

Bem-vindo à zona de conforto! Um lugar que, aparentemente, parece interessante e agradável, confortável como o próprio nome sugere, mas que se você olhar de longe vai ver que é uma merda.
Puxa uma cadeira, pede uma xícara de café e algo pra beliscar, escolha a revista menos chata pra folhear, porque você vai passar um bom tempo aí, nessa salinha de espera da vida, se não tiver coragem o suficiente pra levantar e tocar a vida de forma mais corajosa, de uma vez por todas. O que posso dizer é que nesse lugar aí não há nada de novo, nem de interessante e muito menos desafiador.

Todos nós já passamos por aquela fase em que algo incomoda demais. A gente não sabe se é o trabalho, o cabelo, o corpo, a decoração da casa. Só sabe que incomoda, como uma maldita pedra no sapato. Mas temos a tendência de fazer aquilo que já nos é conhecido, que é cômodo, mais fácil. Evitamos interromper ciclos viciosos, porque isso demanda motivação e comprometimento, então acabamos adiando os desafios, preferindo a inércia por medo do desastre de uma nova experiência. 

Com certeza você já ouviu que “a vida começa onde a zona de conforto termina”. Pura verdade, garantida por quem já teve coragem de dar uma chance a esse ditado popular. De que adianta reclamar da vida, daquilo que se tem, do que se ganha, se falta coragem pra dar um passo à frente? Reclamar é fácil, é cômodo, é confortável. Jogamos pros outros a culpa da nossa insegurança, da nossa preguiça e dessa falta de vontade de buscar algo melhor e recompensador. Acabamos num território que dominamos, limitando nosso desempenho porque temos medo de perder o controle.

Esse estado letárgico e “confortável” só causa danos: além do sedentarismo, desperdiçamos o nosso próprio talento nessa auto-sabotagem, somos impedidos de criar uma carreira ascendente, ficamos estagnados, sem qualquer senso de propósito, só aceitando o que os outros tem a nos oferecer. E que, convenhamos, nunca é bom o suficiente ou algo que achamos que merecemos.

As pessoas estão sempre culpando as circunstâncias pelo que são ou têm. Aquelas que progridem são as que se levantam e procuram pelas circunstâncias que elas querem, e criam as próprias quando não conseguem encontra-las.

A vida não costuma ser gentil com quem é acomodado, com quem passa por ela sentado no sofá da zona de conforto só vendo a banda passar. O preço que se paga por estar nesse lugar é muito alto e, já adianto, não compensa. Sonhe grande e seja mais comprometido com o que planeja fazer. Transforme esse desconforto na faísca que precisa pra dar o primeiro passo, vá, tranque a porta e não volte mais.

22 fevereiro 2014

Não é você, somos nós

Esta semana, um dos blogs que acompanho publicou uma lista de motivos que põem fim a um relacionamento, depois de receber mais de mil sugestões de leitores sobre o tema. Veja quais foram os fatores mais citados que impedem qualquer história de amor promissora de ter um happy ending:

1. Contar intimidades do casal para os outros.
2. Ciúme exagerado.
3. O mau humor dos caras, que passam a tratar a namorada com grosserias. É nessa hora em que elas começam a reparar na simpatia de outras pessoas.
4. Facebook.
5. Falta de romantismo, de surpresas, de pequenos mimos. Bilhetinhos, chocolates, cartas, cartões, um SMS de “boa noite”, uma música que você ouviu e o fez lembrar a pessoa…
6. Desencanar de apimentar a relação.
7. O excesso de autoconfiança. O fato de estarem juntos há alguma tempo não quer dizer que o jogo está ganho. A conquista tem que ser constante.
8. Fazer papai-mamãe todas as vezes e transar apenas uma vez na semana.
9. Não resolver os problemas por completo.
10. Masturbação.
11. Ausência de programas só do casal.
12. Quando a namorada não apresenta os amigos com quem costuma sair.
13. A falta de comunicação: as pessoas vão esquecendo que antes de marido ou namorado, o parceiro é amigo. Por que não conversar com ele como se conversa com as amigas?
14. Convivência extrema. Passar muito tempo com a mesma pessoa (digo diariamente, constantemente, a cada minuto), faz com que o outro seja  o único alvo das suas reclamações, observações e objetivos.
15. Sentir ciúmes dos amigos e ter que dividir o tempo entre namoro e amizades.
16. Ligações insistentes, mesmo quando eles(as) sabem que estamos ocupadas(os).
17. Viver comparando o meu desempenho e meu modo de agir ao dos antigos parceiros.
18. Intimidade exagerada!
19. Cobranças demais.
20. Rotina. Você chega, dá um selinho. Sai, dá um selinho. Beije de verdade!
21. Não incluir a(o) companheira(o) em programas que ele(a) gosta de fazer.
22. Querer saber tudo o que aconteceu antes de você conhecer a pessoa.
23. Não expor a suas ideias, concordar com tudo que o outro diz e sempre responder que “tanto faz”.
24. Dar mais atenção aos outros (especialmente ao celular) do que à (ao) namorada (o).
25. A falta de dinheiro ou passar por uma má fase na vida financeira.
26. O orgulho e joguinhos. 
27. Se transformar em pai e mãe e esquecer que são homem e mulher.
28. Ser insensível e nunca se lembrar das datas importantes.
29. Desleixo com a aparência. Não é porque estamos juntos há muito tempo que não é mais necessário cuidar do corpo, das roupas etc.
30. Interferência da(s) família(s).
31. Afastar-se dos amigos.
32. O descuido em não mais demonstrar nem dizer que ama. Todos os casais deveriam dizer “eu te amo” todos os dias de suas vidas.
33. Cometer erros e vacilos repetitivos só porque sabe que sempre haverá perdão.
34. Vigiar a todo o momento o que o outro faz.
35. O fato de os homens acharem que DR é discussão, enquanto só queremos dizer como estamos nos sentindo.
36. A falta de confiança.
37. Os objetivos do casal. Ter ao lado alguém que não te encoraja faz o relacionamento se deteriorar.
38. Brigar sempre que a outra pessoa expressa a opinião dela sobre determinado assunto e contraria você.
39. Não querer assumir a seriedade do relacionamento e, mesmo após anos, não querer casar nem morar junto.

40. Mentiras.