Tem que ser muito macho pra ser gay nos dias de hoje, sabia? Pois é, já viramos o milênio há alguns anos, mas parece que ainda existe bossal com a cabeça no início dos tempos, que prefere enxergar a escolha de cada um como coisa do capeta ao invés de aceitar a opção e encará-los como iguais.
O pastor evangélico Marco Feliciano, também presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados - teoricamente responsável por defender as minorias e suas opções -, resolveu colocar um projeto (idiota) para votação, que vem sendo chamado de "cura gay". Ele ainda defende um texto que penaliza a discriminação contra heterossexuais (a maioria). Mais homofóbico e racista, impossível! O santo-do-pau-oco em questão além de responder no Supremo Tribunal Federal por homofobia também tenta se defender do crime de estelionato.
Não sou homossexual e nem muito engajada em causas. Mas certos tipos de comportamento e atitude, como do sujeito aí, me embrulham o estômago. Preconceitos estúpidos como este, nos dias de hoje, são inaceitáveis. Já estamos num outro nível. Apesar de até a igreja católica ser contra, já estamos discutindo e aceitando com outros olhos a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Qual é o problema, então?
Não dá pra acreditar que, em 2013, ao invés de discutirmos coisas realmente importantes e relevantes, temos que nos deparar com projetos pensados na cura de algo que não pode nem ser diagnosticado como patologia. Não é possível que um país com a educação e o sistema público de saúde de m*** oferecidos pra quem trabalha 6 meses do ano só pra pagar impostos ignora problemas reais e ainda é representado por pessoas preconceituosas e de mentes tão fechadas.
Gays são cultos, inteligentíssimos, ocupam o tempo com aquilo que os fazem grandes, são honestos porque, acima de tudo, não escondem aquilo que a sociedade ainda discrimina, sua opção sexual que difere da maioria.Eles, sim, deveriam estar no poder.
Opção é opção. Seja ela qual for tem que ser respeitada. O que realmente deveria existir é a cura para a ignorância de pessoas pequenas e preconceituosas, como o nosso excelentíssimo (só que não) presidente de Direitos Humanos. Pessoas têm direitos e um deles é de escolher aquilo que os faz bem. E você, Feliciano, foi escolhido para representá-los.
Que nosso excelente sistema de saúde invente uma vacina pra acabar com este seu mal: a sua ignorância.
02 maio 2013
30 abril 2013
Barbaridade
Lembro quando tinha mais ou menos uns 10 anos dos meus amigos da escola comentando sobre o "crime da mala", exposto no Museu do Crime da USP. Aquilo era bárbaro e chocava, afinal como alguém em sã consciência mataria a própria mulher, picaria em pedacinhos e despacharia o resto do corpo numa mala num navio.
Crime, naquela época, era bater carteira no centro da cidade. Não existiam programas sensacionalistas, aliás, existia censura na TV (o que, de certa forma, era até bom...) e os crimes não chegavam a tamanha brutalidade pra ganhar a atenção popular. Não que soubéssemos...
Mas, de uns tempos pra cá, a coisa degringolou. Desde que o "Linha Direta" foi ao ar na Globo parece que a escola do crime anda se especializando na barbárie. Os programas sensacionalistas perderam de vez o limite e colocam no ar, na hora do jantar com a família reunida na frente da TV, cenas e detalhes de crimes de embrulhar o estômago.
Parece que o mundo virou de pernas pro ar. O "crime da mala" virou banalidade. Os assassinatos de hoje são cheios de crueldade e requinte, sem falar na frieza com que são cometidos e na impunidade que se segue. Esquartejar alguém e enfiar o corpo numa sacola já nem espanta mais. Agora queimam gente viva. E descrevem o ato com detalhes dignos de novela. E repetem, repetem, repetem...
Falta bom senso. Sobra crueldade. E fica a dúvida: culpado seria apenas aquele que comete o crime, ou a sociedade que anda dando bola e audiência demais pra esse tipo de coisa, alimentando a mente já doentia desse bando de criminoso sem noção?
Crime, naquela época, era bater carteira no centro da cidade. Não existiam programas sensacionalistas, aliás, existia censura na TV (o que, de certa forma, era até bom...) e os crimes não chegavam a tamanha brutalidade pra ganhar a atenção popular. Não que soubéssemos...
Mas, de uns tempos pra cá, a coisa degringolou. Desde que o "Linha Direta" foi ao ar na Globo parece que a escola do crime anda se especializando na barbárie. Os programas sensacionalistas perderam de vez o limite e colocam no ar, na hora do jantar com a família reunida na frente da TV, cenas e detalhes de crimes de embrulhar o estômago.
Parece que o mundo virou de pernas pro ar. O "crime da mala" virou banalidade. Os assassinatos de hoje são cheios de crueldade e requinte, sem falar na frieza com que são cometidos e na impunidade que se segue. Esquartejar alguém e enfiar o corpo numa sacola já nem espanta mais. Agora queimam gente viva. E descrevem o ato com detalhes dignos de novela. E repetem, repetem, repetem...
Falta bom senso. Sobra crueldade. E fica a dúvida: culpado seria apenas aquele que comete o crime, ou a sociedade que anda dando bola e audiência demais pra esse tipo de coisa, alimentando a mente já doentia desse bando de criminoso sem noção?
28 abril 2013
100 coisas pra fazer com seu tempo livre
Não sei você, mas 24 horas pra
mim é pouco. Chego ao trabalho às 7h da manhã e não saio antes das 8h da noite.
Tenho que ficar atenta as crianças, a equipe e nos detalhes da minha função. Trânsito
pra ir, pra voltar. Responsabilidades em casa de quem mora sozinha:
supermercado, refeições, limpeza, organização. Cabeça nas contas pra pagar...
Mal sobra tempo pro ócio. Mas, confesso: não sinto nenhuma ponta de inveja de
quem tem tempo de sobra pra dar e vender. Acho um desperdício de vida. Não
conseguiria dormir em paz, achando que não sou útil ou produtiva.
Tem gente que gosta de ficar sem
fazer nada. Tem gente que usa esse tempo pra fazer o bem. Mas, sabemos que, a
maioria prefere a ociosidade pra cuidar da vida alheia e semear o mal. As “candinhas”
do mundo moderno não precisam mais ficar na janela, xeretando o que os outros
fazem, enquanto elas mesmas não têm nada produtivo pra fazer. Elas usam o "Windows", que é quase a mesma coisa, pra se meter onde não deve.
Então, num dos poucos momentos
livres que tive (e aos poucos...), criei uma lista de sugestões pras pessoas
ocuparem o tempo livre com atividades que engrandecem a alma, ocupam a cabeça e
as façam viver. Vai que elas ainda
não pensaram nisso...
1. Leia um livro
2. Estude (português é uma boa, pra começar...)
3. Aprimore os conhecimentos de algo que já sabe
4. Passe mais tempo com os filhos
5. Adote um animal abandonado
6. Aprenda algo novo
7. Cozinhe pra semana inteira
8. Limpe a casa
9. Organize os armários e prateleiras
10. Participe de uma ONG
11. Caminhe no parque
12. Vá ao shopping olhar vitrines
13. Crie uma conta no Pinterest
(pra colecionar fotos interessantes)
14. Atualize-se com as notícias
15. Faça um curso livre
16. Trabalhe
17. Ou arrume um emprego...
18. Anote seus pensamentos
19. Escreva um livro
20. Faça artesanato
21. Durma bastante
22. Viaje
23. Arrume um namorado (ou namorada)
24. Olhe suas fotos de infância
25. Vá passear com o cachorro dos outros
26. Saia com os amigos, que por acaso estejam ociosos também
27. Lave um tanque de roupas
28. E depois passá-las
29. Descongele o freezer
30. Programe o que fazer nos feriados do ano todo
31. Ajude os amigos
32. Frequente bibliotecas
33. Vá a museus
34. Crie projetos pessoais
35. Vá ajudar pessoas carentes
36. Separe coisas pra doações
37. Faça trabalhos voluntários
38. Cuide de um idoso
39. Medite
40. Estude a Bíblia
41. Reze
42. Vá à academia
43. Cuide de plantas
44. Leia revistas do seu interesse
45. Pesquise assuntos novos
46. Faça listas
47. Vá doar medula óssea ou sangue
48. Faça palavras cruzadas
49. Matricule-se num curso de línguas
50. Ofereça ajuda
51. Converse com quem precisa ser ouvido
52. Escreva cartas pra amigos distantes
53. Assista TV
54. Ou veja todos os episódios do seu seriado preferido
55. Ouça suas músicas favoritas (e aprenda a cantá-las, se for em
inglês)
56. Vá dançar
57. Ande de bicicleta pelo quarteirão
58. Viste os vizinhos
59. Aprenda a tocar um instrumento
60. Ensine uma criança a ler (ou um adulto, por que não?)
61. Corra
62. Observe as nuvens
63. Jogue paciência
64. Passe a limpo seu caderno de receitas
65. Leia seus diários de adolescente
66. Ofereça carona
67. Atualize sua agenda de telefones
68. Estude a linguagem do corpo
69. Faça sexo!
70. Aprenda Braile
71. Seja guia de um deficiente visual
72. Pinte quadros
73. Faça terapia
74. Tire fotos
75. Vá pescar
76. Vá brigar pelos Direitos Humanos
77. Faça comida congelada pros amigos que não têm tempo de cozinhar
78. Vá ao supermercado mais vezes
79. Observe o movimento dos peixes no aquário
80. Ajude a manter a cidade limpa
91. Crie um blog, ué
82. Atualize seu currículo
83. Participe de grupos de discussões
84. Seja free-lancer
85. Visite hospitais
86. Cuide da sua aparência
87. Cozinhe pra moradores de rua
88. Faça sachês
89. Organize seus documentos e contas
90. Vá pagar as contas (se não as suas, as dos outros)
91. Pense no que está fazendo com a sua vida
92. Conte moedas
93. Respire, inspire...
94. Limpe sua caixa de emails
95. Preste concursos públicos (ou estude pra eles...)
96. Faça algo pelo seu bairro, cidade, estado, país...
97. Faça as pazes com quem brigou
98. Cuide da sua vida
99. Leia um jornal, do começo ao fim
100. Recicle sucata
Pesquisas de 2 universidades americanas, que reuniram quase
1.500 pessoas, concluiram que entrevistados com mais tempo livre se mostravam
mais infelizes. Então, ocupe seu tempo e vá ser feliz!
11 abril 2013
As (des)empregadas
Odair José não tem nada a ver com isso, mas as empregadas – desde o início deste mês – estão com tudo! Ou melhor, estão com 922 artigos da CLT e milhares de normas administrativas e orientações dos tribunais.
Imagina: se sua empregada doméstica precisar fazer uma hora extra, ela terá que descansar 15 minutos antes de recomeçar a trabalhar. Se ela tiver que cumprir muitas horas extras, essas não podem somar mais do que 10 horas ao longo da semana. Agora, se ela dorme em serviço, terá que ficar 11 horas sem trabalhar depois de encerrada uma “extensa” jornada de trabalho. Elas também não podem ter menos de uma hora de almoço e se demorar mais de 10 minutos pra entrar no serviço, se trocar ou tomar banho na saída, esse tempo contará a favor dela, como hora extra. Jamais coloque uma empregada pra dormir com uma criança ou um adulto doente, porque isso contará como adicional noturno e, eventualmente, hora extra por estar à disposição daquela pessoa.
Tudo isso tá na lei e na jurisprudência. Confesso que eu, com diploma universitário e fluente em duas línguas (uma delas o português, já que a maioria dessas funcionárias mal sabe assinar o próprio nome), não conheço os meus direitos. Talvez porque esteja ocupada demais... trabalhando! Ou talvez porque o blá-blá-blá de politico corrupto não me convence há um bom tempo.
O fato é que no país inteiro não se fala em outra coisa. Os políticos, que ganharam a simpatia das empregadas domésticas, perderam o apoio de milhões de eleitores que não podem ficar sem os serviços de uma babá ou de alguém pra cuidar de um idoso. A esse grupo se juntarão as empregadas que serão dispensadas.
A nova lei, além de encarecer os serviços, vai mudar de vez o relacionamento entre empregada e empregador, que de confiável e amistoso, passará a burocrático e conflituoso. Algumas famílias que não podem contar com a ajuda de advogados e contadores, já – inclusive – se propuseram a rearranjar suas vidas sem a ajuda das domésticas.
Ou seja, pensando em proteger e ajudar as empregadas, os legisladores deste país maravilhoso acabaram colocando esta mão de obra na rua, ao Deus dará.
08 abril 2013
A lei do Caminhão de Lixo
Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na
faixa certa quando um carro preto saiu, de repente, do estacionamento direto na
nossa frente. O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater
em outro carro... Foi mesmo por um triz!
O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.
Indignado, lhe perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital!'
Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo": Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É delas!
O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.
Indignado, lhe perguntei: 'Por que você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital!'
Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo": Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É delas!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
Fique tranquilo e respire. Deixe o lixeiro passar.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta, pra você levar o lixo dos outros com você! Limpe-se dos sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações dos outros.
Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem. A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!
Arnaldo Jabor, com quem concordo plenamente!
02 abril 2013
Mandar cansa
Vou confessar: ser chefe não é tarefa pra qualquer um.
Mandar cansa... e muito! E tá cada vez mais difícil encontrar profissionais por
aí que não precisam ser mandados, mimados e tratados como crianças, com muito
carinho, pra que desempenhem um bom trabalho. A maioria não quer mesmo saber de
autonomia, quer ser levado no colo.
Quando se é (ou sempre se foi) bom funcionário, capaz de
acumular funções, cumprir prazos e expectativas, ser pontual (pra dizer o
mínimo) fica difícil aceitar certos comportamentos dentro de uma empresa, por
menor que ela seja. Trabalho é trabalho, é igual pra todo mundo, em qualquer
lugar ou companhia. O que muda é a função, mas responsabilidades todos têm.
Em tempos onde universidades vendem diplomas pra quem
entrega o RG na portaria, contratar profissionais preparados pra qualquer cargo
é, praticamente, impossível. Quando se encontra alguém mais ou menos, o chefe
ainda precisa lidar com a falta de compromisso e competência. Os “profissionais”
estão cada vez mais amadores e entendendo demais dos direitos, cumprindo quase
nada os seus deveres.
É tão desgastante entrevistar e treinar pessoas pra uma vaga
e desestimulante quando se vê – lá na frente – que o fulaninho não evoluiu.
Pelo contrário: se acomodou e já não faz mais do que as obrigações. Contestam
responsabilidades, mas cobram aumentos de salário.
Não sou nenhuma expert
em Recursos Humanos, mas há princípios básicos que poderiam ser seguidos pra se
chegar em algum lugar, em algum trabalho, em alguma empresa:
1. Seja comprometido com seu trabalho. Se precisa acordar
cedo e ir trabalhar, faça isso da melhor maneira possível. Comprometa-se, poxa!
Seu chefe não espera além daquilo que você foi contratado a fazer. Isso é o
mínimo que você deve a ele.
2. Seja pontual. Cada vez que um funcionário meu atrasa e
preciso adiantar o trabalho dele, percebo o quanto ele é substituível.
Portanto, se seu cargo é vulnerável à mudança ou substituições, seja pontual
pra que isso não seja percebido tão facilmente...
3. Respeite regras. Onde há bom senso, não há regras. Mas se
elas existem, não custa nada respeitar. Elas não estão lá por acaso...
4. Aprimore-se. Qualquer mané é capaz de desempenhar uma
função quando treinado para aquilo. Mas se você “perder seu tempo” melhorando o
que faz, dá pra crescer, subir na carreira, ganhar mais... E todo aquele
blá-blá-blá que, acredite, acontece só com quem trabalha duro. Ou você prefere
acreditar em sorte?
5. Respeite a hierarquia. Se seu chefe é seu chefe é porque
conhece um pouco mais do que você, trabalha na área há mais tempo, é
batalhador. Então, assim como seus avós merecem ser respeitados, pois estão
anos-luz à sua frente em sabedoria, faça o mesmo com quem está acima de você. Assim,
o puxa-saquismo torna-se extremamente desnecessário.
Fácil, simples e não custa nada.
13 março 2013
A dor que mata
Não sei você, mas a morte de pessoas próximas, que conheço ou não, me
fazem acordar pra vida. Já escrevi sobre isso algumas vezes, em todas
elas quando a morte de alguém me colocou pra pensar e ver que ainda dá
tempo (ainda que seja difícil determinar o quanto) de viver bastante.A morte do Chorão, na semana passada, foi uma delas. Passo em frente do prédio em que ele morava e foi encontrado morto todos os dias pra vir trabalhar. Naquele dia, vi uma movimentação bem estranha. Quando abri a internet e vi do que se tratava, pensei de novo sobre a vida.
A passagem dele caiu dura. De todos os artistas que pensamos estar próximos da morte - como a Amy Winehouse naquela época - ele não chegava nem perto do topo da minha lista. Porque as pessoas morrem de overdose, sim. Artistas usam drogas, tem seus facilitadores, os "chegados", mais acesso a tudo isso, mas saber que o sofrimento e a solidão na vida dele foram a base de um vício é praticamente espetar a alma pra acordar de verdade e chegar à conclusão de que drogas matam, mas depressão acaba com a vida, pouco a pouco.
Chorão ensinou que as dores da alma são fatais. Elas correm atrás da gente, nos maltratam, mas não são inimigas. São sintomas, um alerta que precisa ser escutado. É tipo a luz do óleo do carro quando ascende: tem que prestar atenção pra não fuder o motor. Quando não damos ao sinal a importância que ele merece, eles nos engolem, sem dó.
Todo mundo tem suas dores e elas são sempre piores que as dos outros, porque são as que nos tocam, cortam e ferem. As dores dos outros podemos apenas imaginar como são, mas achamos que elas são sempre mais fáceis de resolver do que as nossas próprias. A verdade é que cada um alivia sua dor como pode e, nem sempre, da melhor forma, porque sobreviver é o que está em jogo
Dor é como água num cano furado: você pode estancar com toalha, chiclete ou com a mão, mas sabe que assim, uma hora, vai vazar. Ou a gente enxerga e tenta resolver ou a dor infiltra e procura outras direções. Há aqueles que dormem pra esquecer, há os que não conseguem dormir. Tem ainda os que falam do problema, mas tem também aqueles que se isolam. Uns buscam a cura da dor na meditação, mas tem gente que encontra na bebida, na droga ou em outros vícios a solução. Não importa qual, mas todos são pedidos de socorro.
A dor cega, deixa a gente louco, sem saber onde fica a saída. Chorão disse que nascemos e morremos sozinhos. E ele não estava errado, morreu exatamente assim: no meio da multidão, mas solitário. Poucos conseguiram entender, enxergar e ajudá-lo a tapar o vazamento. Mas muitos queriam estar ao lado dele pra aproveitar o que a vida dele - aparentemente - tinha de bom ao invés de perceber que algo alí não ia bem.
Como ele mesmo disse, em uma daquelas letras fodidamente boas, que foram compartilhadas todos os dias da semana passada, todos temos "nossas histórias, dias de luta e dias de glória". O jeito é lembrar, nos dias de batalha, todos os prêmios conseguidos ao longo da vida e procurar neles algo que nos fortaleça pra continuar a caminhada.
O cara vai deixar saudade.
05 março 2013
Não custa nada
Quase todo mundo tem essa mania medíocre de associar a felicidade a algo material, geralmente, beeem caro: um carro importado, uma casa na praia, um guarda roupas de grife, uma cirurgia plástica pra acabar com aquilo que incomoda. Confesso que eu mesma, às vezes, me acho infeliz porque preciso passar meses juntando uma grana pra satisfazer um desejo material idiota.
Claro que a satisfação da conquista é sensacional. Mas limitar a felicidade às coisas que podemos comprar no shopping é pobre demais!
Já parou pra pensar naquilo que faz - ou poderia fazer - o seu dia bem melhor? Pra ser feliz, de verdade, é preciso muito pouco. Muito dinheiro, aliás, traz infelicidade e problemas, gente interesseira e frustrações. Nem sempre as pessoas mais ricas são as mais felizes do mundo. Talvez porque essa gente perde tempo demais tentando encontrar aquilo que fará delas muito fodas, diferente das outras, por ter aquilo que poucos ou ninguém tem.
Resumir a felicidade à um passeio pela praia, um dia da semana, uma cerveja com os amigos, um abraço de alguém especial, a um doce preferido não é pensar pequeno. É valorizar aquilo que a vida te deu de presente, muitas vezes, de graça.
Aquele papo de que dinheiro não traz felicidade, mas manda comprar é batido e discurso de gente infeliz. Ele pode até mandar comprar, mas a vida depois manda o carnê, com juros e sem prestações. Se você souber o que te faz feliz, fica bem mais fácil pagar a conta.
Claro que a satisfação da conquista é sensacional. Mas limitar a felicidade às coisas que podemos comprar no shopping é pobre demais!
Já parou pra pensar naquilo que faz - ou poderia fazer - o seu dia bem melhor? Pra ser feliz, de verdade, é preciso muito pouco. Muito dinheiro, aliás, traz infelicidade e problemas, gente interesseira e frustrações. Nem sempre as pessoas mais ricas são as mais felizes do mundo. Talvez porque essa gente perde tempo demais tentando encontrar aquilo que fará delas muito fodas, diferente das outras, por ter aquilo que poucos ou ninguém tem.
Resumir a felicidade à um passeio pela praia, um dia da semana, uma cerveja com os amigos, um abraço de alguém especial, a um doce preferido não é pensar pequeno. É valorizar aquilo que a vida te deu de presente, muitas vezes, de graça.
Aquele papo de que dinheiro não traz felicidade, mas manda comprar é batido e discurso de gente infeliz. Ele pode até mandar comprar, mas a vida depois manda o carnê, com juros e sem prestações. Se você souber o que te faz feliz, fica bem mais fácil pagar a conta.
22 fevereiro 2013
A fé não move montanhas
(Atualizado)
Faz 2 dias que assisto, depois de um dia de trabalho, aquele tal "Show da Fé", comandado por R.R. $oares. Prefiro não creditar meu cansaço à tanta baboseira... Mas ainda assim não consigo entender o que leva tanta gente a acreditar num charlatão e marketeiro, que usa a humildade e ignorância de pessoas simples pra fazer tanto dinheiro.
Pregação, palavra de Deus, "em nome de Jesus" e lições ficam em segundo plano. O negócio do cara que se auto-intitula "missionário" é vender. Vender o próprio canal de TV paga (porque o aberto é coisa do capeta e tem muitas obscenidades que levam pessoas do bem pro mal caminho), vender livros, vídeos, bíblias e pedir dinheiro como forma de patrocinar a igreja, afinal de contas "Fevereiro é um mês curto, as pessoas se esquecem de fazer suas contribuições, então pegue esta guia que nossos ajudantes estão passando, destaque e preencha com seus dados e pague o boleto na agência mais perto de você". Se pudesse colocar um preço na própria mãe e dizer que ela era obra do Espírito Santo, R.R. $oares venderia a coitada também!
A fé não move mais montanhas. Ela move contas bancárias. Mas o problema é que o crente... não vê! A fé move, sim, o cérebro e o que resta de inteligência e bom senso na cabeça de um povo já sofrido e fodido, que acorda cedo, trabalha pra cacete e dedica o resto do dia a ouvir um monte de blá blá blá que tá enriquecendo esse bando de esperto.
Frequentei escola de freiras. Lia a Bíblia nas aulas de Religião. Mas também tive aulas, na mesma época, de Estudos Sociais. Ganhei bom senso e discernimento, além de conhecimento sobre a realidade do meu país. Aprendi que, há mais de 2 mil anos, Jesus pregava aquilo que acreditava, mas tirava do próprio bolso pra dar a quem não tinha. Além disso, seus templos não tinham ar condicionado ou poltronas de cinema 3D. Não pagava pra entrar e nem pra sair.
A igreja católica também não anda bem das pernas. Tem perdido, a cada dia, seguidores para essa lavagem cerebral cristã do Reino de Deus (ou do capeta?). Com a morte de João Paulo II apostou num papa com cara de poucos amigos. Não deu certo, fez o cara renunciar pra receber uma aposentadoria de R$7 mil e passar os próximos dias escolhendo seu substituto que, certamente, será mais carismático e terá cara de Papai Noel.
Religião virou negócio. Perdeu o sentido. Não é mais a conversa com Deus, a meditação, a busca pela paz interior e a calma. Religião virou profissão, CD, DVD, evento grande e blá blá blá.
Concordo com Marília Gabriela (apesar de não gostar muito dela): quem precisa ser guiado por um pastor certamente tem cérebro de ovelha.
Amém?
Apenas reforçando a minha teoria (se é que posso chamar isso assim - nada mais justo, aliás), saiu uma lista da Forbes com os pastores mais ricos do Brasil. Espero que seus seguidores sejam chamados pros churrascos com cerveja na casa de cada um pra comemorar esses novos valores em nome de Jesus!
Faz 2 dias que assisto, depois de um dia de trabalho, aquele tal "Show da Fé", comandado por R.R. $oares. Prefiro não creditar meu cansaço à tanta baboseira... Mas ainda assim não consigo entender o que leva tanta gente a acreditar num charlatão e marketeiro, que usa a humildade e ignorância de pessoas simples pra fazer tanto dinheiro.
Pregação, palavra de Deus, "em nome de Jesus" e lições ficam em segundo plano. O negócio do cara que se auto-intitula "missionário" é vender. Vender o próprio canal de TV paga (porque o aberto é coisa do capeta e tem muitas obscenidades que levam pessoas do bem pro mal caminho), vender livros, vídeos, bíblias e pedir dinheiro como forma de patrocinar a igreja, afinal de contas "Fevereiro é um mês curto, as pessoas se esquecem de fazer suas contribuições, então pegue esta guia que nossos ajudantes estão passando, destaque e preencha com seus dados e pague o boleto na agência mais perto de você". Se pudesse colocar um preço na própria mãe e dizer que ela era obra do Espírito Santo, R.R. $oares venderia a coitada também!
A fé não move mais montanhas. Ela move contas bancárias. Mas o problema é que o crente... não vê! A fé move, sim, o cérebro e o que resta de inteligência e bom senso na cabeça de um povo já sofrido e fodido, que acorda cedo, trabalha pra cacete e dedica o resto do dia a ouvir um monte de blá blá blá que tá enriquecendo esse bando de esperto.
Frequentei escola de freiras. Lia a Bíblia nas aulas de Religião. Mas também tive aulas, na mesma época, de Estudos Sociais. Ganhei bom senso e discernimento, além de conhecimento sobre a realidade do meu país. Aprendi que, há mais de 2 mil anos, Jesus pregava aquilo que acreditava, mas tirava do próprio bolso pra dar a quem não tinha. Além disso, seus templos não tinham ar condicionado ou poltronas de cinema 3D. Não pagava pra entrar e nem pra sair.
A igreja católica também não anda bem das pernas. Tem perdido, a cada dia, seguidores para essa lavagem cerebral cristã do Reino de Deus (ou do capeta?). Com a morte de João Paulo II apostou num papa com cara de poucos amigos. Não deu certo, fez o cara renunciar pra receber uma aposentadoria de R$7 mil e passar os próximos dias escolhendo seu substituto que, certamente, será mais carismático e terá cara de Papai Noel.
Religião virou negócio. Perdeu o sentido. Não é mais a conversa com Deus, a meditação, a busca pela paz interior e a calma. Religião virou profissão, CD, DVD, evento grande e blá blá blá.
Concordo com Marília Gabriela (apesar de não gostar muito dela): quem precisa ser guiado por um pastor certamente tem cérebro de ovelha.
Amém?
Apenas reforçando a minha teoria (se é que posso chamar isso assim - nada mais justo, aliás), saiu uma lista da Forbes com os pastores mais ricos do Brasil. Espero que seus seguidores sejam chamados pros churrascos com cerveja na casa de cada um pra comemorar esses novos valores em nome de Jesus!
04 fevereiro 2013
Manual pra 2013
Já se foi o primeiro mês do ano e, se tá lendo isso, é porque sobreviveu. Mas ainda vem coisa pela frente e, já que o mundo não acabou no final do ano passado, é melhor estar preparado pra 2013, porque até onde sei não há outra previsão de fim dos tempos.O negócio é viver sempre como se fosse o último dia e tentar cumprir o máximo de itens da lista aí. No final do ano, checa!
Saúde:
1. Beba muita água
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje tempo para orar;
5. Jogue mais jogos;
6. Leia mais livros do que leu em 2012;
7. Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
8. Durma 8 horas por dia;
9. Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha sorria.
Personalidade:
11. Não compare a sua vida a de ninguém. Você não faz idéia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13. Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita....
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência de que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;
Sociedade:
25. Entre mais em contato com sua família;
26. Dê algo de bom aos outros diariamente;
27. Perdoe a todos por tudo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles.
A vida:
32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. Deus cura tudo;
35. Por muito boa ou má que a situação seja, ela mudará...
36. Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordar vivo de manhã, agradeça a Deus pela graça.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.
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