23 outubro 2013

O que é ser escorpião


Muita gente tem medo de quem é de Escorpião. Ouço isso toda vez que revelo que sou uma escorpiana. Desde criança vejo gente torcendo o nariz pra essa informação e soltando um preconceituoso "credo!" logo em seguida. Naquela época não entendia o motivo pra tanta repulsa. Mas hoje, esse pavor que as pessoas demonstram em relação aos nativos deste signo (pra quem acredita nessas coisas, é claro!), faz todo sentido pra mim: deve ser difícil mesmo lidar com tanta intensidade, devoção e sensualidade numa mesma pessoa. 

Pessoas de Escorpião são intensas, 101%. Elas não sabem viver em cima do muro e nem gostam de perder muito tempo na vida. Pra eles é tudo ou nada. É ou não é, não tem meio termo, indecisão ou essa coisa de deixar pra resolver amanhã. São absolutamente apaixonadas, pelas pessoas e pelo que fazem, mas quando perdem o interesse e broxam, não tem volta. Elas ficam extremamente ofendidas quando são acusadas de brincar com os sentimentos dos outros, porque é um dos signos mais devotos e fiéis do zodíaco. Traição não faz parte do vocabulário da maioria desses nativos e sentimentos são levados a sério por eles. 

Quem nasce sob esse regente gosta de fazer muito pelos outros, principalmente por aqueles que ama. Tem o coração enorme e são capazes de deixar tudo pra trás, mudando suas prioridades, só pra ficar ao lado de quem gosta. O problema é que essa lealdade é acompanhada de ciúmes e uma certa desconfiança. Um escorpiano sabe detectar uma mentira no ato, por isso, antes de pensar em aprontar com eles: 1. saiba fazer direito ou 2. não faça!

Por sermos tão intensos e fiéis, dizem que a nossa vingança é certa e dolorosa. Pode até demorar, mas ela chega. Quem dá mancada com um exemplar desses é cortado, sem dó, da lista de prioridades. Sensualidade, sexualidade e mistério também são característicos desse signo bastante intuitivo. 

Por serem muito profundos e introspectivos, às vezes, é impossível saber o que pensam ou sentem, preferindo guardar pra eles a sair divulgando o que se passa na cabeça ou coração aos quatro cantos. Pouquíssimas pessoas conseguem lidar com tamanho mistério, já que o que mais se vê por aí é superficialidade. 

Quando confiam, confiam cegamente. E se quer ganhar a confiança deles (o que vale muito a pena) não dê motivos pra acharem o contrário. Se quer um parceiro fiel, é neles que vai encontrar.

É a gente que reina no próximo mês! Parabéns pra você que, assim como eu, deve estar comemorando seu aniversário nos próximos 30 dias!

03 outubro 2013

A ex perfeita

A melhor ex que ele já teve
Sempre que termino um relacionamento, sento e espero. Nesse meio tempo, choro todo o líquido do corpo, perco o sono, a fome, a vontade de sair e até mesmo de ver gente velha ou conhecer gente nova. Mas, espero. Um e-mail, um telefonema, um inbox, um novo pedido de amizade em redes sociais. Eles podem até tardar, mas não falham!

Isso me provam a excelente ex-namorada que sou. Quando o namoro termina, ao invés de agir como a louca desvairada, que persegue o ex e a atual, transformando a vida deles num inferno, sigo o meu caminho. Acabou, acabou. E ponto final. 

Antes disso, faço o impossível pra que as coisas dêem certo. Dou carinho, atenção, amor e tudo o que estiver ao meu alcance. Dizem que as pessoas do meu signo são assim. Mas, essa sou eu! 

Há poucos dias, li um texto num blog que achei genial. De cara, logo nas primeiras linhas, me identifiquei com o post. E foi assim até o final. "Seja a mulher que seu ex vai sentir falta" fala exatamente daquela mulher tão bacana que eles deixam passar pela vida e perdem de vista. Só se dão conta da cagada que fizeram tarde demais. 

Veja só:

Já faz algum tempo, recebi uma mensagem de um ex-namorado, que dizia: "Vou passar o resto da vida me perguntando por que não deu certo". Eu tinha todas as respostas, mas achei que nem era mais hora de falar. Depois de 8 anos de namoro, ele ficou em dúvida. Sofri com a dúvida dele. Mas a dúvida dele acendeu um ponto de interrogração dentro de mim. Terminei o namoro e não olhei pra trás. Nunca olho. 

Sofro como um cachorro por um amor que quero que dê certo, mas quando desisto, deixo de lado como meia lata de cerveja quente. Você sabe que era bom, mas jamais será novamente.

Nem vem ao caso se sou ou não uma namorada inesquecível, mas fiquei pensando o que faz uma mulher se tornar assim tão singular para um homem. E nem estou falando de homens atormentados, daqueles que gostam de sofrer nas mãos de mulheres malvadas, aquelas que gostam somente delas e nada além delas mesmas. Homens se deixam seduzir por criaturas assim. Bem, quem não deixa?

Mas, então, me lembrei de um amigo que, depois de anos de libertinagem barata, começou a namorar. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, um dos maiores baladeiros e pegadores que já conheci na noite paulistana. "Ela não é a mulher que mais amei, mas é a que me faz mais feliz. Vou casar", me disse. Ela me ama: ri das merdas que eu falo; não é linda, mas se cuida; tem um cheiro gostoso; cuida da vida dela; é independente, mas me pede ajuda pra usar um pendrive; está sempre ocupada, mas nunca deixa de atender quando eu ligo; é parceira, descolada, maluquete; aguneta meus ataques de mau humor; quer sexo sempre; é ciumenta, mas até acho graça, eu era um galinha. "Sabe como é, mulher tá fácil hoje; mas dessas que fazem a gente feliz mais do que uma semana... encontrei poucas". 

Sempre penso no que faz uma história dar certo ou não. E, no fundo, acho uma bobagem quando dizem que melhor do que ser amado, é amar. Não tem nada melhor na vida do que sentir, ver, ouvir, ler, que alguém perde seu precioso tempo pensando, querendo, gastando, amando você.

Mas é verdade que amar alguém é uma arte. Quem ama abre mão de si mesmo muitas vezes. Esquece convicções. Pede desculpas mesmo quando acha que está certo. Sofre de saudade. Morre de ciúme. Parcela passagem em 12 vezes. Sorri quando o telefone toca. Tem dor de barriga quando ele lê sua mensagem no Whatsapp - e não responde. A gente fica praticamente ridícula. 

Mas o outro, que também ama (e essa é a melhor parte), acha a gente, que no fundo é ridícula, o último biscoito do pacote, a última cerveja gelada do deserto, os últimos 5% de bateria do celular. Amor é isso. 

O importante é que a gente nuca seja mais ou menos. Que a gente faça tudo mesmo por amor. Que seja especial. Que seja inesquecível. Seja o tipo de mulher que os nossos ex-namorados vão sempre lembrar e pensar: que pena que não deu certo. 

22 setembro 2013

Faz melhor?

Hoje, depois de muitos anos, me senti tiete de novo. Lógico, respeitando as proporções de idade, porque não sou mais uma idiota de 16 anos, histérica. Mas, me vi, sentada na frente do meu computador, acompanhando a "estréia" de uma banda no Rock in Rio.

É, "estréia" assim, entre aspas, porque conheço os moleques faz tempo... Bom, é importante esclarecer também que não sou fã. Não gosto do estilo de música que tocam, até porque não curto muito rock nacional. Mas admiro o caminho que trilharam.

Acompanhei de muito perto. Sou amiga de alguns integrantes. Frequentei festinhas num boteco fedorento, com pizza boa, que servia de palco pras primeiras apresentações. Aliás, não tinha palco! Era tudo improvisado, mas levava gente... Não esqueço a primeira vez que em que vi o Cadu cantando, há mais de 7 anos, e ali eu já sabia que ele tiraria o show de hoje de letra.

Vi a banda trocar de membros, frequentei estúdios de ensaio antes de cair na gandaia com eles, tomamos alguns porres, ganhei do Cadu uma das minhas tatuagens e um monte de histórias pra contar. Hoje vi no palco o Aguilar José e o Ku, esses pouquíssimas pessoas conhecem.

Não preciso ser fã de uma banda pra tirar o chapéu pras coisas que conquistaram. Realizar um sonho desse porte, dividir o palco com ídolos e pisar no mesmo metro quadrado em que o cara que você paga pau esteve, deve ser foda. Tão foda que chega a incomodar quem não passa nem da metade do caminho. Incomoda quem cruza os braços e se acomoda e prefere sentar a bunda gorda na frente do computador e tecer comentários medíocres num Twitter e Facebook, cheio de erros ortográficos.

Foi exatamente o que vi depois do show: uma enxurrada de amigos torcendo a favor na mesma medida de gente falando mal. Eu acredito na seguinte máxima: só pode descer a lenha quem faz, no mínimo, igual. E o que percebi é que esse povo tava longe de passar na porta do "bom". Inveja, gente, é uma merda.

Vamos deixar a mediocridade de lado e usar o exemplo dos meninos pra chegar pelo menos a algum lugar.

06 agosto 2013

Alma gêmea

Um pro outro
Não sei como é possível você me parecer tão familiar. Por que não tenho a sensação de que estou conhecendo você, mas sim lembrando quem você é? Cada sorriso, cada sussurro me levam à conclusão do que parece impossível: a de que já te conheci antes e que já te amei também. Num outro lugar, num outro tempo, numa outra existência.


31 julho 2013

Amém, minha filha!

Seguindo a palavra


Mulher adora acreditar nas coisas. Horóscopo, homem, conto de fadas, princesas, amigas invejosas, previsão do tempo, preço de roupas em liquidação e... revistas femininas. Tem aquelas que fazem dessas publicações verdadeiras Bíblias. Confesso que já cheguei a assinar uma delas e queria jogar uma bomba nos Correios quando a entrega atrasava. Regras infalíveis pra conquistar o homem dos sonhos, o corpo perfeito, ser boa de cama, ter a vida que pediu a Deus são temas recorrentes. O problema é que tem mulher por aí que não toma nenhuma decisão enquanto a próxima edição não chega às bancas. Dicas pra se dar bem no amor parece ser o tema preferido das moças. 

Essas revistas insistem no conselho de que, pra ganhar a atenção de um cara, você precisa fazer dele um capacho e ser indiferente. Fica proibido atender todas as ligações, estar disponível, dar atenção, exagerar nos cuidados pra não afugentar o rapaz. Besteira! O que faz mesmo uma relação deslanchar é o fato de as duas pessoas terem o nível de comprometimento parecido. A reciprocidade é o que vale e é o melhor termômetro. Não tem porque ignorar se ele mostra que está na sua e é atencioso. Vai na da revista, querida, e terminará encalhada!

E os jantares românticos constantemente sugeridos pra salvar a relação? O cara anda apático e é preciso esquentar o relacionamento, que anda meio morno e sem sal? Vá pra cozinha e prepare um banquete romântico, separe o vinho e não esqueça as velas. A-ham... É bem por aí, viu. Mas só se você tá a fim de mostrar a Amélia que existe em você. Quando o relacionamento tá mais ou menos, jantar à luz de velas não resolve. O que vale é quebrar a expectativa, as regras. Jantares são óbvios. Um passeio de montanha-russa não! Experiências assim estão associadas ao início do namoro e aumentam os neurotransmissores, aquela coisa produzida quando você se apaixona. Jantar romântico pode até ser bonitinho e charmoso nos filmes, mas a única coisa que aumenta é a barriga. 

Homens adoram jogar videogame. Mas não generalize. Eles odeiam joguinhos sentimentais. Então pra quê seguir aquele conselho estúpido de que pra amarrar o cara você não pode deixar claro que o jogo tá ganho? As revistas dizem que esses joguinhos de sedução no início da relação precisam se manter no longo prazo, fazendo com que o outro, coitado, fique sempre na dúvida sobre o que você sente, antes de se entregar completamente. Porém, estudos (e não revistas) mostraram que demonstrar interesse em alguém não causa, obrigatoriamente, desinteresse no outro. Abrir a guarda faz parte, além de dar o sinal verde pra mostrar ao outro que ele também pode se abrir com você. 

Outra teoria criada por revistas e propagada por mulheres ao redor do mundo: resista bravamente e não vá pra cama no primeiro encontro, afinal isso fará com que o cara não te procure nunca mais nesta vida e nem na próxima. Uma pesquisa americana mostrou que casais que liberaram geral na primeira noite não disseram estar menos felizes do que aqueles que esperaram muitos encontros. Eu conheço casos bem sucedidos de gente que foi direto aos finalmentes e está prestes a casar. Tem gente que até acredita que o bom mesmo é ver, de cara, se há química e partir pra outra caso não seja lá o que se esperava. Desse ponto de vista, se enrolar é o segredo, as duronas podem estar perdendo tempo. Não existe regra. Tenha isso em mente. E só!

A última teoria criada por essas publicações diz que quando um cara se importa com você, ele se lembra de datas especiais. Pfff! Em tempos onde ninguém mais lembra de cor o telefone da casa da própria mãe, como manter na cabeça a data de cada ocasião importante? Talvez gestos não valham mais do que palavras na maioria das vezes e um buquê de flores pra comemorar o dia em que vocês dividiram pela primeira vez um chiclete seja tão romântico quanto um espontâneo “eu te amo”. Quem organiza serenatas pra comemorar aniversário de namoro, na verdade, se importa mais com o espetáculo do que aquele cara que oferece uma massagem num dia em que você chega em casa cansada do trabalho. Ter boa memória não é sinônimo de demonstração de uma paixão avassaladora. 

Aqui vai uma verdade: Papai Noel não existe, assim como as princesas e os príncipes em cavalos brancos. Revistas femininas são recheadas de ladainhas e você... bem, você, minha filha, já deveria saber disso!

22 julho 2013

Mude a sua atitude

Desafio!
Não tem nada pior do que gente negativa. Credo! Confesso que, muito de vez em quando, tenho meus momentos, que fico pra baixo, chata mesmo, mas tem gente que veste esse manto e manda ver. Chega a ser até pesado, incomodo, impossível ficar perto.

A vida de ninguém é cor-de-rosa e uma calmaria só. Ou recheada de momentos maravilhosos, com muito glitter e coisas boas. Já disse isso aqui e vou repetir: tudo depende da atitude que tomamos em relação às coisas. Resmungar não leva ninguém mais longe! Aliás, não leva a lugar nenhum.

Infelizmente não há remédios na farmácia (não esses automedicáveis) capazes de mandar essa quizumba pro espaço. A mudança tem que partir da gente mesmo, como se você estivesse ingressando num desses programas de reabilitação, e tem que ter muita, mas muita força de vontade. Eu conhecia uma pessoa que torcia o nariz pra todas as sugestões e coisas novas. Não, me engano. Era pra tudo mesmo. Sabe como terminou? Sozinho! Porque nem Madre Tereza de Calcutá aguentaria gente assim.

Há 20 coisas que qualquer pessoa pode fazer todos os dias pra mudar essa urucubaca negativa. Basta seguir os mandamentos por 30 dias, todos os dias mesmo. Pode ser mais do que uma, fique à vontade, mas faça. Seja realista e divirta-se! Espero que ajude... Nós, ao redor, agradecemos!

1. Comece um diário e escreva nele coisas pelas quais você é grato na vida.
2. Repense numa daquelas suas crenças negativistas, substitua-a por uma nova e repita pra você mesmo diariamente.
3. Experimente uma comida nova. Dê preferência pras coisas saudáveis.
4. Tente uma receita nova. A internet é um prato cheio de receitas.
5. Assista a um documentário por dia. Assim, poderá aprender muito sobre o mundo e as diferentes culturas e seus estilos de vida.
6. Caminhe de 30 a 60 minutos. De preferência, sorrindo.
7. Evite assistir jornais na TV ou ler notícias na internet ou impressos por 30 dias. Esses programas sensacionalistas são ótimos pra explorar tragédia, você passa a desacreditar na vida e daí, já viu, né?
8. Isole-se de Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social por 30 dias também. É difícil, evidente. Mas se for impossível se afastar por tanto tempo, estipule um tempo pra navegar. Uma hora por dia é mais do que suficiente.
9. Leia um livro por 15 minutos ou mais.
10. Todas as manhãs, quando acordar e antes mesmo de sair da cama, diga pra você mesmo que este será um dia foda de bom!
11. Se tiver filhos, abrace-os todos os dias. No mínimo, 10 vezes cada um!
12. Cante no banho. Bem alto!
13. Ajude alguém diferente ou que não conhece. Abra a porta, ajude a atravessar, dê passagem no trânsito, seja gentil.
14. Medite por 10 minutos diariamente.
15. Se exercite. Nem que seja por apenas 10 minutos. Já faz uma baita diferença.
16. Pesquise algo do seu interesse por 20 minutos.
17. Assista 5 vídeos engraçados no YouTube
18. Mande uma mensagem por dia aos amigos e diga o quanto aprecia a amizade deles e o quanto é querido.
19. Comece um blog e escreva um post por dia. Fale sobre seu assunto preferido ou daquele que manja mais. Pode ser qualquer um!
20. Escreva uma carta ou bilhete pra você mesmo, com mensagens positivas.

Viu, só? Não dói, é de graça e não faz mal a ninguém. Aliás, todos agradecerão se mudar seu jeitão carregado e carrancudo. Vai por mim...

19 julho 2013

Minhas 50 coisas

Essa foto passou pelo Photoshop
Muita gente lê meus posts (e agradeço!), mas em todos eles deixo sempre clara a minha opinião sobre as coisas. Raramente, deixo escapar algo sobre a minha vida. Não comemore antecipadamente porque não vou abri-la neste texto!

Vi por aí algumas blogueiras listando 50 coisas - randômicas (adoro essa palavra!) - sobre elas. E achei válido, legal e interessante. Não que eu me considere interessante, mas quem sabe assim algumas pessoas aí passem a entender alguma coisa sobre alguns posts meus.

Lá vão as minhas 50 coisas:

1. Não sei e odeio cozinhar! Já tive brigas homéricas com um ex-namorado bossal sobre isso, que achava que só porque eu sou mulher deveria saber cozinhar. Prefiro os telefones de delivery e ser culta a ser uma dona-de-casa submissa.
2. Sei fazer chili, guacamole e mojito. Essa é a minha compensação por não saber me virar na cozinha no dia-a-dia. O pior é que fica sempre muito bom e sempre todo mundo pede pra repetir.
3. Bebo cerveja e tomo café apenas socialmente. Não morro de amores por nenhuma das duas bebidas, mas também não faço desfeita e nem me passo por fresca quando me oferecem. Aceito, tomo e agradeço.
4. Odeio assistir TV, mas amo seriados. Dexter, Sex and the City, Californication e Friends são as minhas preferidas. Gosto de coisas curtas, porque não tenho muita paciência pra ficar em frente à TV por muito tempo.
5. Adoro livrarias, passo horas fuçando livros e chego a ir aos shoppings só pra visitá-las. A Livraria Cultura é uma das que eu mais gosto. Não só pela variedade em títulos, mas pelo atendimento prestado e pelo bônus que tenho nas compras!
6. Não gosto de dirigir. Tenho carro desde os 18 anos, mas D-E-T-E-S-T-O dirigir. Não pelo trânsito de São Paulo, mas porque não gosto mesmo!
7. Amo escrever. Não só no blog, no Twitter ou Facebook, mas ando com um caderno dentro da bolsa e anoto tudo o que passa pela cabeça. Recentemente comprei o livro 642 Things to Write About e tem sido inspirador.
8. Moro sozinha há quase 15 anos e adoro! Agora consegui deixar meu apartamento do jeito que sempre quis, então tenho passado cada vez mais tempo em casa do que batendo perna por aí.
9. Ensinei minha sobrinha (hoje com 4 anos) a falar "paralelepípedo". Essa foi, basicamente, a primeira palavra dela, aos 2 anos. Meu irmão quase me matou, é lógico!
10. Estudei em escola de freiras até os 15 anos e a primeira vez que colei foi numa prova de Religião, porque não lembrava uma passagem da Bíblia e deixei-a aberta embaixo da minha mesa pra copiar o trecho.
11. Eu acredito em Deus e em vida após a vida.
12. Gosto de rock n' roll. Já trabalhei com pagode e outros estílos musicais na época em que era jornalista, hoje não suporto nenhum estilo de música nacional. Mötley Crüe é uma das minhas bandas preferidas e tive sorte de vê-los tocar ao vivo há 2 anos. Acho o Nikki Sixx um sessentão e tanto...
13. Gosto de ler biografias. A maioria de roqueiros, mas não fico só nos meus ídolos.
14. Quando vou à Starbucks peço sempre baunilha latte, pra comer vario entre o brownie de doce de leite e o cinnamon roll.
15. Poucos sabem, mas já perdi um bebê na décima segunda semana de gestação, bem no dia do meu aniversário. Enough said.
16. Prefiro praia a montanha e interior. Não gosto de frio e tenho medo do meio do mato, por isso a praia.
17. Não gosto de praticar esportes. Não que eu seja sedentária, simplesmente não me identifiquei com nenhum. Apenas com o beach tennis, mas parei por morar longe da praia, ué.
18. Adoro jujuba. Tenho sempre em casa.
19. AMO comida mexicana e meu restaurante preferido é o El Kabong. Los 3 Amigos é o prato que mais gosto. E recomendo!
20. Também gosto de pizza de peperoni e comida japonesa.
21. Bebo leite com chocolate todas as manhãs. Gosto de Ovomaltine, mas uso Toddy.
22. Já trabalhei com algumas bandas, mas a experiência mais bacana que tive foi com o Limp Bizkit, porque era fã deles e jamais imaginei dividir meu chili com Fred Durst ou ouvir dele elogios sobre meu trabalho.
23. Escrevo à lápis antes de usar a caneta. Mania...
24. Não gosto de falar ao telefone. Às vezes, ignoro chamadas por preguiça mesmo. Mas procuro responder todos os SMS que recebo. Só não checo mensagens de voz :)
25. Sou super-mega-ultra míope. Tenho 6 graus e uso lente de contato o dia todo. Odeio óculos, me dá enjoo, talvez por falta de usá-los com frequência.
26. Só comecei a beber aos 26 anos. Antes disso, só tomava a espuma da cerveja da minha mãe ou coquetel de frutas. Meu primeiro porre não aconteceu antes dos 34.
27. Adoro drinks que levam Coca Cola, como Long Island Iced Tea e Jack & Coke.
28. Votei nulo nas últimas duas eleições, porque não concordava com o que nenhum político propunha. Digitei 69. Meu irmão diz que fez o mesmo.
29. Minha melhor amiga já foi, um dia, minha chefe. Quando pediu demissão do cargo, me indicou pro lugar dela, onde estou até hoje.
30. Assisti Rock of Ages 7 vezes. Três delas no cinema. Tenho o DVD e acho a trilha sonora a melhor de todas. Detesto musicais, mas esse tem o Tom Cruise...
31. Não suporto ouvir mulher conversando. Me irrita a riqueza que elas dão aos detalhes e como a conversa muda de rumo várias vezes. Não tenho muita paciência pra isso...
32. Adoro o Snoopy. Ganhei um de pano quando nasci que tenho até hoje e acho as histórias dele cheias de lições de moral.
33. Quando eu era pequena, viajava com uma mala lotada de livros e gibis da Turma da Mônica. Não gostava de viajar à noite porque não conseguia ler nada no escuro do carro.
34. Escrevi meu primeiro diário aos 10 anos. Minha mãe me deu um caderno de anotações antes da minha viagem de férias pra fazenda de um dos meus tios, lá no Mato Grosso. Eu disse que não queria ir e que ficaria com saudade dela, dai ela me deu o caderno e pediu pra que eu escrevesse tudo o que acontecesse no meu dia pra mostrá-la na volta. Infelizmente não o tenho mais, não sei onde foi parar...
35. Já pequei a palheta num show de rock. Foi no SWU e era de um dos guitarristas do Lynyrd  Skynyrd. Dei de presente pro meu ex-namorado, porque ele era fã da banda. Espero que tenha guardado até hoje.
36. Já fiz coisas que até Deus duvida. E isso é tudo.
37. De um tempo pra cá tenho tido vontade de aprender pole dance. Cheguei a pesquisar academias, mas além de caro, os horários nunca batem com os meus.
38. Quando perguntam a minha profissão, digo que sou stripper. Só pra ver a cara das pessoas. Quando digo que sou professora, a expressão não muda. Não sei se o fetiche é maior por uma profissão ou a outra.
39. Já ganhei a vida escrevendo contos eróticos e fotonovela pra revista de sacanagem.
40. A primeira vez que experimentei cigarro, tinha 10 anos. A segunda foi no meu aniversário de 34. Não gostei de nenhuma das duas. Já experimentei maconha também e não gostei. Então, acho que podem ficar tranquilos que disso não morro.
41. Adoro canetinhas coloridas.
42. Não gosto de usar tênis. Tenho só um par de Nike e acho que já tá de bom tamanho. Aliás, nem sei quando foi a última vez que usei...
43. Não gosto de crianças a ponto de querer ter uma pra mim, mas amo trabalhar com elas!!!
44. Não posso entrar em cemitérios. Passo mal.
45. Não sei disfarçar quando não gosto de alguém. Já tentei ser simpática, agradável, mas soa falso e acabam notando. Então, pra economizar minha energia e tempo, não faço média. Sou quem sou.
46. Odeio festa a fantasia. Sempre recuso convites.
47. Não consigo usar notebook sem mouse. Até me esforço, mas não gosto.
48. Eu tenho uma, sim umA, stalker. Já bloqueei, denunciei, mandei à merda, mas a pessoa me ama. Meu primeiro livro será entregue em mãos à essa pessoa.
49. Já fui tatuada mais de 10 vezes. E ainda preciso terminar a última. A primeira ganhei de presente da minha mãe, no meu aniversário de 17 anos. Naquela época era permitido tatuar antes dos 18, desde que o responsável estivesse presente e assinasse um termo. Já cobri esta tatuagem e outras duas que fiz em seguida.
50. Escrevo minhas listas de supermercado e lembretes, todos, em inglês. Sei lá o motivo, mas é uma mania.

18 julho 2013

Decida-se, mulher!

Ê, mulher!
Mulher é um bicho esquisito. Acho que se eu fosse homem já teria desistido delas há um bom tempo. Bom, acho que agora entendo as bibas (e as apoio!!).

Não vamos culpar aqui os hormônios, porque - pobrezinhos - eles não têm nada, absolutamente nada, a ver com o que se passa na cabeça delas. Não vale também colocar a culpa na manhã em que se levantou com o pé esquerdo ou, hmmm... Nem consigo pensar em outras desculpas, porque por melhor que elas sejam, ainda assim, não justificariam tanta piração. 

Também não estou falando desta vez de mulher louca varrida, que precisa de internação porque o caso clínico dela é grave e ameaça a sociedade. Não! Mas falo aqui da gente mesmo, mulher. Indecisa por natureza. Mas que beleza, hein! A gente nunca, nunca, nuncaaaaa sabe o que quer! 

Há alguns dias, num bate-papo com amigas, chegamos à essa conclusão: a de que nunquinha da silva vamos estar 100% satisfeitas com alguma coisa, ou com a cabeça sossegada, ou feliz com o que temos, ou com o cara que sempre sonhamos e que agora nos dá atenção, ou com tantas outras coisas que se fosse continuar a listar teria que trocar o título do post por "Ou". 

Uma amiga que temos em comum não se contentava com um SMS do rapaz com quem saiu alguma vezes. Cada torpedo que o dito cujo mandava, por mais simples que fosse, abria um leque de interpretações na cabeça dela que acabava confundindo todas nós. A outra finalmente achou um cara bacana, que parece gostar dela, está empolgadinha e era exatamente isso o que ela queria, mas... Ela já não sabe se ainda é. 

 O que será que passa pela nossa cabeça - e espero de coração que passe mesmo - que ficamos tão confusas e mudamos tanto de opinião ao longo do dia? Por que raios agimos como piradas quando parece estar tudo certinho, do jeito que a gente queria, bem nas nossas mãos? Será que seremos eternamente insatisfeitas com o que a vida nos presenteia ou apresenta? Será que somos um caso perdido, sem solução? Será que vou ter que fazer mais alguma pergunta com "será?" pra chegar a um parecer? Será?

Mulher é mesmo um bicho esquisito e, acho que é exatamente por isso, que gosto tanto dos homens.

17 julho 2013

Gentileza gera gente

Uma ideia bacana
Nos últimos dias, ou semanas, não sei ao certo, li por mais de uma vez algo sobre o "café pendente" (até copiei um dos textos no post anterior). Muito comum em países desenvolvidos (e daí se entende porque eles estão um passo a frente), a ideia é deixar um café pago pra alguém quando se vai a um lugar que participa da "brincadeira". 

Essa história surgiu por conta do livro The Hanging Coffee, onde um personagem toma seu café e ao pagar a conta deixa pago dois cafés: o seu e um pendente pro próximo cliente que vier. 

Há um tempo, coletando fotos no Pinterest me deparei com algo bem parecido e lendo o Twitter do Wes Borland vi que há muito mais gente gentil pelo mundo do que se imagina. Além de impensáveis formas de ajudar. O guitarrista do Limp Bizkit sugeriu deixar de reseva no carro um guarda-chuvas extra pro caso de alguém precisar e no site de fotos, achei um pin (o da foto) com um kit baratinho pra ser montado e distribuído a moradores de rua. 

Essa blogueira americana, que inventou o "kit mendigo", se viu, há alguns anos, sentada na Starbucks, tomando café-da-manhã enquanto lia a Bíblia. Do lado dela sentou um morador de rua, praticamente invadindo o seu espaço. Ela olhou pra Bíblia e achou que era um sinal divino. Ficaram horas conversando e, depois que ele partiu, ela passou a ver as pessoas nas ruas com outros olhos.

Quem mora na rua, muitas vezes, não está lá porque quer. Lógico, talvez não seja o caso da maioria. Mas, pense: como deve ser difícil não ter onde morar, um teto quentinho e um cama pra dormir. Ainda mais nessa estação fria do ano, quando um cobertor é sempre bem-vindo. Conheço muita gente que ajuda e todas elas têm o meu respeito e admiração. Podem fazer um pouco mais, pois tem condições pra isso, mas se pensarmos bem, todos temos. 

Depois do bate-papo com o mendigo, a moça chegou à conclusão de que uma das coisas mais difíceis em ser um morador de rua é o fato de ser ignorado. Tratando-se de alguém que precisa de ajuda, não deve existir nada mais duro do que ser desprezado, fazendo de conta que eles não existem ou estão lá. O mendigo contou à ela que prefere que alguém o olhe nos olhos ao rejeitar seu pedido de dinheiro ou comida àqueles que viram o rosto e os menosprezam. Quando ela perguntou a ele qual foi a melhor ajuda que ele já recebeu, ele respondeu "uma noite num hotel". Segundo ele, a experiência de tomar um banho, se barbear e dormir numa cama fez com que ele se sentisse humano. Não só isso, mas água e meias também são uma ótima ajuda.

Ninguém é completamente capaz pra resolver sozinho o problema de todos os moradores de rua. Afinal de contas, votamos em políticos safados e corruptos que desviam dinheiro que até poderiam ajudar quem precisa. Mas, podemos ampará-los dando a eles o calor de que tanto sentem falta. 

A blogueira passou a carregar no carro uma sacola com coisas que poderia oferecer aos moradores de rua, sempre que cruzasse com um. Com US$30 ela conseguiu preparar 6 kits, embrulhados em saquinhos individuais, que ela deixa sempre embaixo do banco do passageiro. Eles traziam: uma garrafinha de água, um par de meias, um saquinho de cereais com chocolate, uma escova de dentes, pasta de dentes, lencinhos de papel e um analgésico, tipo Ibuprofeno.

Pode parecer pouco. Mas pra quem não tem nada, quanta diferença, né? Você vai ficar mais pobre por conta disso? É claro que não. Vai fazer alguma diferença na sua vida? Talvez não. Mas se conseguir se colocar no lugar de quem precisa, vai perceber o impacto que pode causar. Todos nós precisamos de ajuda um dia, em situações e proporções diferentes. E aí, como se sentiu quando alguém o amparou e te deu atenção?

Na Vila Madalena, em São Paulo (e pertinho do meu trabalho), o Ekoa Café deixa a disposição o café pedente aos gentis de bom coração. Sei que no Rio também existe um lugar que adotou a ideia. Vale pesquisar e deixar sua doação.

O café pendente

Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em uma mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três “pendentes”.
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés – pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum “café pendente”?
Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo.
Que tal?