19 novembro 2013

Toma essa indireta pra você!

Quando eu tinha uns 13 anos eu gostava de trocar cartas com a minha prima. Naquela época, não existia internet. Era tudo pelos Correios mesmo. Tinha que escrever, postar e esperar dias pela resposta. Ela morava perto, a menos de um quilômetro da minha casa, mas a gente gostava de contar as coisas no papel, por escrito.

Me desfiz dessas correspondências quando fui morar sozinha. Sim, morro de arrependimento. Tinha ali um monte de segredos e coisas que dividíamos naquela idade, um hábito que durou quase 5 anos. Por conta da correria, mais de 20 anos depois, mal nos falamos. Comentamos, às vezes, uma no post da outra no Facebook e olhe lá!

Hoje, por causa dessa coisa de rede social, dessa “socialização” falsa, ficou mais fácil ter acesso ao outro de forma muito rápida. Não é preciso esperar dias e, quando temos que esperar horas porque o outro simplesmente resolve não responder, surtamos e achamos que morreu! Exagero? Não... É a pressa dos dias em que vivemos. Se não for imediato não tem graça, não presta. Deixamos pra lá, substituímos por coisa mais ligeira.

Mas se, por um lado, temos acesso a tanta velocidade, também estamos fazendo cada vez mais mal uso desse instrumento. Ao invés de agradar o outro, mandamos indiretas pra gente que nem conhecemos, só porque o fulalinho nos desagrada um pouco. Se fosse antigamente, aposto que ninguém gastaria tempo, papel, envelope, tinta e selo pra ofender um estranho.

Tenho meio que mania de perseguição (não por fazer as coisas erradas, mas por querer buscar a perfeição), então sempre acho certas coisas são pra mim. Assim como eu, muita gente pensa o mesmo. O problema é que a indireta, assim como o famoso spam enlarge your penis, nunca acerta o alvo. Quem deveria ler tá ocupado demais com a vida pra prestar atenção às ofensas e são os outros que acabam se incomodando com esse clima de guerra.

Não sou adepta da indireta (e não, este post não é uma!). Acho que as coisas devem ser ditas na cara ou, quando isso não é possível, com endereço certo, de forma discreta e até respeitosa. Jogar a bomba no ar, pra cima, esperando atingir o inimigo é certeza de frustração. É como largar um presente pro seu querido, sem cartão, no meio da rua esperando que ele o encontre. Falar logo tudo aquilo que incomoda economiza tempo, posts e não prejudica suas outras amizades.

Não gostou do que o outro fez, não vai com a cara dele, não gosta do que escreve, achou que foi atingido por uma indireta, tá insatisfeita com alguma coisa, morre de inveja da vida que o outro leva? Abra a boca e direcione seu discurso. Ninguém pode se gabar por ter caráter, se achar o dono da verdade, se não tem peito o suficiente pra mandar o outro a merda, olhando no olho, como todas as letras e tanto ódio no coração.

Já diziam os sábios: o veneno só mata quando é engolido... Cospe logo ou, engole de uma vez!

18 novembro 2013

Obrigada!

Semana que vem os americanos comemoram o Dia de Ação de Graças: um dia inteiro dedicado pra agradecer o ano que está quase acabando. Engraçado que, numa sociedade tão consumista quanto àquela, o que se menos dá valor neste dia é ao material. Agradecem à saúde que tem, aos amigos, à família e às oportunidades. No dia seguinte, eles até podem esquecer toda a cerimônia recheada de torta de abóbora e peru pra gastar até o que não têm na Black Friday, mas tirar um dia do ano pra ser efetivamente grato é de agradecer.

Fui educada à moda antiga: minha mãe me ensinou a respeitar os mais velhos, a pedir licença antes de interromper uma conversa e usar as palavras mágicas “por favor” e “obrigado”. Raridade hoje em dia. Destratam garçom ou qualquer pessoa que seja “julgada” como inferior como se ela estivesse ali obrigada a servir você.

Gratidão também ficou obsoleta. As pessoas estão cada vez mais acostumadas a pedir, a querer mais, a querer o do outro, a não querer mais o que têm, a não saber o que querem, que se esquecem de um detalhe pequeno, o de agradecer pelo que conquistaram, por aquilo que têm nas mãos.


É aquela velha história de dar valor depois que perde. Ser grato não é sentir saudade. É apreciar o presente, aproveitar bastante ele, pra que não vire lamento. Agradeça sempre. Não só o garçom, mas a vida, pelas infinitas segundas chances. 

11 novembro 2013

The end...

Lá se vai mais um ano. Mais um ciclo que se fecha exatamente hoje pra outro começar amanhã, às 5h55 da manhã! Pois é, eu nasci cedo... 5 minutos depois da hora em que geralmente acordo. Vou poder levantar aos 36 ou colocar a soneca do despertador e acordar mais velha.

Tanto faz... O que importa é que amanhã eu posso escolher como começar um novo ano! Afinal, o dia é meu!

Já postei algo parecido, quando minha sobrinha completou o primeiro ano de vida e como a gente muda em 365 dias. Estou caminhando pro segundo sobrinho (ou sobrinha?) e minha vida mudou bastante nos últimos 12 meses. Tudo o que eu achei que seria, não foi. Todas as promessas que fiz, nem todas consegui cumprir. Na verdade, acho que nem me lembro delas... Planejei mudanças que não aconteceram. Tive ideias e muita vontade de mudar tudo. Um surto que passou no dia seguinte, com os pés no chão que só a maturidade dos 36, quase 37, me deu. Ou, seria o medo?

Lá se vai mais um ano. Menos um pros 40. Como passou rápido. E eu nunca acreditei nessa história de que depois dos 18 o tempo voa. E como voa! Já dizia Lulu Santos: escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir, e não há tempo que volte, vamos viver tudo o que há pra viver, né?

O negócio é começar o ano sem promessas, pra daqui um ano, não lamentar pelos cantos por não ter conseguido cumpri-las, deixando a vida ainda mais difícil. Vamos nos permitir, né Lulu?


Que os 37 não judie, seja gentil, afinal tô fincando velhinha e mereço cuidados!

04 novembro 2013

Experimento

Não sou muito de me meter nesta área, mas achei este texto genial. Por isso, o post com "cara séria" que faz refletir:

Um professor de economia de uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno. Até que, certa vez, reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido na ideia de que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediário a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico. Tudo seria igualitário e justo.

O professor, então, disse: "OK, vamos fazer um experimento socialista nessa classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas". Ou seja, todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam "justas". Todos receberiam as mesmas notas, o que significa que, em teoria ninguém seria reprovado, assim como também ninguém receberia um "A".

Após calculada a média da primeira prova, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram menos ainda - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi "F". As notas não voltaram aos patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por "justiça" dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações. Inimizades e senso de injustiça passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar pra beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina pra surpresa geral.

O professor explicou: "O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros pra dar aos que não batalham por elas, ninguém mais vai tentar ou querer fazer o seu melhor. Tão simples quanto o exemplo de Cuba, da Coréia do Norte, da Venezuela, e dos outros países que estão chegando lá".

No estudo, então, concluiu-se que você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade dos mais ricos. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la. E quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metarde da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar pra sustentar a primeira metade, é então que chegamos ao começo do fim de uma nação.

23 outubro 2013

O que é ser escorpião


Muita gente tem medo de quem é de Escorpião. Ouço isso toda vez que revelo que sou uma escorpiana. Desde criança vejo gente torcendo o nariz pra essa informação e soltando um preconceituoso "credo!" logo em seguida. Naquela época não entendia o motivo pra tanta repulsa. Mas hoje, esse pavor que as pessoas demonstram em relação aos nativos deste signo (pra quem acredita nessas coisas, é claro!), faz todo sentido pra mim: deve ser difícil mesmo lidar com tanta intensidade, devoção e sensualidade numa mesma pessoa. 

Pessoas de Escorpião são intensas, 101%. Elas não sabem viver em cima do muro e nem gostam de perder muito tempo na vida. Pra eles é tudo ou nada. É ou não é, não tem meio termo, indecisão ou essa coisa de deixar pra resolver amanhã. São absolutamente apaixonadas, pelas pessoas e pelo que fazem, mas quando perdem o interesse e broxam, não tem volta. Elas ficam extremamente ofendidas quando são acusadas de brincar com os sentimentos dos outros, porque é um dos signos mais devotos e fiéis do zodíaco. Traição não faz parte do vocabulário da maioria desses nativos e sentimentos são levados a sério por eles. 

Quem nasce sob esse regente gosta de fazer muito pelos outros, principalmente por aqueles que ama. Tem o coração enorme e são capazes de deixar tudo pra trás, mudando suas prioridades, só pra ficar ao lado de quem gosta. O problema é que essa lealdade é acompanhada de ciúmes e uma certa desconfiança. Um escorpiano sabe detectar uma mentira no ato, por isso, antes de pensar em aprontar com eles: 1. saiba fazer direito ou 2. não faça!

Por sermos tão intensos e fiéis, dizem que a nossa vingança é certa e dolorosa. Pode até demorar, mas ela chega. Quem dá mancada com um exemplar desses é cortado, sem dó, da lista de prioridades. Sensualidade, sexualidade e mistério também são característicos desse signo bastante intuitivo. 

Por serem muito profundos e introspectivos, às vezes, é impossível saber o que pensam ou sentem, preferindo guardar pra eles a sair divulgando o que se passa na cabeça ou coração aos quatro cantos. Pouquíssimas pessoas conseguem lidar com tamanho mistério, já que o que mais se vê por aí é superficialidade. 

Quando confiam, confiam cegamente. E se quer ganhar a confiança deles (o que vale muito a pena) não dê motivos pra acharem o contrário. Se quer um parceiro fiel, é neles que vai encontrar.

É a gente que reina no próximo mês! Parabéns pra você que, assim como eu, deve estar comemorando seu aniversário nos próximos 30 dias!

03 outubro 2013

A ex perfeita

A melhor ex que ele já teve
Sempre que termino um relacionamento, sento e espero. Nesse meio tempo, choro todo o líquido do corpo, perco o sono, a fome, a vontade de sair e até mesmo de ver gente velha ou conhecer gente nova. Mas, espero. Um e-mail, um telefonema, um inbox, um novo pedido de amizade em redes sociais. Eles podem até tardar, mas não falham!

Isso me provam a excelente ex-namorada que sou. Quando o namoro termina, ao invés de agir como a louca desvairada, que persegue o ex e a atual, transformando a vida deles num inferno, sigo o meu caminho. Acabou, acabou. E ponto final. 

Antes disso, faço o impossível pra que as coisas dêem certo. Dou carinho, atenção, amor e tudo o que estiver ao meu alcance. Dizem que as pessoas do meu signo são assim. Mas, essa sou eu! 

Há poucos dias, li um texto num blog que achei genial. De cara, logo nas primeiras linhas, me identifiquei com o post. E foi assim até o final. "Seja a mulher que seu ex vai sentir falta" fala exatamente daquela mulher tão bacana que eles deixam passar pela vida e perdem de vista. Só se dão conta da cagada que fizeram tarde demais. 

Veja só:

Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: "Vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo". Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar. Depois de 8 anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogração dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho. 

Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.

Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?

Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. "Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar", me disse. Ela me ama: ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguneta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. "Sabe como é, mulher tá fácil hoje; mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana... encontrei poucas". 

Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.

Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no Whatsapp - e não responde. A gente fica praticamente ridícula. 

Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria do celular. Amor é isso. 

O importante é que a gente nuca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo. 

22 setembro 2013

Faz melhor?

Hoje, depois de muitos anos, me senti tiete de novo. Lógico, respeitando as proporções de idade, porque não sou mais uma idiota de 16 anos, histérica. Mas, me vi, sentada na frente do meu computador, acompanhando a "estréia" de uma banda no Rock in Rio.

É, "estréia" assim, entre aspas, porque conheço os moleques faz tempo... Bom, é importante esclarecer também que não sou fã. Não gosto do estilo de música que tocam, até porque não curto muito rock nacional. Mas admiro o caminho que trilharam.

Acompanhei de muito perto. Sou amiga de alguns integrantes. Frequentei festinhas num boteco fedorento, com pizza boa, que servia de palco pras primeiras apresentações. Aliás, não tinha palco! Era tudo improvisado, mas levava gente... Não esqueço a primeira vez que em que vi o Cadu cantando, há mais de 7 anos, e ali eu já sabia que ele tiraria o show de hoje de letra.

Vi a banda trocar de membros, frequentei estúdios de ensaio antes de cair na gandaia com eles, tomamos alguns porres, ganhei do Cadu uma das minhas tatuagens e um monte de histórias pra contar. Hoje vi no palco o Aguilar José e o Ku, esses pouquíssimas pessoas conhecem.

Não preciso ser fã de uma banda pra tirar o chapéu pras coisas que conquistaram. Realizar um sonho desse porte, dividir o palco com ídolos e pisar no mesmo metro quadrado em que o cara que você paga pau esteve, deve ser foda. Tão foda que chega a incomodar quem não passa nem da metade do caminho. Incomoda quem cruza os braços e se acomoda e prefere sentar a bunda gorda na frente do computador e tecer comentários medíocres num Twitter e Facebook, cheio de erros ortográficos.

Foi exatamente o que vi depois do show: uma enxurrada de amigos torcendo a favor na mesma medida de gente falando mal. Eu acredito na seguinte máxima: só pode descer a lenha quem faz, no mínimo, igual. E o que percebi é que esse povo tava longe de passar na porta do "bom". Inveja, gente, é uma merda.

Vamos deixar a mediocridade de lado e usar o exemplo dos meninos pra chegar pelo menos a algum lugar.

06 agosto 2013

Alma gêmea

Um pro outro
Não sei como é possível você me parecer tão familiar. Por que não tenho a sensação de que estou conhecendo você, mas sim lembrando quem você é? Cada sorriso, cada sussurro me levam à conclusão do que parece impossível: a de que já te conheci antes e que já te amei também. Num outro lugar, num outro tempo, numa outra existência.


31 julho 2013

Amém, minha filha!

Seguindo a palavra


Mulher adora acreditar nas coisas. Horóscopo, homem, conto de fadas, princesas, amigas invejosas, previsão do tempo, preço de roupas em liquidação e... revistas femininas. Tem aquelas que fazem dessas publicações verdadeiras Bíblias. Confesso que já cheguei a assinar uma delas e queria jogar uma bomba nos Correios quando a entrega atrasava. Regras infalíveis pra conquistar o homem dos sonhos, o corpo perfeito, ser boa de cama, ter a vida que pediu a Deus são temas recorrentes. O problema é que tem mulher por aí que não toma nenhuma decisão enquanto a próxima edição não chega às bancas. Dicas pra se dar bem no amor parece ser o tema preferido das moças. 

Essas revistas insistem no conselho de que, pra ganhar a atenção de um cara, você precisa fazer dele um capacho e ser indiferente. Fica proibido atender todas as ligações, estar disponível, dar atenção, exagerar nos cuidados pra não afugentar o rapaz. Besteira! O que faz mesmo uma relação deslanchar é o fato de as duas pessoas terem o nível de comprometimento parecido. A reciprocidade é o que vale e é o melhor termômetro. Não tem porque ignorar se ele mostra que está na sua e é atencioso. Vai na da revista, querida, e terminará encalhada!

E os jantares românticos constantemente sugeridos pra salvar a relação? O cara anda apático e é preciso esquentar o relacionamento, que anda meio morno e sem sal? Vá pra cozinha e prepare um banquete romântico, separe o vinho e não esqueça as velas. A-ham... É bem por aí, viu. Mas só se você tá a fim de mostrar a Amélia que existe em você. Quando o relacionamento tá mais ou menos, jantar à luz de velas não resolve. O que vale é quebrar a expectativa, as regras. Jantares são óbvios. Um passeio de montanha-russa não! Experiências assim estão associadas ao início do namoro e aumentam os neurotransmissores, aquela coisa produzida quando você se apaixona. Jantar romântico pode até ser bonitinho e charmoso nos filmes, mas a única coisa que aumenta é a barriga. 

Homens adoram jogar videogame. Mas não generalize. Eles odeiam joguinhos sentimentais. Então pra quê seguir aquele conselho estúpido de que pra amarrar o cara você não pode deixar claro que o jogo tá ganho? As revistas dizem que esses joguinhos de sedução no início da relação precisam se manter no longo prazo, fazendo com que o outro, coitado, fique sempre na dúvida sobre o que você sente, antes de se entregar completamente. Porém, estudos (e não revistas) mostraram que demonstrar interesse em alguém não causa, obrigatoriamente, desinteresse no outro. Abrir a guarda faz parte, além de dar o sinal verde pra mostrar ao outro que ele também pode se abrir com você. 

Outra teoria criada por revistas e propagada por mulheres ao redor do mundo: resista bravamente e não vá pra cama no primeiro encontro, afinal isso fará com que o cara não te procure nunca mais nesta vida e nem na próxima. Uma pesquisa americana mostrou que casais que liberaram geral na primeira noite não disseram estar menos felizes do que aqueles que esperaram muitos encontros. Eu conheço casos bem sucedidos de gente que foi direto aos finalmentes e está prestes a casar. Tem gente que até acredita que o bom mesmo é ver, de cara, se há química e partir pra outra caso não seja lá o que se esperava. Desse ponto de vista, se enrolar é o segredo, as duronas podem estar perdendo tempo. Não existe regra. Tenha isso em mente. E só!

A última teoria criada por essas publicações diz que quando um cara se importa com você, ele se lembra de datas especiais. Pfff! Em tempos onde ninguém mais lembra de cor o telefone da casa da própria mãe, como manter na cabeça a data de cada ocasião importante? Talvez gestos não valham mais do que palavras na maioria das vezes e um buquê de flores pra comemorar o dia em que vocês dividiram pela primeira vez um chiclete seja tão romântico quanto um espontâneo “eu te amo”. Quem organiza serenatas pra comemorar aniversário de namoro, na verdade, se importa mais com o espetáculo do que aquele cara que oferece uma massagem num dia em que você chega em casa cansada do trabalho. Ter boa memória não é sinônimo de demonstração de uma paixão avassaladora. 

Aqui vai uma verdade: Papai Noel não existe, assim como as princesas e os príncipes em cavalos brancos. Revistas femininas são recheadas de ladainhas e você... bem, você, minha filha, já deveria saber disso!

22 julho 2013

Mude a sua atitude

Desafio!
Não tem nada pior do que gente negativa. Credo! Confesso que, muito de vez em quando, tenho meus momentos, que fico pra baixo, chata mesmo, mas tem gente que veste esse manto e manda ver. Chega a ser até pesado, incomodo, impossível ficar perto.

A vida de ninguém é cor-de-rosa e uma calmaria só. Ou recheada de momentos maravilhosos, com muito glitter e coisas boas. Já disse isso aqui e vou repetir: tudo depende da atitude que tomamos em relação às coisas. Resmungar não leva ninguém mais longe! Aliás, não leva a lugar nenhum.

Infelizmente não há remédios na farmácia (não esses automedicáveis) capazes de mandar essa quizumba pro espaço. A mudança tem que partir da gente mesmo, como se você estivesse ingressando num desses programas de reabilitação, e tem que ter muita, mas muita força de vontade. Eu conhecia uma pessoa que torcia o nariz pra todas as sugestões e coisas novas. Não, me engano. Era pra tudo mesmo. Sabe como terminou? Sozinho! Porque nem Madre Tereza de Calcutá aguentaria gente assim.

Há 20 coisas que qualquer pessoa pode fazer todos os dias pra mudar essa urucubaca negativa. Basta seguir os mandamentos por 30 dias, todos os dias mesmo. Pode ser mais do que uma, fique à vontade, mas faça. Seja realista e divirta-se! Espero que ajude... Nós, ao redor, agradecemos!

1. Comece um diário e escreva nele coisas pelas quais você é grato na vida.
2. Repense numa daquelas suas crenças negativistas, substitua-a por uma nova e repita pra você mesmo diariamente.
3. Experimente uma comida nova. Dê preferência pras coisas saudáveis.
4. Tente uma receita nova. A internet é um prato cheio de receitas.
5. Assista a um documentário por dia. Assim, poderá aprender muito sobre o mundo e as diferentes culturas e seus estilos de vida.
6. Caminhe de 30 a 60 minutos. De preferência, sorrindo.
7. Evite assistir jornais na TV ou ler notícias na internet ou impressos por 30 dias. Esses programas sensacionalistas são ótimos pra explorar tragédia, você passa a desacreditar na vida e daí, já viu, né?
8. Isole-se de Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social por 30 dias também. É difícil, evidente. Mas se for impossível se afastar por tanto tempo, estipule um tempo pra navegar. Uma hora por dia é mais do que suficiente.
9. Leia um livro por 15 minutos ou mais.
10. Todas as manhãs, quando acordar e antes mesmo de sair da cama, diga pra você mesmo que este será um dia foda de bom!
11. Se tiver filhos, abrace-os todos os dias. No mínimo, 10 vezes cada um!
12. Cante no banho. Bem alto!
13. Ajude alguém diferente ou que não conhece. Abra a porta, ajude a atravessar, dê passagem no trânsito, seja gentil.
14. Medite por 10 minutos diariamente.
15. Se exercite. Nem que seja por apenas 10 minutos. Já faz uma baita diferença.
16. Pesquise algo do seu interesse por 20 minutos.
17. Assista 5 vídeos engraçados no YouTube
18. Mande uma mensagem por dia aos amigos e diga o quanto aprecia a amizade deles e o quanto é querido.
19. Comece um blog e escreva um post por dia. Fale sobre seu assunto preferido ou daquele que manja mais. Pode ser qualquer um!
20. Escreva uma carta ou bilhete pra você mesmo, com mensagens positivas.

Viu, só? Não dói, é de graça e não faz mal a ninguém. Aliás, todos agradecerão se mudar seu jeitão carregado e carrancudo. Vai por mim...