22 novembro 2009

Marca registrada


Não existe nada mais feminino do que estria e celulite. Se você é mulher, não adianta mentir, porque você - com absoluta certeza - tem as duas coisas. Pode até ser no grau "de levinho", mas tem! Até quem não toma refrigerante, ou come doces, ou malha o dia todo, ou é magra igual a um pau, toma 30 litros de água diariamente... tem!
Faz parte da nossa natureza. A pele cresce além do que deve numa fase da nossa vida. Os hormônios brigam com o resto do corpo. E o resultado aparece na pele. É disfarçável, mas inevitável. Além da TPM também temos que aprender a lidar com este "mal", que - convenhamos - não é nenhuma aberração ou defeito físico.
Por este motivo, eu acho muito ridículo (pra usar algo assim bem leve) essa mulherada famosa que é clicada na praia como veio ao mundo. Ou melhor, como o mundo as transformou depois da adolescência. Elas reclamam que os tratadores de imagem estavam de folga no dia em que a foto foi publicada e, alumas mais exaltadinhas, até ameaçam processar sites, revistas e jornais que estampam fotos com a famosa bunda "casca de laranja". Juliana Paes, pode ser linda, mas tem celulite. Beyonce, pode ser gringa, mas é mulher e também foi presenteada com os furinhos no culote.
Já trabalhei em revista masculina. Sei muito bem todos os recursos disponíveis pra tratar imagem. Via, diariamente, modelos famosas com pele de monstro serem transformadas em princesas com pele de pêssego. Não existe perfeição. Elas não são perfeitas. Ninguém é. Não é porque aparecem na TV, ou porque são capas de revistas, que foram premiadas por Deus com um gene inibidor de porosidade na pele. Não existe creme milagroso, que acaba com estrias e derivados. Existe uma ferramenta - o Photoshop - que conserta certos estragos, mas ainda não vendem o software um potinhos na farmácia.
E, sinceramente, duvido muito que um dia isso vá acontecer. Desista de todas as suas privações, dietas e garrafinhas d´água. Homem pode comprar Playboy e bater punheta pro poster com a gata do mês. Mas em folha de papel, até foto de lixa fica lisa!

17 novembro 2009

Vá viver a vida!


Quem me conhece sabe que não gosto muito de falar de mim. Aliás, raramente abro a boca pra contar algo sobre a minha vida. Sou meio fechadona e pouca gente, e isso inclui a minha mãe, sabe sobre meu passado ou o que se passa pela minha cabeça. Não que eu me arrependa do que fiz ou sou completamente pirada. Longe disso! Mas manter as coisas em segredo acaba sendo mais forte do que a minha vontade. E talvez eu entenda o porquê.
Outro dia, porém, eu estava pensando em tudo o que já fiz até agora. Tantas coisas que até Deus deve duvidar de que fui capaz. Poderia fazer uma lista infinita, que deixaria muita gente de boca aberta. Mas de duas, uma: muita coisa ficaria de fora porque não interessa mesmo a ninguém, e outras não entrariam por puro esquecimento meu.
O que posso dizer é que vivi. Intensamente. Cada momento. E aprendi com todos eles. Desde os meus erros, que tive a humildade pra reconhecer e fazer com que virassem lições, até as grandes conquistas. Não acredito naquela história de que o segredo pra felicidade é a memória curta. Nós somos feitos de histórias boas e ruins. Se não tivéssemos passado por tudo aquilo que já vivemos, não seríamos ninguém. Não seríamos o que somos hoje.
Assim como muita gente, já fiz loucura por amor, já frequentei terapia, já experimentei coisas que me deixaram acordada três dias seguidos, já beijei quem não queria, já pensei que a vida não valia a pena e já voltei atrás nessa decisão umas cem vezes. Já transformei a minha personalidade, mas nunca mudei meu caráter. Já excluí pessoas que não me acrescentavam em nada e já fiz amigos que, num instante, desvendaram boa parte dos meus segredos. Não todos, porque alguns eu prefiro - e acho prudente - manter guardados a sete chaves.
A vida é pra ser vivida. E não comentada. Quem comenta, é porque assiste a vida dos outros de camarote. Vai terminar a própria vida sem ter vivido nenhuma experiência que gostaria de incluir na sua lista. Vá viver a sua vida! Vá atrás das suas histórias pra contar... Daquelas histórias que gostaria de dividir com todo mundo, ou daquelas que até se envergonharia um pouco, mas e daí... Essas são aquelas, talvez as mais emocionantes, que você trancaria a sete chaves! Mas que viver, viveu!

11 novembro 2009

Parabéns pra mim!!


Amanhã vou acordar mais velha. E isso também quer dizer que minha tendência ao isolamento pré-aniversário vai pro espaço. Não é à toa que adoro comemorar cada ano de vida: depois de fugir do mundo e hibernar como um urso 30 dias antes de 12 de novembro, quero mais é colocar em ação tudo o que pensei enquanto estive "fora de circulação".
Não consigo entender essa gente que não gosta de comemorar o próprio aniversário. Acho esse tipo de comportamento bizarro e pouco humilde. Como alguém pode não agradecer por estar vivo por mais um ano? Ter a sorte de ter sido escolhido pra viver é uma benção. É uma pena que nem todos pensam assim.
Problemas, todos têm. Mas poder comemorar a vida deveria ser obrigação!
Hoje, por exemplo, fui surpreendida por uma turma de alunos de 14-15 anos. Quer dizer, me surpreender no meu aniversário é quase impossível, já que costumo planejar festas com bastante antecedência e incluo todo mundo que conheço na contagem regressiva. Mas eles foram fofos e o que valeu foi a intenção. Jamais fiz o mesmo por um professor. Então sei que esse tipo de gratidão não tem preço.
E é, geralmente, no meu aniversário que costumo fazer a limpa na lista dos meus "amigos". Às vezes, esperamos demais de gente que não dá a menor importância à sua presença. E é nessa data que percebo exatamente o valor que tenho na vida dessas pessoas. É impossível não ficar chateado. Mas também me preocupar demais com quem queria que eu morresse?
Se estou aqui pra celebrar a vida e a sorte de ter passado por mais este ano, pra quê manter ao meu lado gente desse naipe? Presente caro, lembrancinha, cartão online ou scrap no Orkut qualquer um pode dar, mas amizade, respeito e gratidão é um presente que poucos sabem embrulhar.

09 novembro 2009

Fecha a torneira, caralho!


Não sou uma defensora da natureza e nem ativista inrustida do Greenpeace, mas tem certas coisas que a gente vê por aí que deixa qualquer um puto da vida, até talvez aqueles que não dão a mínima pra esses programas de ecologia.
Ainda não arrumei um jeito mais fácil de carregar as compras do supermercado pra casa sem ter que usar aquelas sacolas de plástico que devem matar mil espécies por minuto. Procuro usar o mínimo necessário e quando posso, dispenso. Mas, em pleno século XXI, qualquer imbecil sabe que deixar torneira aberta é mais do que uma ameaça ao futuro do planeta. Lavar a calçada com mangueira, então...

Voltando à sacolinha, acredito que os supermercados é quem deveriam tomar alguma atitude e propor algo alternativo. Existem tantas formas de reciclar papel usado e eu não sou contra aqueles sacos de papelão craft que se usava no passado. Rasga, mas não mata ninguém. Molhando, dissolve e não entope boeiros.

Não assisto essas reportagens na TV que mostram as geleiras derretendo e nem os animais lutando pra sobreviver. Acho triste, deprimente, e sei exatamente o que anda acontecendo no mundo, não preciso de ilustração pra perceber a cagada que estamos fazendo. A diferença, talvez, é que eu tenho consciência de que, se fizer pouco, posso mudar alguma coisa. Enquanto a Mariazinha que lava a calçada por horas com o esguicho acredita que nada está acontecendo ou, pior, ela tá mesmo cagando pro que está acontecendo com o planeta e tá a fim de que todo mundo morra de sede e torrado.
Atitudes simples, reciclar, fechar a torneira enquanto escova os dentes, lavar o carro com balde, tomar banhos rápidos, não jogar bituca de cigarro no chão e etc, fazem diferença sim! Não tenho filhos, mas pareço mais preocupada com o futuro que as próximas gerações terão pela frente do que esse povo que tem 30 crias pra sustentar.


07 novembro 2009

Cadê a minha burca?


É inacreditável o que acontece nesse país. O assunto do momento não tem muitos centímetros e eu custo a aceitar que, em pleno século 21, ainda se perde tempo discutindo o comprimento de uma saia, num lugar onde, (pelo menos ) 5 dias por ano, a mulherada aparece pelada na TV. E, vergonhosamente, somos reconhecidos por isso: o carnaval da pouca vergonha. Sem falar que, em pleno domingo à tarde, o que mais se vê na TV é mulher chacoalhando a bundona, praticamente semi-nua e funk que desrespeita o sexo feminino em letras que deixaram de ser apelativas e ainda estão esperando a criação de outro adjetivo.

Então, por que tanta hipocrisia? Por que expulsar uma menina da faculdade só porque ela resolveu mostrar as pernocas na sala de aula? Aqui não é o Oriente Médio onde mulher tem que sair na rua de burca! É lógico que cada ocasião pede uma roupa apropriada, mas ofender e fazer disso capa de jornal já é demais! Até porque a saia, como todos sabem, nem dava pano pra tanta manga.

A faculdade alega que o tamanho do vestido não é o responsável pela expulsão. E eu também não acho que seja só isso. Acredito que a mocinha não é santa e que, antes do episódio da minissaia, houve mesmo algo a mais. Uma faculdade inteira não pararia pra xingar ou tentar estuprar uma garota só porque ela estava semi-nua. Mas quem somos nós pra julgar o que ela faz ou deixa de fazer quando não está estudando? E mesmo se a coitada for puta, o que todo mundo tem a ver com isso?
Acho uma grande idiotice gente que sai julgando e ofendendo os outros. Por mais que tenham razão. Não têm o direito. E acho mais absurdo ainda a faculdade não se colocar ao lado da menina e sim daqueles que a ofenderam. Isso só mostra que tá tudo errado e que esse país vai demorar pra ir pra frente. Enquanto gente inocente for considerada culpada e gente culpada sair como o herói da história, não vamos à lugar nenhum! Mas, também, o quê podemos esperar de um país onde quem rouba é quem está no poder?

Sair na Playboy é mais fácil do que escolher a roupa pra ir estudar. E isso, sinceramente, é vergonhoso num país onde programas de TV mostram gente semi-nua (mais pra nua do que pra semi) o tempo todo e no carnaval é "legal" sair às ruas com os peitões siliconados de fora. Hipocrisia é pouco. Mas cai bem pro nosso Brasil.

Sou brasileira. Mas ao contrário do slogan, já desisti disso aqui. E faz muito tempo! A minissaia pode ser curta. A ignorância por aqui é que não tem tamanho.

02 novembro 2009

Aparências enganam


Aposto que já se pegou pensando como a vida de certos casais é perfeita depois de vê-los de mãos dadas, andando por aí, com filhos lindos e cheios de amor pra dar. Bom, pelo menos, eu costumava pensar assim. O que só me deixava deprimida por achar que era a única pessoa na face da Terra a estar sozinha por encontrar defeito em todo mundo com quem eu me relacionava.
Fato: é difícil, não só pra mim, encontrar alguém com quem me relacionar. E mais difícil ainda manter tudo lindo como num conto-de-fadas. Porque, basicamente, todo mundo tem defeito.
Todo mundo quer que o relacionamento dê certo, é lógico. Os filmes dizem que isso é possível e que é tão disponível quanto chiclete em padaria. Mas na verdade, não é bem assim que a banda toca. Encontrar um relacionamento realmente bacana é mais difícil do que encontrar vaga em estacionamento de shopping em final de semana chuvoso. Mesmo assim, você continua procurando, porque sabe que uma hora vai encontrar.
Temos a tendência a achar que só porque os outros estão com suas caras-metade estão, consequentemente, felizes da vida. Casais brigam. Esquecemos disso. A vida deles também não é um mar de rosas. Assim como você não acorda linda e maquiada, com o cabelo penteado e pronta pra vida logo pela manhã. A verdade é que mentimos todos os dias. Saímos bonitos na rua pra mostrar aos outros o que não somos, porque o que queremos mesmo é mostrar aquilo que gostaríamos de ser e matar os outros de inveja por possuir aquilo que eles acham que temos. Complexo, confuso, porém... real.
Um monte de gente adora fazer piada sobre a minha falta de sensibilidade. Cheguei a achar que isso era um defeito, mas acabei percebendo que não é bem assim. Falta de sensibilidade ajuda a manter os pés no chão. Outro dia, na escola onde dou aula, uma menina linda me mostrou um sapatinho de cristal, dizendo que era da Cinderela. Eu, ogra, perguntei se servia no pé dela. Ela, inocente, disse que não. Logo, concluí e não hesitei em esconder dela, que a menininha linda de olhos claros não era a Cinderela... Ué, foi assim que aprendi: o sapato de cristal só servia na Cinderela. Por que mudar a versão de uma história só pra que ela seja agradável e não fruste uma menina de 6 anos, que prefere acreditar em fadas e poções mágicas a encarar o fato de que, um dia - tudo bem que ainda distante -, não existirá príncipe e nem carruagem esperando por ela na saída do trabalho.
Contos-de-fadas não existem. A não ser no mágico mundo de Walt Disney. Aparências enganam e se você ainda acredita em poções mágicas e príncipes encantados, casais felizes e mulheres que acordam com a escova feita... Bem, Bela Adormecida, tá na hora de acordar!

29 outubro 2009

Que tal calar a boca?



Já dizia o ditado... "Em boca fechada, não entra mosca". E eu completo: fechada também não tem como sair o monte de bosta que certas pessoas adoram falar.

Sempre disseram que eu não sou do tipo que fala muito. Verdade. É bem difícil me ver tagarelando pelos cotovelos. Mas isso não quer dizer que deixo de falar aquilo que penso. Até porque posso até ser o tipo quietinha, mas levar desaforo pra casa são outros 500. Só acho que, certas coisas, não precisam ser ditas. Guardá-las pra você, trancadas num cofre a sete chaves, ao invés de jogá-las no ventilador é - em sua maioria - mais seguro, digamos assim. Evita mal-entendidos, explicações desnecessárias, dores de cabeça e perda de tempo com pessoas que jamais entenderiam o que você tem a dizer.

Sou do tipo que respeita a proporção uma-boca-dois-ouvidos, então prefiro deixar a minha boca fechada. É melhor ser a rainha do silêncio a ser escrava das palavras. Tem gente que fala sem pensar, fala mais do que deve e fala mal dos outros, sem levar em consideração, bem... você sabe: que tenho dois ouvidos e consciência de que, quem fala mais do que a boca muitas vezes nem sabe o que está falando.

Ouço mais do que falo e deixo as coisas irem pro ralo antes que eu forme a minha opinião sobre algo. Se não tenho nada realmente importante pra dizer, prefiro não dizer nada. Palavras são capazes de construir e destruir muitas coisas. Falar é uma escolha, não uma exigência. Todo mundo pode escolher o silêncio.

Ser agressivo com as palavras, ofender sem dar nomes, se fazer de nervosinho, xingar meio mundo, como tenho visto por aí, pra mim é só uma forte evidência de fraqueza. Tenho conhecido gente que fala demais, sem ter nada a dizer. Calar a boca, nesses casos, seria o mais prudente. Faça esse favor à humanidade, vai!

Cuidado com o que você diz. Não sou a favor da fofoca, porque acho um vício desprezível. Mas sei ouvir. E bem. E já deu pra perceber que, entre aqueles que não dizem nada, são poucos os que preferem o silêncio.

Shhhh!

28 outubro 2009

Sozinha X Solteira


Engraçado como tem gente por aí que não consegue ficar sozinha. Termina um relacionamento e logo começa outro. E não é porque tá podendo. É porque não consegue mesmo lidar com a solidão. Ser solteiro não é pra qualquer um...
Muita gente deve achar que sou louca pra namorar, casar e ter 8 filhos. Só porque estou à beira dos 33 anos, não quer dizer que vou ser crucificada por estar sozinha. Na verdade, "sozinha". Solteira por opção mesmo, mas não tão só como muita gente deve achar. Modéstia à parte, sou linda, inteligente e interessante. Não me falta homem, o que falta mesmo é homem interessante, interesse da minha parte e amor.
Relacionamentos são complicados. Já tenho problemas demais pra resolver. E se puder escolher com quais lidar ou não, vou acabar optando por aqueles que realmente precisam ser resolvidos. Namoricos não estão na minha lista de prioridade. Antigamente, não vou negar, o que eu mais queria era arrumar um namorado pra preencher algo que me faltava por morar sozinha. O tempo passou, me acostumei com a "solidão" e vi que é bem difícil encontrar alguém que me faça deixar de lado a liberdade de escolher o que eu quero fazer num sábado à noite. Sempre que acho alguém com potencial pro cargo de amado, coloco todas as noites com os amigos na balada, os filmes que eu quero assistir me entupindo de Coca-Cola e chocolate, a vontade de passar o final de semana de pijama em casa, as viagens pra praia, as tardes de sol torrando à beira da piscina e as horas ao lado da minha sobrinha na balança e... acabo optando pela solteirice.
Não entendo essa coisa de que namoros devem ser baseados em sacrifícios das duas partes, abrir mão daquilo que você curte só pra agradar o outro... Gosto da parte divertida. Da companhia, dos beijos, passeios de mãos dadas, cafuné e tudo o mais. Mas aprendi, também, a gostar da minha companhia e das coisas que posso fazer por mim. Sozinha!
Ser solteira não significa, obrigatoriamente, estar sozinha. Tenho mais companhia e atenção do que muita mulher que namora sério e acha que está garantida. A diferença entre nós não é o status ou o homem que ela carrega como troféu, mas o fato de eu saber lidar bem com as noites frias e os Dias dos Namorados all by myself. Sou não só a dona do controle remoto, mas também do meu coração, que vai muito bem, obrigada.

25 outubro 2009

A conta, por favor


Quando se pede a conta, o momento de constrangimento é quase inevitável. A culpa é de certas mulheres com complexo de inferioridade que resolveram assumir o papel do homem e de homens pouco cavalheiros que se aproveitam da oportunidade pra se livrar de uma responsabilidade básica entre os sexos.
Vamos lá pra lição básica: homem é homem, e mulher é mulher. Existe diferença e ela deve ser respeitada. E o momento da conta é uma boa hora pra colocar essa lição em prática. Ou, caso esteja em dúvida se deve ou não levar o relacionamento adiante, veja o momento como um divisor de águas.
Bem, todos nós temos, desenhados na cabeça, o ideal do parceiro. O meu, por exemplo, paga a conta, pelo menos no primeiro encontro (os outros podem ser negociados, mas as circunstâncias variam bastante). Muitos encantos podem ser quebrados neste momento. Não acredito nesse papo de igualdade. Não nessa hora... Sou independente, não tenham dúvidas disso. Moro sozinha, pago todas as minhas contas sozinha. Resolvo todos os pepinos que aparecem sem a ajuda de ninguém. Por isso, aprecio qualquer gesto de cavalheirismo e não pago pela companhia de um homem na minha mesa.
As mulheres que defendem essa bandeira, que se dizem independentes o suficiente pra pagar a conta do restaurante (umas aceitam até dividir a do motel, o que eu acho lamentável), são na verdade pobres carentes e dependentes de um homem que fazem pouco ou nada por elas. E eles, quando dizem que respeitam mulheres que não dependem deles estão, na verdade, apenas se livrando do trabalho que dá em agradá-las e conquistá-las com gestos sutís de cavalheirismo.
A verdade é que eles estão com preguiça de fazer o negócio direito e elas, topando qualquer parada. Não existe nada mais brochante do que, no final do jantar, ouvir um "Então, sua parte é...". Homem que não paga a conta, não valoriza a mulher com quem está. Os tempos mudaram, está todo mundo meio moderno demais, mas certas coisas devem ser mantidas e cavalheirismo está no topo delas.
"Vamos rachar?" pra mim soa como sugestão: rachar a cabeça do cara que sugerir essa idéia.

22 outubro 2009

Ow, bola pra frente!


Devo estar ficando cada vez mais insensível... O fato é que tenho me curado de certas decepções bem mais rápido do que costumava. Sem falar que antes o que me emputecia, chateava, entristecia ou me fazia arrancar os cabelos, hoje em dia, não me incomoda ou me tira do sério. E quando incomoda tem prazo bem curto pra expirar. Pãozinho francês costuma estragar depois que minhas "depressões" já estão curadas.
Talvez seja a minha falta de sensibilidade, mas também não ando com muita paciência pra crises de drama. Hoje, com essa atualização constante de status em Twitter, Orkut e Facebook, tenho percebido como as pessoas andam deprê, dizem tudo o que sentem, o quanto estão tristes e quando pensam em se matar. Ninguém mais faz questão de se trancar no quarto pra chorar escondidinho, afogar as mágoas pra depois sair de cara limpa, como se nada tivesse acontecido. Tá tudo muito exposto. Deprimente não é você tomar um pé-na-bunda, se decepcionar com um amigo ou ficar chateado com alguma coisa no trabalho. Triste mesmo é ler status... Nem o Jornal Nacional traz tanta desgraça!
Acho que todo mundo deve sofrer pra crescer e cada um tem um tempo pra voltar à tona. Mas, convenhamos, espalhar a tristeza é o fundo do poço! Se você não tem vocação pra emo, não faça com que sintam pena de você. Não existe nada pior do que se fazer de coitado. Bola pra frente... Nem que você tenha que chutar as dele pra se sentir melhor!