16 dezembro 2009

Amigo do amigo


"Tenho um amigo de quem você vai gostar...". Por algum motivo (que ainda não descobri qual é), essa é a frase que tenho mais ouvido ultimamente. Meus amigos resolveram que eu preciso de um namorado e não param de me indicar sugestões. Eles devem achar que sou infeliz solteira. Só pode ser. Ou que preciso encontrar alguém urgentemente, já que entre a maioria deles, sou uma das poucas que ainda está "sozinha". O que eles, talvez, ainda não tenham percebido é que estou ótima assim.
Não sei porque as pessoas comprometidas têm essa urgência em ajudar os amigos solteiros a arrumar alguém. Cheios de boa vontade... Mas, outra vez, prefiro minha parte em dinheiro. Nada contra o amor, o namoro ou os amigos dos meus amigos, mas eu ainda acredito que certas coisas (e essa é uma delas) tem hora certa pra acontecer. Não adianta forçar a barra.
Sou meio chata pra escolher companhias - e não estou falando somente das masculinas. Pra se dar bem comigo, tem que ser como eu. O que é bem difícil de acontecer. Não sou de fazer média. Se não gosto, deixo logo claro. E meus amigos têm notado a minha cara de decepção cada vez que indicam um amigo pra acabar com a minha solteirice.
Ninguém escolhe com quem devo sair ou transformar em namorado. Só eu mando nisso. Então, amigos, esqueçam os blind dates, os links do Orkut e tudo o mais. De amigo secreto já basta aquele que terei nos próximos dias. Já é o bastante!

14 dezembro 2009

Festa da firma

Chegou a semana tão esperada pela maioria dos funcionários: a última de trabalho do ano. Pelo menos, eu tô contando os dias pras minhas férias. Não curto muito essa coisa de amigo-secreto, festa de confraternização, mas não tem como escapar. Tem gente, no entanto, que deveria fugir de comemorações como esta. Pra garantir o mesmo emprego no ano seguinte e a integridade moral.

Sempre tem a secretária quietinha que se solta depois de exagerar na bebida. Vou confessar que nunca fui à uma festa dessas, mas morreria de rir se a moça da recepção arrancasse a roupa no meio do churrasco.
Lendo uma pesquisa, descobri que tem gente que é fã das festinhas da firma. 45% dos funcionários casados do Reino Unido adorariam ter um caso na festa de fim de ano da empresa, 12% deles confessaram ainda que trairiam o parceiro com o chefe. E adivinha? Segundo o estudo, feito com mil trabalhadores, os homens são os mais propensos à traição. Tem gente que tá perigando tanto que afirmou que mesmo que o colega seja pouco atraente, mas jogasse um xaveco, eles aceitariam a oferta.
Parece que o espírito natalino costuma tomar conta das festinhas. Independente do status daqueles que as frequentam. Ho! Ho! Ho! Se o Papai Noel fica sabendo de uma suruba dessas, vai ficar todo mundo sem presente!


13 dezembro 2009

Será que tem algum que presta?


Tiger Woods tinha cara de santo. Bem, santo não. Mas de bom moço, sim. Pelo menos, eu achava que tinha. Pra variar, minhas impressões foram por água abaixo. Corneou a mulher com um bando de gostosa e agora não se fala em outra coisa a não ser no número sem fim de mulheres que pegou.
Homens devem ter um prazo de validade nos relacionamentos. Parece que poucos, ou pouquíssimos, conseguem fazer valer a pena a confiança depositada neles.
Vamos lá: você conhece um cara especial. Ele diz coisas que você nunca ouviu, elogiando tudo em você. Enfim, te faz acreditar que o encontro de vocês estava escrito nas estrelas. Mas pouco tempo depois ele diz que não está mais rolando. A primeira coisa que vem na cabeça de toda mulher é: "onde foi que eu errei?".
Mania de culpar-se quando não houve erro nenhum. Simplesmente, a novidade acabou. Toda mulher pode ser, de fato, bacana, interessante, inteligente, boa de cama. Mas o que o homem mais gosta não é do relacionamento, mas sim da conquista. Quando ele percebe que está prestes a cair num relacionamento, corre mais rápido que vampiro da cruz e não se importa em como você vai lidar com isso. Homem está, sempre, em busca de novidades. Vamos lembrar de Tiger Woods...
Quando o relacionamento acaba, chovem desculpas clichês: "ainda podemos ser amigos", "não há nada de errado com você", "você será sempre especial" ou "eu não sou o homem que você merece", dando a impressão de que homens foram feitos em séries e com data de validade. Mas, numa coisa eles estão sempre certos. Os que dizem que não são bons, tenha certeza, não são mesmo.
No final das contas, quando você toma um fora de um homem desses, tem mais é que agradecer. O homem que você idealizou como príncipe se tranformando num sapo é sinal mais do que claro que ele não é diferente da grande maioria dos rapazes. Um ser com data de validade bem curta. É uma pena que a maioria não tenha a grana de Woods, porque num caso como este, eu pediria reembolso!

11 dezembro 2009

Carta ao Papai Noel


Querido Papai Noel,

Estou postando pra dizer que fui uma boa menina neste ano e, por isso, mereço ganhar um presentão! Mas não estou aqui pra pedir nada muito grande ou caro, até porque já sou bem crescidinha pra saber que, talvez, você não exista e pedir algo fora da realidade só iria me frustrar...
Motivos pra receber sua visita eu tenho de sobra. Por exemplo, não esganei nenhum dos otários com quem saí, apesar de muitos deles merecerem ir pro inferno. Mas, boa garota que sou, deixo isso pra você.
Também tive bastante paciência no trabalho, apesar de lidar diariamente com alunos capazes de tirar qualquer candidato a Dalai Lama do sério, tamanha falta de respeito e educação. Mas deixo que os pais deles paguem, no futuro, com os erros que eles cometeram ao serem tão permissivos com seus "anjinhos". Esses sim, Papai Noel, não merecem ganhar presente neste Natal.
Bom velhinho, fui uma boa filha, uma excelente irmã e sempre estive presente apesar de todos morarem bem longe agora. Peguei estrada em dia de chuva e congestionamentos numa sexta-feira depois de um dia longo de trabalho (e pouca grana) só pra passar o final de semana ao lado deles.
Apesar de morrer de vontade, não mordi as bochechas da minha sobrinha. Fui ao médico quando necessário e tomei todos os remédios receitados, direitinho! Paguei todas as contas em dia, só comi fast food quando realmente não tinha outra escolha e até cozinhei meu próprio almoço, apesar da preguiça. Posso não ter comido muitas frutas e legumes, mas não abusei da fritura. Estudei, fui boa motorista, não arrumei confusão no meu prédio apesar dos meus vizinhos (e síndica) contribuírem muito bem pra que eu quase enfiasse a mão na cara deles. Tomei banhos rápidos, não joguei lixo na rua, respeitei todas as regras e doei roupas que não usava mais.
Posso não ter feito trabalhos voluntários ou reciclado o lixo, mas prometo que no ano que vem colocarei as duas coisas na minha lista de prioridades.
Papai Noel, eu poderia listar mais uma centena de motivos pra te convencer de que sou realmente boa e que mereço o meu presentão neste Natal. Mas sou modesta e vou ser, mais uma vez, generosa e boazinha. A única coisa que peço é que minhas férias cheguem logo pra que eu não cometa nenhuma cagada até o dia 25 e coloque tudo de bom que fiz ao longo de 2009 a perder. O cansaço, o stress e a falta de paciência já estão em níveis bem altos, portanto, querido velhinho, colabore e traga logo o dia 18.
Um beijo.

08 dezembro 2009

Herói ou bandido?


Já percebeu que todo mundo, quando morre de forma trágica, vira herói? Não estou dizendo que talvez não mereçam ser tratados assim, mas às vezes isso acaba parecendo meio exagerado. Acabei de assistir Jean Charles, aquele filme brasileiro que conta um pouco da vida do mineiro assassinado no metrô de Londres, confundido com um terrorista, em 2005. E foi essa a impressão que tive: de que o cara virou herói. Mas o que de tão impressionante ele fez pra ganhar o posto de Super-Homem da vez?
O filme já começa com Jean mostrando quão Gerson ele era. Malandrão, mentiu pra imigração dizendo que a prima estaria visitando ele e a mulher doente, que acabava de ter um filho. Até aí, tudo bem... Se ele realmente tivesse mulher e filho. Ao sair do aeroporto, chamou a polícia inglesa de otária. Ao longo do filme, ele passa a perna no cara que arrumou trabalho pra ele lá e ainda tinha esquema pra esquentar passaporte de brasileiros ilegais em Londres. Que herói, hein! Bom, pros padrões brasileiros e com a corrupção que rola solta por aqui, Jean Charles tá dentro dos padrões mesmo! Merece o título e até estrela na calçada da fama...
Não estou defendendo a polícia inglesa por ter atirado num "inocente" a esmo. Mas vamos ser honestos: estavam todos errados, Jean e polícia! Ninguém morre por acaso. Pelo menos é isso o que eu acho.
Jean Charles é só um caso no meio de tantos outros. Produto da mídia, do julgar sem saber o que há por trás. Basta ligar a TV pra ver a quantidade de "heróis" que morrem todos os dias. Hoje mesmo tinha um e nem precisei assistir mais do que 5 minutos de noticiário! O discurso é sempre o mesmo, o cara era trabalhador, bom filho, ótimo pai e excelente amigo... qualidades que hoje transformam qualquer um em super-herói.
Parece que hoje em dia, permanecer do lado certo é tão raro que, quem passa a vida sem fazer cagada, recebe homenagens de chefe de Estado, vira filme e best seller quando passa dessa pra uma melhor. É uma pena que tanta gente precise mesmo morrer pra ser reconhecido como santo ou herói. Porque vivo não chegaria a tanto. Muitos deles vão mesmo é pro inferno e, de lá, morrem de rir da cara de quem os idolatra. Assim como Jean Charles zombou da cara da polícia inglesa... E, sinceramente, não é bem este o esteriótipo de super-herói que tenho na minha cabeça. Mulher Maravilha, Super Homem e aliados devem morrer de vergonha do título que lutaram muito pra receber.

01 dezembro 2009

E lá se vai mais um...


Daqui um mês já estaremos em 2010. E lá se foi mais um ano. Pra variar, o tempo voou! Existem estudos que provam que o tempo está mesmo passando cada vez mais rápido. O jeito é tentar aproveitar bastante já que dizem por aí que o mundo vai pro saco em 2012. Se isso for verdade, você ainda tem 2 anos pela frente!

2009 foi um ano bem especial. Apesar de nada grande ter acontecido diretamente comigo, tudo o que aconteceu a minha volta influenciou profundamente tudo aquilo que passa na minha cabeça (e que vai continuar lá, já que não sou fã de dividir esse tipo de coisa).

Comecei o ano perdendo a minha avó, mas dois meses depois fui presenteada com a sobrinha mais linda do mundo. Uma não substitui a outra, mas só me prova que a vida vai sempre continuar. Que devemos superar as tristezas porque sempre tem uma alegria embrulhada pra presente lá na frente.

Conheci muita gente bacana, pessoas que realmente acrescentaram coisas positivas. Aprendi muito no trabalho, apesar de estar lá pra ensinar. Recebi demonstrações de carinho, respeito e reconhecimento que nenhum outro presente material pudesse bater.

Claro que 2009 não foram só rosas. Passei por apertos de grana, fiquei triste algumas vezes e me decepcionei com algumas pessoas. Mas tudo isso me fortaleceu e me ensinou o que eu deveria aprender. Já não me incomodo com coisas pequenas e uso a tecnologia a meu favor. Aperto o backspace sem dó e mando esse tipo de gente e situação pra lixeira.

Crescemos e evoluímos com as coisas ruins e somos recompensados com as boas. Uma amiga me falou que 2010 vai ser um ano bom pra mim. Então, por que me importar com o que aconteceu em 2009? Além disso, 2009 já está no fim. 335 dias já ficaram pra trás e estou a 30 de um novinho em folha. Todo mundo fala em "final de ano", eu prefiro pensar no começo do próximo. Começos são bons, são cheios de oportunidades. É tempo de pensar e planejar o que quero encontrar pela frente...

26 novembro 2009

The book is on the table


What a shame! No Brasil, apenas 6% da população sabe, realmente, falar inglês e pode ser considerada fluente no idioma. O resto tenta, enrola, mas no fundo, no fundo não sabe produzir mais do que o básico "the book is on the table". E se bobear ainda acaba esquecendo de colocar o verbo no meio da frase. Bom, se levarmos em conta que o povo daqui mal fala a própria língua corretamente, talvez seja mesmo pedir demais que fale e escreva numa língua estrangeira.
A maior prova de que muita gente não sabe mesmo falar o segundo idioma é a quantidade de escolas que existe por aí. Já trabalhei pra muitas e, sinceramente, poucas são as que prestam de verdade. A maioria está no mercado pra ganhar dinheiro e se lixa pra qualidade de ensino ou nem esquenta a cabeça se o aluno tá aprendendo ou não. As long as the check is in the mail, é isso o que importa.
Daí, o indiozinho tupi guarani aí vai argumentar: "mas eu moro no Brasil, vou aprender inglês pra quê?". Bom, se o ser humano não precisasse evoluir ainda estaria vivendo nas cavernas e caçando pra sobreviver. O mundo não mora no Brasil e, caso ainda não tenha notado, somos um dos poucos países do planeta a falar português. O que só nos isola do resto. Certo?
O mundo, já faz tempo, não tem fronteiras. E a língua internacional (esperanto) virou projeto ou aposentou-se, dando lugar pro idioma da terra do Tio Sam. Grandes empresas já nem se dão mais ao trabalho de traduzir uma campanha ou slogan antes de mandar anúncios pra outros países. "Connecting People" (Nokia), "We Bring Good Things to Life" (GE), "Think Different" (Apple), "Drive your Way" (Hyundai), "Johnnie Walker, Keep Walking (Johnnie Walker) e "Just Do It" (Nike) são só alguns exemplos.
Estudar não mata ninguém. E é tão bom fazer parte da minoria. Ainda mais quando a maioria é idiota e preguiçosa. Pra quem tá interessado, indico um livro: "Como não aprender inglês" (Michael A. Jacobs). Ele não ensina ninguém, mas explica o porquê de muita gente por aí não tem a menor vergonha na cara e preferir o embromation a falar inglês de verdade.

23 novembro 2009

A quem possa interessar (ATUALIZADO)


Pessoa que se considera o centro do universo, aqui vai o meu recado pra você: tá na hora de limpar o espelho de casa e checar outra vez se eu, por acaso, estou na lista de membros do seu fã-clube. Nunca fiz parte dele e nem você tá com essa bola toda.
É muita pretensão da sua parte achar que estou falando de você quando escrevo alguma coisa. Ao contrário de ti, tenho vida própria e não carrego nenhuma culpa nas costas. Não fiz nada de que possa me envergonhar no passado e nem falei nada a respeito de ninguém que pudesse me deixar com a pulga atrás da orelha se alguém descobrisse.
Quando quero falar algo sobre alguém, seja esse "algo" positivo ou não, dou nomes e tenho o "péssimo" hábito de falar na cara. E se me conhecesse de verdade, saberia. E evitaria o que está fazendo, porque só me faz ter certeza de quão pequeno você é. Indireta é coisa de gente covarde. Mandar recado pelos outros, também. Falar mal pelas costas entra nessa lista, além de ser a coisa mais baixa que um ser humano pode fazer. E eu, caso ainda não tenha percebido, não jogo e nem apoio este time.
Não vim ao mundo pra agradar ninguém. A não ser à mim e àqueles que amo incondicionalmente. E, mais uma vez, seria muita pretensão achar que, algum dia, você fez parte deste seleto grupo de pessoas. Não estou aqui pra agradar você. Se não gosta de mim, você ainda tem uma escolha: me esquece!
Se não tem o que falar, cale a boca. Se for pra falar de mim, seja macho e fale na minha cara. Se o que tem pra falar não é verdade, tá enganado achando que vai estragar a minha reputação. Se te incomodo, sinto muito, mas vai ter que aprender a lidar com as suas frustrações. Do contrário, faça um favor: guarde essa mediocridade toda pra você.
Elogio até cachorro recebe depois de se fingir de morto. A minha parte, eu quero em dinheiro. Mas como isso é coisa que você não tem, porque ao invés de trabalhar está aí falando dos outros, pare de se ocupar com a minha vida e faça algo que te tome mais tempo.
Sem mais... Passe bem!

"Querido" Fábio (como disse, dou nome aos bois, e se encher meu saco, às vacas também!), sua vida com a mocinha do site deve estar assim... bem interessante... pra você AINDA se ocupar com a minha vida, né? Na falta do que fazer, aqui vão algumas sugestões: arrume um trabalho que realmente ocupe o seu tempo ou faça matrícula num bom curso de inglês (precisa, viu! Mas procure aprender o português primeiro). Seus comentários infantis (e com português bem pobrinho, coitado...), sinceramente, não me ofendem e nem me incomodam. Só me provam duas coisas: as aulas são - realmente - necessárias e que ainda se importa com o que acontece do lado de cá. Até que você anda bem presente pra quem "sugeriu" que eu sumisse, né? Ah! Falta de amor próprio é, na verdade, casar-se com alguém interessado no que a outra pessoa pode te render financeira e profissionalmente no futuro. Eu já saí da sexta série faz tempo, mas você, parece que foi reprovado. Não tem nem mais idade pra fazer o que está fazendo, vai! Mas, obrigada pela "audiência"!!! Agora vai, vai... Passa! Passaaa!! Vai lá fingir que sua vida é legal! Xô!

22 novembro 2009

Marca registrada


Não existe nada mais feminino do que estria e celulite. Se você é mulher, não adianta mentir, porque você - com absoluta certeza - tem as duas coisas. Pode até ser no grau "de levinho", mas tem! Até quem não toma refrigerante, ou come doces, ou malha o dia todo, ou é magra igual a um pau, toma 30 litros de água diariamente... tem!
Faz parte da nossa natureza. A pele cresce além do que deve numa fase da nossa vida. Os hormônios brigam com o resto do corpo. E o resultado aparece na pele. É disfarçável, mas inevitável. Além da TPM também temos que aprender a lidar com este "mal", que - convenhamos - não é nenhuma aberração ou defeito físico.
Por este motivo, eu acho muito ridículo (pra usar algo assim bem leve) essa mulherada famosa que é clicada na praia como veio ao mundo. Ou melhor, como o mundo as transformou depois da adolescência. Elas reclamam que os tratadores de imagem estavam de folga no dia em que a foto foi publicada e, alumas mais exaltadinhas, até ameaçam processar sites, revistas e jornais que estampam fotos com a famosa bunda "casca de laranja". Juliana Paes, pode ser linda, mas tem celulite. Beyonce, pode ser gringa, mas é mulher e também foi presenteada com os furinhos no culote.
Já trabalhei em revista masculina. Sei muito bem todos os recursos disponíveis pra tratar imagem. Via, diariamente, modelos famosas com pele de monstro serem transformadas em princesas com pele de pêssego. Não existe perfeição. Elas não são perfeitas. Ninguém é. Não é porque aparecem na TV, ou porque são capas de revistas, que foram premiadas por Deus com um gene inibidor de porosidade na pele. Não existe creme milagroso, que acaba com estrias e derivados. Existe uma ferramenta - o Photoshop - que conserta certos estragos, mas ainda não vendem o software um potinhos na farmácia.
E, sinceramente, duvido muito que um dia isso vá acontecer. Desista de todas as suas privações, dietas e garrafinhas d´água. Homem pode comprar Playboy e bater punheta pro poster com a gata do mês. Mas em folha de papel, até foto de lixa fica lisa!

17 novembro 2009

Vá viver a vida!


Quem me conhece sabe que não gosto muito de falar de mim. Aliás, raramente abro a boca pra contar algo sobre a minha vida. Sou meio fechadona e pouca gente, e isso inclui a minha mãe, sabe sobre meu passado ou o que se passa pela minha cabeça. Não que eu me arrependa do que fiz ou sou completamente pirada. Longe disso! Mas manter as coisas em segredo acaba sendo mais forte do que a minha vontade. E talvez eu entenda o porquê.
Outro dia, porém, eu estava pensando em tudo o que já fiz até agora. Tantas coisas que até Deus deve duvidar de que fui capaz. Poderia fazer uma lista infinita, que deixaria muita gente de boca aberta. Mas de duas, uma: muita coisa ficaria de fora porque não interessa mesmo a ninguém, e outras não entrariam por puro esquecimento meu.
O que posso dizer é que vivi. Intensamente. Cada momento. E aprendi com todos eles. Desde os meus erros, que tive a humildade pra reconhecer e fazer com que virassem lições, até as grandes conquistas. Não acredito naquela história de que o segredo pra felicidade é a memória curta. Nós somos feitos de histórias boas e ruins. Se não tivéssemos passado por tudo aquilo que já vivemos, não seríamos ninguém. Não seríamos o que somos hoje.
Assim como muita gente, já fiz loucura por amor, já frequentei terapia, já experimentei coisas que me deixaram acordada três dias seguidos, já beijei quem não queria, já pensei que a vida não valia a pena e já voltei atrás nessa decisão umas cem vezes. Já transformei a minha personalidade, mas nunca mudei meu caráter. Já excluí pessoas que não me acrescentavam em nada e já fiz amigos que, num instante, desvendaram boa parte dos meus segredos. Não todos, porque alguns eu prefiro - e acho prudente - manter guardados a sete chaves.
A vida é pra ser vivida. E não comentada. Quem comenta, é porque assiste a vida dos outros de camarote. Vai terminar a própria vida sem ter vivido nenhuma experiência que gostaria de incluir na sua lista. Vá viver a sua vida! Vá atrás das suas histórias pra contar... Daquelas histórias que gostaria de dividir com todo mundo, ou daquelas que até se envergonharia um pouco, mas e daí... Essas são aquelas, talvez as mais emocionantes, que você trancaria a sete chaves! Mas que viver, viveu!