14 maio 2011

Coisas que as mulheres nunca vão falar

1. Nossa, como eu tô magra! Preciso engordar uns 3 quilos...
2. Amor, quer que eu lave a sua cueca?
3. Meu Deus, como as suas amigas são lindas...
4. Deixa que hoje eu pago o motel!
5. Me dá 5 minutos e eu arrumo a minha mala.
6. Relaxa... É sábado a noite, lógico que você pode ir jogar aquele futebolzinho com seus amigos...
7. Oba!! Filme de luta... Adoro!!
8. Querido, não sei dirigir muito bem... Será que você pode manobrar o carro pra mim?
9. Gente, o Brad Pitt é horrível!
10. Tá, amor... Desculpa! Eu peidei mesmo. Admito...
11. Adoro fazer uma faxina!
12. Amor, o que você acha de chamar aquela minha amiga que você acha gostosa pra fazer um ménage à trois?
13. Não vai esquecer de ir àquele happy hour com os amigos hoje, hein!
14. Adoro sua ex-namorada!!!
15. Aquela mulher é bem mais bonita que eu... Olha lá!
16. Tudo bem, você esqueceu meu aniversário de novo. Acontece, afinal você precisa mesmo memorizar tanta coisa, como a quantidade de títulos que seu time já ganhou...
17. Paguei tão barato naquele sapato. E à vista!
18. Acho que já tem comida o bastante em casa. Vamos levar só cerveja.
19. Não se preocupe, que eu troco o óleo e calibro os pneus.
20. Deixa que eu engulo!
21. É só sexo...
22. Não precisa me ligar amanhã. Espera 3 dias, é melhor...

07 maio 2011

69...

... é um bom número. O meu da sorte. Aliás, acho que de muitos... Não? Enfim, sem muito o que fazer (e percebendo que falo pouco, muito pouco sobre mim aqui), resolvi fazer uma lista com 69 coisas sobre mim. Não sei se agradaria, mas como tenho quase 2 mil views... Mataria a curiosidade de muita gente!

1. Decidi ser jornalista por causa do New Kids On The Block. Na época em que a banda era um sucesso (e eu não tinha bom senso pra perceber que aquilo não era música da melhor qualidade), eu montei um jornalzinho sobre eles e distribuia entre as amigas que gostavam deles também. Aliás, foi por causa do NKOTB que aprendi inglês. Ou seja, minhas duas profissões nas mãos de uma boy band...

2. O primeiro filme que assisti no cinema foi E.T., quando tinha 6 anos. Acho que é por isso que ainda gosto dele...

3. Eu gosto de rock n' roll. Amo, pra falar a verdade. Igual menino... Por exemplo, enquanto atualizo este post, estou ouvindo AC/DC. O Manifesto é, inclusive, o único lugar pra onde vou quando estou a fim de balada.

4. Nunca usei drogas. Mas já experimentei. Só fumei um daqueles cigarrinhos, sabe? Uma vez e só. Já tomei um negócio pra ficar acordada e... realmente fiquei: por 36 horas. Nunca mais.

5. Não gosto de cerveja, prefiro coisas com Coca Cola. Como Cuba Libre, Jack n' Coke e Long Island Iced Tea. Mas bebo pra socializar...

6. Já tive depressão e frequentei a terapia. Acho que ajudou...

7. Já passei 15 dias só bebendo água e leite. Não era regime, mas tristeza mesmo. Quando fico assim, não sinto fome e nem como nada. O lado bom do fato triste é entrar em forma!

8. Já fui traída por um ex-namorado. Perdoei o filho da puta e adivinha... ele fez de novo! Azar o dele, que até hoje corre atrás de mim. Tô nem aí.

9. Eu moro sozinha há mais de 10 anos e ainda não aprendi a cozinhar coisas decentes. Mas não morri de fome. Acho que me viro bem. E tá enganado se vivo a base de miojo...

10. Gosto de dormir abraçada. Quando não tem ninguém, vai o travesseiro mesmo!

11. Já engravidei, mas perdi no dia do meu aniversário, em 2007. Foi a decisão mais difícil da minha vida (de ter ou não) e perder depois da decisão tomada foi a coisa mais triste que já me aconteceu. Mas, Deus sabe o que faz...

12. Amo comida Mexicana (sei fazer chili, guacamole e Mojito - pra quem pensava depois de ler o número 9 da lista que eu só sei fazer arroz e macarrão!) e Japonesa. Mas não gosto dos japoneses...

13. Odeio assistir TV. Não tenho TV a cabo e só ligo a televisão em casa pra assistir seriados que compro ou filmes que alugo.

14. Ninguém acredita na minha idade. Chega a ser engraçado... Mas é bom saber que ainda tô conservada! E melhor do que essas menininhas de 25 anos!

15. Não gosto de dirigir. E não ligo pra carros. O meu fica sem lavar por meses, às vezes. E não sei o nome de nenhum deles, a não ser o meu mesmo.

16. Sempre acho que as pessoas estão tramando alguma coisa contra mim. Principalmente no trabalho. Então, tô sempre produzindo além do que devo pra não dar motivo pra que pensem que mereço comentários maldosos.

17. Sou legalzinha com quem merece. E não sei disfarçar quando não gosto de algo ou de alguém. Também sou do tipo que fala o que pensa, pra quem merece ouvir. Odeio quem fala pelas costas e nunca faço isso.

18. Já fiz coisas que não faria se estivesse sóbria. Subir e dançar no palco do Manifesto foi uma delas.

19. Não tenho medo de experimentar. E nem de tentar agradar. Entenda como quiser...

20. Gastei meu primeiro salário num disco do New Kids On The Block. Que idiota...

21. Quando eu tinha uns 4 ou 5 anos fui mordida por um Dálmata. Desde então tenho medo desse cachorro e nem consigo achar que ele é bonitinho.

22. Sempre demoro mais do que o normal pra me recuperar de uma perda. Ainda tô aprendendo a lidar com isso. Mas sofro muito. Sempre.

23. Dei o primeiro beijo aos 12 anos. O menino tentou me agarrar na frente dos meus pais. Foi estranho.

24. Já trabalhei pra uma revista pornô. Então assistir a filminhos de sacanagem, falar sobre sexo e ir a um puteiro são coisas não me constrangem.

25. Odeio atendentes de telemarketing. Acho que até a mãe deles sente o mesmo. Sou grossa com todos que tentam me vender alguma coisa e com aqueles que não são capazes de resolver um problema. Sem falar no gerundismo que eles usam.

26. Sou viciada em seriados. Friends, Prison Break, Dexter, Sex and The City, CSI e House são os meus favoritos.

27. Eu queria ter um amigo gay. Mas que não fosse daqueles afetados demais.

28. Já saí com alguém do trabalho. E aconselho: não é legal.

29. Já saí com meninos bem mais novos, já que não acreditam na minha idade, e cheguei à conclusão de que se eu realmente gostasse de crianças eu já teria tido uma.

30. Não que eu não goste de crianças. Amo minha sobrinha. Mas não planejo ter filhos. Ou, se isso não acontecer na minha vida não será o maior drama da humanidade. Trabalho com um monte de pivetinho fofo... Isso já me basta!

31. Gasto boa parte do meu dinheiro com bolsas, sapatos, seriados, comida, biografias de bandas ou roqueiros e agora, na minha nova tatuagem.

32. Uso lentes de contato, porque óculos me dá tontura. E sou míope pra cacete, praticamente cega!

33. Muitas coisas que irritam, mas injustiça e mentira estão no topo da lista. Sem falar na falta de educação. Odeio gente que destrata garçom, empregada/faxineira e porteiro!

34. Tenho um pouco de medo de lugares cheios. Por isso, evito-os. Shopping center em véspera de Dia das Mães e Natal é um lugar que eu não entro nem morta!

35. Adoro papinhas de bebê, principalmente aquela de maçã!

36. Não acordo de mau humor, mas não converso muito. Demoro uma hora pra entrar no clima e socializar.

37. Tenho poucas amigas, mais amigos. Confio mais nos homens.

38. Enlouqueço em livrarias. E costumo passar horas dentro de uma...

39. Confesso que tenho um pouco de preguiça de ler enunciados muito longos ou complexos.

40. Julgo as pessoas antes de conhecê-las. É meio uma forma de me proteger. Confio muito no meu instinto e quando ele diz que alguém não é do bem, não é mesmo.

41. Odeio conversas de elevador. Morando num prédio, rezo sempre quando entro no meu pra que ele esteja vazio.

42. Sou ruim em matemática. Até no 2 + 2. Uso a calculadora e não sei fazer porcentagem. Ah! E isso inclui meu dinheiro...

43. Costumava ser mais tímida. Não puxava assunto e nem conversava com quem não conhecia. Hoje, se não converso, é porque não quero mesmo.

44. As pessoas me acham metida. Não tô nem aí pra elas...

45. Odeio ficar esperando! O-D-E-I-O!

46. Sou meio sedentária. Odeio academia, malhar, gente que frequenta academia... Só jogo beach tennis quando estou na praia e olhe lá...

47. Nem sempre tenho TPM. Mas quando tenho... Nem eu me aguento!

48. Não gosto de gente que só fala gíria. Menina falando que vai pro "trampo" e depois tomar umas "brejas com os trutas" é horrível.

49. Adoro meu trabalho. Faço hora extra, sempre fiz, e financeiramente sei que não compensa. Mas não trabalho pelo dinheiro (é lógico que preciso dele pra pagar as contas e dar conta dos meus luxos), mas não suporto a idéia de ficar em casa sem fazer nada, sabendo que poderia estar fazendo alguma coisa.

50. Quando não tenho nada pra fazer, eu escrevo.

51. Um ex-namorado, uma vez, me disse que fui a melhor namorada que ele já teve. Tenho certeza disso. O melhor é saber que ele sempre irá me comparar com as outras...

52. Não consigo comprar um presente e guardar pra data especial. Tenho que dar logo e ver a reação de quem ganhou. Aliás, gosto mais de dar que receber.

53. Eu não ligo pra rótulos num relacionamento. Já "namorei" muitas vezes sem dizer que estava namorando. E era mais sério que qualquer outro compromisso "rotulado".

54. Rotina me deixa entediada. Não gosto de saber o que vai acontecer depois. Prefiro as surpresas.

55. Cada vez menos acredito no "eu te amo".

56. Ironizo pessoas que não sabem escrever corretamente. Acho um absurdo não saber falar a própria língua e achar isso "moderno". Eu sim acho engraçado a forma como as pessoas escrevem e publicam suas coisas por aí... É a melhor forma de atestar a burrice!

57. Adoro cheiro de canela e baunilha. Não é à toa que toda vez que vou à Starbucks peço cinnamon roll e vanilla late!

58. Pra mim, chocolate tá longe de substituir o sexo.

59. Quero que doem os meus órgãos quando morrer. Pode levar o que quiser de mim, se for pra ajudar alguém.

60. Só penteio meu cabelo depois de lavar. Não gosto de escová-lo ou penteá-lo.

61. Sou vaidosa, mas não ao extremo. Prefiro alimentar a cabeça a cuidar do corpo só pra impressionar os outros. Faço as unhas, corto o cabelo, faço depilação e só. Tá bom demais...

62. Sou meio descoordenada, tô sempre com as pernas roxas, mas consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo. Só não consigo dar atenção pra várias pessoas ao mesmo tempo.

63. Apesar de odiar conversar no telefone, tenho 2 celulares e um em casa.

64. Aliás, durmo com os celulares na cama. Ligados. Adoro receber SMS mesmo quando estou dormindo, e acordo pra responder se eles forem do tipo que valem a pena.

65. Adoro tatuagem. Em mim e nos outros. Já fiz umas 11. Cobri 3 e estou fazendo uma nova, que vai levar uns 2 meses pra ficar pronta. Se pudesse, faria várias...

66. Sou ciumenta pra caralho... E demonstro. Mas não sou do tipo que dá show. Sento e converso se algo não me agrada.

67. Não penso em casar. Mas se isso, um dia acontecer, quero que seja em Las Vegas, depois de cruzar os Estados Unidos de moto, beber muito Jack Daniel's e pode entrar numa daquelas capelas de minisaia. Se for assim, eu caso... Do contrário, prefiro gastar o dinheiro em viagens.

68. Um dia eu disse pra minha mãe que queria uma Harley Davidson e ela surtou.

69. Fazendo jus ao número... Adoro sexo!

03 maio 2011

The bigger, the better


Cidade grande é impessoal. Você anda na rua e, se olhar pra trás, vai reparar que ninguém olha de volta (a não ser, é claro, em raríssimas exceções, dependendo do interesse). Ninguém tá nem aí pra você, pra roupa que você usa, pro que você fez ou faz, se você tá bem ou à beira da morte.

Você é só mais um. E, no fundo, acho isso ótimo! O bom de morar numa cidade assim é saber que, mesmo tendo gente próxima o tempo todo, todo mundo é ocupado o bastante pra cuidar da sua PRÓPRIA vida. É tanta coisa pra fazer, tanta opção pra ocupar o tempo livre que sobra pouco espaço pra meter o bedelho na vida alheia.

É uma beleza poder fazer o que dá na telha sem correr o risco de ter uma comissão à lá jurados xinfrins do Show de Calouros do Silvio Santos analisando cada passo que você dá, torcendo o nariz pra cada "merda" que você faz ou dando nota pra cada dia em que você realmente vive. Não que eu ligue pro que vão pensar, achar ou dizer, mas que isso enche o saco...

Pra mim, qualidade de vida é isso. Troco a calmaria da cidade do interior, a brisa do mar e todas as outras "vantagens" (até porque vantagem é coisa de ponto de vista) dessas cidadezinhas pequenas, pelo anonimato da metrópole.

04 abril 2011

Profissão do futuro

Sua mãe passa a vida te ensinando valores. A cruzar as pernas quando sentar. A prestar atenção ao comprimento da saia. A usar os bons modos... Diz que é importante cuidar do corpo, se dar valor. Ensina que homem que presta gosta de mulher difícil. Daí você cresce, acreditando que tudo o que ela disse era verdade. Vai pra faculdade, estuda, estuda, estuda... Aprende a falar outras línguas. Se forma. Arruma um emprego meia boca que te faz trabalhar horas pra ganhar um salário que nem chega ao final do mês. Depois de passar a vida assim, como boa moça de família, você descobre que - ao ligar a TV - toda essa postura de santa não vai te levar a lugar nenhum. A moda agora é ser puta! Agora são elas, as putas, que lançam livros. São as mulheres de vida fácil que faturam milhões no cinema num filme que conta a vida delas. São elas quem desbancam os outros nos reality shows e fazem você pensar: se nada der certo nessa vida, não vou virar hippie... mas puta! Não sou preconceituosa. E quem sou eu pra julgar o que elas fazem... Mas, péra aí: tem algo errado nessa sociedade. Com tanta variedade de cursos universitários preocupados em capacitar as pessoas pro mercado de trabalho, tanto MBA, pós, cursos, com tantas opções pra se ganhar dinheiro usando a cabeça, por que cargas d'água ser puta tá tão em alta? A mulher demorou tanto pra conquistar um espaço de respeito nesse mundo disputado e machista que, sinceramente, sinto que estamos regredindo. Às vezes, sinto vergonha por ser mulher. E das direitas. Sim, porque somos nós, as certinhas, que sofremos com tanta libertinagem. O mundo resolveu generalizar e tratar a maioria da mesma forma como trata essa minoria que oferece o corpo pra ganhar dinheiro. Puta não deveria ser profissão do futuro. Mas de um passado bem remoto. Quando a mulher não precisava usar a cabeça, mas só seu poder de sedução. Eu cobro, e caro... Mas é pra pensar. O corpinho aqui é de graça, mas pra poucos. Já a cabeça e o respeito próprio, esses dois, não têm preço.

22 março 2011

Até quando?



Já reparou que - cada vez mais - vivemos a vida, o hoje, com a certeza de que amanhã estaremos aqui de novo? Só que não é bem assim. Não dá pra saber quando vai ser o último hoje da nossa vida. Quando "amanhã" não vai chegar. Ou mesmo quanto o próximo segundo será generoso o bastante pra te deixar vivo.

Planejar. Agendar. Programar. Fazer tudo com antecedência pensando na velhice é, talvez, a maior perda de tempo. Pode ser prudente, mas enquanto se planeja o futuro, agenda coisas pra serem feitas lá na frente, se planeja o que se quer da velhice, deixamos de viver o agora. E ele não volta. Nunca.

Chega a ser irônico o quanto a morte nos faz pensar na vida. O tempo todo a vida dá sinais de que é boa, de que vale a pena, mas é a morte, o fim de tudo, que nos faz acordar pra aproveitar o que ainda nos resta. Infelizmente, alguém precisa partir pra ensinar os outros a viver melhor. Ou, simplesmente, viver.

Quando alguém se vai, muitas vezes achamos que a vida não é justa. Ou até que Deus não o é. Na verdade, não é nada disso. Complicamos as coisas simples, deixando de aproveitar o que temos aqui. Vivemos o tempo que devemos viver e ensinamos as lições que precisamos ensinar, sem saber até quando nossa missão vai durar. Aliás, nem sabemos qual ela é. Resta aos outros decifrá-la no dia em que partirmos. Esquecemos que as pessoas são empréstimos de Deus e que a vida é justa, sim. Pois tivemos a sorte de tê-las, em algum momento, mesmo que ele não seja tão longo, por perto.

Aceitar a perda pode ser doloroso. Mas a lição que ela nos deixa vale uma vida inteira.


(Post dedicado ao Rodrigo Coelho)

04 março 2011

Na minha época



Vi o McDonald's chegar ao Brasil. Joguei Enduro e Pac Man no Atari. Bebi muita Coca-Cola na garrafa de vidro. Pulei amarelinha na rua, desenhada com pedaços de tijolo, até anoitecer. Criava cadernos de perguntas e dava pros meus amigos responder e assinar. Tive caderno de caligrafia. Decorei a tabuada. E comemorei meus aniversários com brigadeiro feito em casa e bala de coco enrolada no papel de seda colorido.

Não desmereço a modernidade e muito menos a tecnologia. Afinal, seria contraditório demais negar sua importância enquanto atualizo um blog na internet. Mas acho que certas coisas perderam um pouco o valor com tantos avanços feitos.

Sou da geração que viveu esta transição. Fiz pesquisas dos trabalhos da escola nas Barsas da biblioteca e escrevia resumos em papel almaço. Hoje, não dispenso o Google, apesar de ter vivido muito tempo sem ele. E sobreviver. Por isso, sei que existe vida sem tanta modernidade.

Naquela época, o mundo tinha fronteiras e, talvez por este motivo, as coisas pareciam mais fáceis. Bem mais tranquilas. Batedores de carteira eram criminosos perigosos. E assistir à primeira guerra televisionada era o auge da globalização. Só não sabíamos que isso chegaria tão longe, tão rápido.

Eu sou do tempo em que as pessoas se conheciam nas vida real. Não existia Orkut, Facebook ou Twitter. As fofocas eram passadas de boca em boca e os scraps chegavam em forma de envelope, pelo Correio. Aliás, sou da época em que o Correio só servia pra mandar cartas e não pra pagar contas ou comprar Telesena.

Sou do tempo em que os mais novos respeitavam os mais velhos. Que a música que se aprendia na escola era o Hino Nacional. Sou da época em que se plantava feijão no algodão, porque celular eram coisas pros adultos. Andava de bicicleta na rua sem correr o risco de ser atropelada, descia ladeira de carrinho de rolimã, pulava com Pogobol.

As meninas pintavam o cabelo com papel crepom e não alisavam os fios com tanta química. Elas comemoravam as festas de 15 anos como festas de 15 anos, e não eventos sociais que custam o preço de uma casa. E ainda levavam ovadas na saída da escola. As fotos eram tiradas para recordar um momento e não para serem colocadas por aí. Crianças colecionavam geleca e não bichinhos virtuais. O bom era jogar bola na rua e não wii trancado dentro de casa. Plutão ainda era um planeta, as provas tinham cheiro de álcool do mimeógrafo. O pãozinho francês custava só R$0,10, a brincadeira do copo dava medo e o "peraí, mãe" era pra não sair da rua e não do computador.


Os tempos mudaram. E vão continuar mudando. Mas seria muito positivo se fosse tudo positivo. Não vejo as pessoas sabendo usar tanta tecnologia e modernidade com sabedoria. O que me faz sentir, cada vez mais, saudade da época em que eu ainda era uma criança.

03 março 2011

O outro lado do post anterior


Tá, vai... Confesso. Morar sozinha não é ruim. Se bem que depois do post anterior, duvido que muita gente se animaria a começar essa jornada tão incerta. Mas, tenho que admitir: morar sozinha é do caralh*!

Toda vez que tenho pesadelos, nesses sonhos tô dividindo uma casa - geralmente a minha mesmo - com minha mãe e irmão. Apesar de amá-los demais, de serem minha família, não me imagino morando com eles novamente. Aprendi a gostar de ter o meu espaço, de mandar nele e perder isso é tortura até em sonho. Poder fazer o que quero, na hora que me agrada e do jeito que me faz feliz é a melhor coisa do mundo!

Já faz tempo que não preciso comer todas as verduras que minha mãe escolhia pro jantar... Odeio legumes e essas coisas verdes. Mesmo sentindo falta do arroz e do feijão que ela fazia com tanto amor, posso me entupir de Doritos e Coca Cola quando chego em casa cansada do trabalho, sem paciência pra cozinhar, e não engolir aquele monte de mato só porque era o cardápio do dia.

Aonde você deixa a toalha depois do banho? Morando com os pais, a toalha fica aonde sua mãe quer. Não naquele lugar em que você esqueceu ou que prefere deixar. É lógico que, se você sair de casa e deixá-la largada, quando voltar pode encontrá-la no meio da sala, arrastada pelos fungos ou no mesmo lugar onde deixou, já que ninguém vai pendurá-la pra secar. A vantagem é não ter que ouvir groselha só porque a toalha não estava aonde "deveria" estar, segundo o Imaginário Decreto Mundial do Lugar para Pendurar Toalhas.

Não existe nada melhor do que poder comer no cômodo que mais te agrada. Confesso que, às vezes (mas bem às vezes mesmo), é ruim não ter com quem dividir a mesa do jantar. Mas comer em frente à TV, sem ter que socializar enquanto assiste o programa que mais gosta é impagável. Aliás, quem manda no controle remoto aí na sua casa? Eu tenho 5 e mando em todos eles. No volume, na programação e no lugar onde eu acho que devem ficar.

Já acordou atrasado pro trabalho e quando voltou pra casa depois de um dia do cão ouviu aquele esporro interminável por não ter arrumado a cama? Nem precisa tanto... Já acordou sem o menor saco pra arrumar a cama? Meu quarto, meu armário, minha mesa de trabalho e a pia da cozinha ficam do jeito que eu quero.

Não existe nada melhor do que sair e não precisar ligar pra casa pra avisar que vai chegar um pouco mais tarde, seja lá o motivo que for. Aliás, é constrangedor estar no meio de uma "situação" e parar tudo pra ligar e avisar que não vai dormir em casa. Eu poderia até ligar, mas não tenho nem secretária eletrônica pra pegar o recado. Saio e chego na hora em que eu bem entender e posso trazer pra casa quem me der na telha.

Quando vou ao supermercado, posso parecer - ao mesmo tempo - uma criança de 5 anos enchendo o carrinho de Danoninho, ou um homem de 30 comprando cerveja pro churrasco da vida dele. Optar por miojo no lugar das verduras, comida congelada pra forrar o freezer, latas e latas de leite condensado e muito refrigerante faz a vida de quem não divide nada com ninguém parecer uma festa sem fim. Sim, morar sozinho pode não ser nada saudável, pode ser ainda um pouco solitário e, às vezes, estressante, mas quem manda no seu pedaço é você. E todas as vantagens fazem do post anterior bons conselhos, mas desse aqui a melhor decisão da sua vida!

26 fevereiro 2011

A arte de morar sozinha

Morar sozinho não é pra qualquer um. Apesar de muita gente sonhar com o dia em que vai sair da barra da saia da mamãe, levar isso adiante são outros 500. Aliás, bem mais que R$500! Tem que ser guerreiro, faxineiro, cozinheiro, motorista, administrador, encanador, eletricista e... dos bons!

Muita gente me procura quando pensa no assunto, afinal já tô no ramo dos "solitários" há mais de 10 anos! Conselhos, dicas, toques, histórias... Tenho pra dar e vender. Aliás, quem mora sozinho raramente dá alguma coisa, porque sabe o custo que as coisas passam a ter e a diferença que qualquer uma delas pode fazer no orçamento. Mas, divido as minhas experiências com os interessados. Encorajo os bravos e torço pra que consigam chegar ao final da guerra sãos e salvos.

O que acho mais engraçado nisso tudo é ver nego que - morando com os pais - não consegue chegar no final do mês com o saldo positivo na conta pensando em sair de casa. Posso não ser forte o suficiente pra tocar o pneu do meu carro, mas sou esperta o bastante pra ter uma grana guardada pra emergências como essas. E, com o tempo, aprendi a me virar melhor do que esse pessoal que acha que preparar o próprio miojo é o ápice da independência: mesmo tendo o telefone de encanadores e eletricistas, sei trocar chuveiro e as lâmpadas queimadas sem fazer disso o drama da minha vida.

Morar sozinha é abrir mão, muitas vezes, da viagem com os amigos num final de semana prolongado, um jantar num restaurante mais bacaninha perto do fim do mês ou daquele vestido lindo que tanto queria pra poder dar conta... das contas! E mandar nego se foder quando achar isso ruim, porque só você sabe o preço que a independência tem.

Enquanto você tá na casa do papai e da mamãe nem imagina como o pacote da sua bolacha preferida chegou à despensa da cozinha e nem o custo que isso teve. Nem imagina quanto do salário dos seus pais é gasto com o papel higiênico que limpa a sua bunda ou com o sambão em pó que deixa a sua roupa cheirosa. Porque a sua maior preocupação é torrar toda a sua mesada na balada da moda.

Pra morar sozinho é preciso ser meio Chuck Norris. E isso, acredite, não é exagero. É muito bom chegar em casa e não ter que dar satisfação da hora, de onde ou com quem estava. Mas isso tem seu preço: também não tem com quem dividir o condomínio, o aluguel (pros que não tem a sorte que tenho de já ter a minha casa própria), a luz, a água, o telefone, o celular, o supermercado, a farmácia, o plano de saúde e todos os gastos que dão custo à sua independência. Que não são poucos e nem baratos. Ser independente não é ter seu carro e conseguir pagar o seguro e a gasolina. Querido, ser independente é conseguir bancar isso... também!

Seus passeios são trocados por faxinas. O horário da novela ou do filme que tanto queria assistir passa a ser o único momento que tem pra cozinhar depois de um dia cansativo no trabalho. A voltinha no shopping com as amigas são susbtituídas por idas ao supermercado. E o happy hour... pela reunião de condomínio.

Sair da casa dos pais é como ir pra guerra. Poucos sobrevivem. Outros voltam mais cedo da batalha pro ninho de onde saíram antes mesmo do primeiro confronto terminar. Tem quem, como eu, encara as lutas (diárias) sem desistir no meio do caminho. Pra esses, o meu respeito. Vá até a sua geladeira, pegue aquela cerveja que você comprou sem a ajuda da mamãe e... brindemos!

25 fevereiro 2011

Então, tchau!


É muito estranho quando alguma coisa acaba ou não dá certo. Eu, pelo menos, me revolto um pouco. Insisto até o meu limite pra que isso não aconteça. Tento, dou chance, tento mais um pouco... Mas custa admitir que acabou. Fico sempre perguntando o "porquê", penso se fiz algo de errado, se poderia ter sido diferente, se seria diferente... Levo um tempo pra digerir. Insisto tanto que esqueço de aceitar o fim.
Muitas vezes, chego a achar que não é justo. Que Deus tá me sacaneando, me testanto, vendo qual é o meu limite, pra ver se eu aguento mesmo o tranco. Chego a achar que Ele não joga no meu time. Que não gosta de mim... Mas quando passa essa revolta vejo que, no fundo, o cara lá me ama e é meu fã. Quer que as coisas dêem certo na minha vida. Torce pra que eu seja feliz. Extremamente feliz, aliás, porque sabe que não me contento com pouco. Quer que eu encontre pessoas que realmente apreciam a minha presença, que valorizam o que sou e que gostam de mim. Que não mediriam esforços pra me agradar e mostar o quanto sou importante. Quer, ainda, que eu tenha as melhores oportunidades e que aprenda todas as lições que tem pra me ensinar. Nem que, no meio da aula, eu tenha que penar um pouco...
Quando alguma coisa não dá certo na nossa vida a tendência que temos é achar que não temos sorte, diferentemente dos outros. Quando, na verdade, somos as pessoas mais sortudas do mundo. Se algo não dá certo é porque outras tantas coisas boas estão por vir. E precisamos estar com o caminho limpo pra poder recebê-las ou mesmo perceber que elas existem. Deus não nos tira algo sem que dê um presente melhor logo em seguida.
Tudo bem que, muitas vezes, o jeito que Ele tem de ensinar é duro e machuca. Mas se fosse diferente, jamais aprenderíamos a lição. Cada coisa que Ele tira do nosso caminho, cada pessoa que Ele leva embora, na verdade, nunca mereceu estar lá. Não era mesmo pra dar certo, mas sim mostrar que o que vem pela frente é muito melhor. Resta saber entender isso, aceitar e estar pronto pro que nos está reservado. Perder tempo com quem não vale a pena, com coisas que roubam a nossa energia, só atrasa a vida e empata a chance de começar e investir naqueles e naquilo que vai nos fazer felizes de verdade.

12 fevereiro 2011

A louca


Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. Seria bom se essa medida fosse balanceada, meio a meio. Ser 100% sano nem deve ser saudável. Isso deve levar à loucura. Mas tem gente que exagera no lado esquizofrênico dessa teoria. E é louco ao quadrado.

Somado à isso tem quem tenha pouco amor próprio. Ou aqueles que não têm a menor idéia do que seja isso. Junta com a loucura, use a sua imaginação e conclua quão louco certos seres humanos podem ser.

Gente normal, como eu - provavelmente, como você -, precisa ser de tudo um pouco: louco, psicólogo, sano, vítima e assassino. Mas não necessariamente executar, na real, cada um desses papéis. Eles são metafóricos, imaginários. E servem pra que possamos levar a vida numa boa, sem enlouquecer.
Já conheci muita gente doida. Maluca de verdade. E cada vez mais tenho a certeza de quão sana e normal eu sou. O que faz com que me mantenha numa boa em convívio com a sociedade. Mas, coloque "homem" no meio de uma história. Deixe ela mal resolvida. E junte à isso, uma louca.
Devo ser muito ocupada (e normal) pra achar certas coisas inaceitáveis: criar um perfil falso em sites de relacionamento pra investigar e atacar, por exemplo... É normal? É claro que não! Enfim... Sei que muita gente lê isso aqui. Fico super feliz, mas usar meu blog pra se aproximar e me meter no meio da sua loucura, desculpe, não é nada saudável. Quem faz isso precisa de, no mínimo, ajuda psiquiátrica e remédios tarja preta.
Não é a primeira vez que isso acontece comigo. O lado bom disso é que, cada vez mais, as pessoas vêem o quanto sou diferente de certos tipos que existem por aí e gostam de mim por causa disso. Loucura é bom. Dentro de quatro paredes. Junto com os amigos. Pra experimentar algo novo na vida. Pra refrescar a cabeça de tanta sanidade. Mas loucura tem limite... E quando não souber controlar a sua, não tente invadir o espaço dos outros, achando que eles são tão doidos quanto você. Se você não sabe lidar com certas coisas, procure ajuda médica e não alguém pra descontar a sua raiva e frustração.
Eu, por exemplo, vou sempre agir da forma mais sana possível em casos como esse. Pois é isso o que sou: normal!